Notas do Turismo # 33 Mais sobre os Níveis do Turismo Parte I
Vou me concentrar em Foz do Iguaçu porque é aqui que vivo e é daqui que devo tentar fazer a diferença no mundo. Assim, falarei sobre o turismo de Foz do Iguaçu. E lá vai a primeira frase: o turismo de Foz do Iguaçu ainda está estancado nos níveis um e dois na escala da consciência empresarial. São os níveis um e dois, tanto nesta minha adaptação, quanto na
teoria original da Pirâmide das Necessidades de Maslow.
O nível um, está ligado às necessidades básicas da sobrevivência que são aquelas necessidades biológicas: comida, bebida, abrigo, defecção, sexo animal, sono etc. É um turismo que visa unicamente a sobrevivência tanto individual como de grupos.
O nível dois é o nível das necessidades de segurança pessoal ou grupal: proteção dos elementos naturais (medo da chuva, de trovão), segurança, ordem, regras e leis, limites e estabilidade. Não é casualidade que o clamor de Foz do Iguaçu ( e do mundo) seja "segurança". Mais polícia. Mais armas. Carros blindados. Mais leis. Mais ordem. No fundo, isso revela uma grande falta de segurança infantil das pessoas, um desejo de serem mimados, nutridos. Mas em vez de pedirem colo, eles querem combater o perigo, lutar contra o perigo. Tudo por insegurança pessoal.
Voce já notou quantas vezes os governos falam em combater? É combate ao fumo, ao terror, ao favelado, a prostituição, ao mosquito da dengue, a Sadam Hussein, Bin Laden, ao besouro barbeiro, à fome, ao tráfico de animais, gente, mulheres, crianças, pirataria. É combate demais para o meu gosto. É mais fácil espernear, neste nível.
Não podemos esquecer que o turismo de Foz do Iguaçu já poderia estar melhor. Temos turismo aqui desde 1903. Assim, a experiência de todas as pessoas que lutaram pelo turismo, desde então, deveria ter sido acumulada.
Devo lembrar que uma das diferenças entre o “ser” humano e o (“ser”) animal é justamente poder beneficiar-se do conhecimento acumulado. Pelo que eu sei, os macacos e os gatos ainda não acumulam experiências e pior, não transmitem as experiências pela linguagem. No dia que um animal fizer isso, estaremos vendo o começo de uma cultura.
Um dos problemas do turismo de Foz do Iguaçu é a falta de continuidade. Não tendo continuidade, não há como haver a acumulação de conhecimento e experiências. Sempre estamos começando.
Agora mesmo, estamos começando tudo de novo com o novo governo municipal. E quando, daqui a três anos e meio mudarmos de administração, vamos mudar tudo e recomeçar. nts
Notas do Turismo # 34 Um pouco de tudoby notasdoturismo at 11:46AM (ART) on May 27, 2005
Permanent Link CosmosParte II
Esta semana que passou foi muito interessante para mim. Fiz dois trabalhos ou “bicos”. Primeiro, atendi como intérprete a uma pessoa que buscava, para uma instituição cultural muito grande, livros, publicações, mapas, panfletos, folhetos produzidos em Foz ou região trinacional. Não se conseguiu muito. Nem a Secretaria de Turismo tinha material para dar. Só um exemplo: a pessoa adquiriu na Livraria Cia do Saber os últimos 15 exemplares do “Guia de Turismo do Pólo Iguassu”.
A instuição é a maior biblioteca do mundo que possui mais de 130 milhões de itens, 530 milhas de prateleiras e tem uma coleção de 29 milhões de livros e outros matérias impressos, 2.7 milhões de gravações, 12 milhões de fotografias, 4,8 milhões de mapas e 58 milhões de manuscritos. A instituição se chama “Libray of Congress” (
http://www.loc.gov/) ou Biblioteca do Congresso e fica em Washington DC. É a irmã moderna da Biblioteca de Alexandria.
Apesar de tudo, muito material foi comprado em Foz. Estarão na Biblioteca do Congresso cópias do livro de Darcilo Webber sobre as estátiscas de Foz, mapas do guia de turismo Barcelos, mapas de Foz do Iguaçu fornecidos pelo setor apropriado de mapas e cartografia da Secretaria der Planejamento e muito material aleatório. Um exemplar do um antigo livro “Na Terra das Muitas Águas” foi na bagagem, autografado, a pedido. Mas de qualquer maneira, um acervo inicial das Três Fronteiras – ou pelo menos o que estava nas prateleiras foi levado.
Aí está um dos primeiros sinais de um lugar turístico estancado nos primeiro e segundo níveis: a debilidade de sua cultura. Isso acontece porque não há estímulo. Os que detêm o poder, têm medo. Tanto faz o governo, o trade, a academia. E como foi dito nas notas número 31, o medo e o controle são as características principais dos dois níveis iniciais de consciência empresarial. Lembre-se que esta é uma adaptação minha aos princípios de Richard Barrett inspirados na Pirâmide das Necessidades de Maslow.
Estive fazendo um trabalho para um congresso fantástico que “acaba de ter acontecido” no Hotel Bourbon. Foi a 6a Conferência Internacional de Cardiologia Preventiva. Foi uma conferência de cardiologistas que acreditam na prevenção de doenças cardiovasculares pela mudança de hábitos alimentares e prática de atividades físicas “interessantes”.
O que achei alarmante é como se vende mal as Cataratas. Não estou falando de venda no nível praticado pelos stands das empresas de turismo responsáveis pela venda, transporte organização, tudo isso que se faz no nível um. Falo da falta de magia, da falta de um halo, da falta de coração que poderia ser evidenciado pela abundância de material, informações, cultura e de uma série de valores agregados.
Observação: também existem os sete níveis pessoais de consciência e, infelizmente, vejo as pessoas, que trabalham em turismo funcionando no nível um. Vendedores “nível um” das Cataratas. Nível um é o nível da sobrevivência.
As florestas brasileiras podem ser entregues a grupos estrangeiros ou nacionais para exploração de recursos em prazos que podem chegar a 60 anos. Este é o teor do Projeto de Lei nº 4.776/2005,
http://www.presidencia.gov.br/ccivil_03/Projetos/PL/2005/msg093-050217.htm encaminhado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Congresso Nacional. Com o PL o Governo abre uma brecha e cria o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF. O Ibama não teria poderes para fiscalizar as concessões. É o que o PT está fazendo. Pouco a pouco anulando o Ministério do Meio Ambiente e sua estrutura para poder melhor vender o Brasil. Intelectuais brasileiros são contrários à loucura. Leia material sobre este tema.
http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=440&Itemid=2Última hora: o presidente Lula foi escolhido pelo Greenpeace para receber o Prêmio "Motoserra de Ouro". Veja mais no
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=19265 Notas do Turismo # 35 Foz: Bendita entre as cidadesby notasdoturismo at 10:46AM (ART) on May 28, 2005
Permanent Link Cosmos Quando o anjo do Senhor veio avisar a Maria que ela havia sido escolhida para alojar, transportar e nutrir, em seu ventre, o filho de Deus, ele (o anjo) a saudou dizendo: Bendita sois vós entre as mulheres!
Esta frase bíblica me inspirou. Só que esta inspiração me veio ontem quando eu fazia um relatório final para os organizadores do evento, aqui lembrado, com as matérias e notas jornalísticas que joguei na internet para eles, via a assessoria de imprensa em São Paulo.
A Sexta Conferência Internacional de Cardiologia Preventiva realizada em Foz, entre os dias 21 e 25, era, come se nota, a de número seis. Quer dizer, em seis mil e tantos anos de história, a cardiologia preventiva só fez seis congressos. Um congresso a cada mil anos. Antes de Foz do Iguaçu, a Conferência ocorreu em Moscou (1985), Washington, DC (1989), Oslo (1993), Montreal (1997), Osaka (2001). A sexta foi em Foz do Iguaçu: a “bendita-sois-vós-ó-gaiata-entre-as-cidades”. Que privilégio!
Moscou é a capital da Federação Russa, às margens do rio Volga e tem 906 anos. Washington é a capital dos Estados Unidos da América, às margens do rio Potomac. Oslo é capital da Noruega tem mil anos. Montreal é a capital do Canadá que fala francês, a Província do Quebec e existe desde 1642 às margens do Rio São Liourenço. Osaka é a capital da Prefeitura de Osaka ou Osaka-Fu, é a segunda maior cidade depois de Tóquio, tem 9 milhões de habitantes, a idade dela se perde no tempo e o rio que a corta é o Yodo ou Yodo-Gawa.
E Foz? Foz é capital de nossos destinos. Vai fazer 91 anos, a Natureza a colocou às margens dos rios Iguaçu e Paraná, no lugar onde os dois rios se despedem da pátria verde-amarela. E nós viramos-lhes as costas. E por que estás entre as grandes ó bendita-entre-as cidades?
Foi daí que passou na escuridão da minha mente o clarão de uma idéia. Quando tentei segurá-lo, o clarão sumiu mas ficou a frase: “bendita sois entre as grandes ó pequenina e bendito o povo que te habita”. Só falta, agora, que esse povo se dê, a si próprio o valor, e que seja valorizado, a começar pelos seus “guias” ou dirigentes (Jesus o filho daquela do ventre bendito também falou de “guia”. E não falou bem não. Ele falou de guias juntos com fariseus, escribas e outras “galeras”).
Voltando ao congresso, lembro que lideranças mundiais estiveram aqui, e lamentavelmente, somos tão pequenos, tão simples, que não sabemos colocar as coisas em perspectiva e dar valor as pessoas que vieram de tão longe como os professores das universidades de Harvard, Yale, Oxford, Northwestern, Tokyo, Columbia, USP, UFPR, UFRGS, Sydney e de organizações como Organização Mundial da Saúde, Organização Panamericana da Saúde e outras instituições de 59 países. 800 deles estiveram aqui! Teve gente que viajou 36 horas de avião para chegar em Foz. Não sabemos valorizar nada. O que se valoriza em Foz?
E aqui eles lançaram um apelo para que os governos do mundo considerem as doenças cardiovasculares como uma epidemia pior que a AIDS - o coração mata um em cada três mortos no mundo. E olhe que no mundo, há, todos anos, 56 milhões e 502 mil mortes ou óbitos, como diz o IML.
Calcule aí um em cada três e você verá que o coração ganha de todo o mundo. Segundo o alerta de Foz, o coração enfraqueceu por causa dos carros (ninguém anda mais) , da falta de exercício, da comida-lixo dos McDonnalds, da Coca Cola, dos cigarros e tubaínas, engarrafados, enlatados, da publicidade e da mídia, dos remédios, do stress, do desânimo, do neoliberalismo, dos médicos e outras coisas da civilização ocidental. Quem disse isso não foram comunistas ou terroristas. Foram os doutores-médicos das universidades acima. E a cobrança vai sair de Foz do Iguaçu para as capitais. De baixo para cima! Quantos iguaçuenses sabem de quantos apelos já foram lançados para o mundo em congressos em Foz!
O prefeito Paulo McDonnald, notou isso e disse aos médicos na abertura: “Esse congresso põe Foz do Iguaçu no mesmo nível de Moscou, Oslo, Osaka, Washington”. Só falta Foz, a bendita entre as muitas, elevar suas aspirações e tratar bem o seu povo – caso contrário a população ficará doente com hipertensão, diabete, doenças cardiovasculares tudo por não se comportar à altura da grandeza a ela destinada e que nós boicotamos. Para todos aqueles que em Foz residem, eu tenho um convite-sugestão: que tal conhecer esta cidade de uma vez?! É triste sofrer no paraíso! Detesto sofrer na minha aldeia!
Notas do Turismo # 36 Tentativa de Rima Foz 91 Anosby notasdoturismo at 03:52PM (ART) on June 2, 2005
Permanent Link CosmosFoz do Iguaçu, meu amor, que tal isso aí?
Em que te transformaram, esses senhores?
Que atributos lhe deram este covil?
Do meu quarto escuro escrevo a ouvir
O som típico dos recentes dissabores
A fita durex substituiu o canto dos pássaros
Os pássaros que aqui gorjeavam silenciaram
Ouço pés que carregam caixas, assovios
Senhas, códigos, walkietalkies, segredos
Corredores infindáveis, túneis, labiríntico ganhar-pão
Meus olhos e ouvidos se lembram de outro grande batalhão
Foi no Egito ou Itaipu na época da grande construção
Ou terá sido a Serra Pelada que ficou pelada?
Multidões, construções, mineração, escravidão?
E todos fluindo fundindo exaurindo-se fugindo
Mãos e costas choram lutam andam trabalham
Ouviste o que não foi dito “Só de pão vive o homem”
Ás costas fardos, à frente bardos por todo lado petardos, nos jornais fatos, nos sonhos pedras e ouro.
Aqui é muamba o que levam quinquilharias made-in-china, maconha, fuzil, balas mercadorias para acabar com o Brasil e
A palmeira do Tri onde cantava o sabiá? Sumiu.
Filhos e filhas desta terra das Cataratas. Mão de obra-mais-que-perfeita, barata-mais-que-barata, população de peão que serve de peão para os peões do Brasil
Laranjas, mulas de peito nu, no sol, na chuva, inverno, verão, noite e dia, escuridão, madrugada, canoa, paranazão,
Acaray-Jupira guarnição porta de entrada, esculhambação.
Foz do Iguaçu, em que te transformaram estes senhores?
Notas do Turismo # 37 Turismo e Culturaby notasdoturismo at 06:45PM (ART) on June 5, 2005
Permanent Link Cosmos Vejam que belas palavras de Domingos Oliveira Medeiros: “Pode até não parecer, mas o mundo é colorido. O mundo é cheio de cores, de todas as cores. E, neste sentido, até as cores possuem suas próprias cores”.
Ao ler estas palavras, me lembrei automaticamente da jornalista e fotógrafa Áurea Cunha. Ela está fazendo uma bela exposição chamada “Todas as Cores do Mundo”, que está, agorinha, na Fundação Cultural (at-e o dia 15), em Foz e logo irá para Curitiba. A exposição já foi mostrada em Porto Alegre e eu não estranharia se amanhã estivesse em São Paulo.
Áurea Cunha fotografou rostos de mulheres de todas as cores do mundo que vivem em Foz. Olhando bem para os rostos delas nós vemos histórias, trajetos, luta, esperança, sabedoria e muitas cores com suas cores internas que seguem reproduzindo cores até chegar à cor da essência de nossa cidade. Adorei!
Se a Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu estiver realmente querendo fazer um material de divulgação que saia do lugar comum no qual estamos atolados, o material de divulgação da exposição de Áurea Cunha é um ótimo material de divulgação de Foz do Iguaçu. É a isso que eu me refiro como ousadia na divulgação da cidade a partir de seu povo.
Existe coisa mais bonita que um rosto?
Notas do Turismo # 38 Finalmente (Um editorial)
by notasdoturismo at 11:34PM (ART) on June 8, 2005
Permanent Link Cosmos Foz do Iguaçu parece começar, somente agora, a despertar do umbral cultural aonde fomos atirados. Era um lugar escuro, horripilante, pegajoso, asqueroso, onde as pessoas tinham talentos e idéias sugadas e elas mesmas, literalmente, sacrificadas. Quantos foram os iguaçuenses surpeendidos pela visita do Anjo da Morte, sem que suas missões culturais, empresarias, espirituais tivessem sido realizadas. Lembro-me aqui de muitos.
Finalmente neste dia 10 de junho deste AD de 2005, o aniversário da cidade começa a mostrar coisas novas. Há uma efervescência. Há um borbulhar de idéias e acontecimentos. Imagine-se quão maravilhoso é poder anunciar que terminou a Via Crucis do jornalista Francisco "Chico" de Alencar, o nosso colunista, que perambulou, por anos, pelo umbral da ignorância, com um velho livro debaixo do sovaco, tentando levantar dinheiro para "recuperar" o tal livro.
Para quem desse ouvido, o Chico contava a história do livro que havia sido salvo do fogo. Não era qualquer livro. Era o Livro de Atas número um da Prefeitura de Vila Iguassu que continha a Sessão Número I da nova Câmara Municipal realizada em 13 de junho de 1914.
Pois bem, alguém - típicamente - iguaçuíno (iguaschweine, em alemão), mandou queimar todos os papéis velhos (arquivo) mantidos em um quarto escuro da Câmara. O livro foi salvo.
Aí entra o Chico de Alencar e seus 12 anos, 14 anos, de perambulação com o livro debaixo do braço, batendo nas portas de Fundação Cultural, Prefeitura, Boca Maldita, Câmara, Burdel da Júlia, tentando recuperer o "bendito" livro.
Só agora, o livro foi recuperado. A Câmara de Vereadores atual dirigida por Carlos Juliano Budel, abriu um Espaço Cultural onde livros velhos, arquivos, fotos podem ser vistas. Está resolvido. Foz não precisa mais queimar livros velhos. Não precisa mais queimar seus velhos. Agora só precisa deixar de torrar seus idosos e condenar seus jovens a uma futura queimação. Mas este é outro assunto. Outra bronca.
Agora a cidade começa a lembrar que tem passado. E na UDC, pelo segundo ano consecutivo, aparece um exposição chamada "COISARIA". Eu fiz a besteira de perguntar a Nara Oliveira, coordenadora da Coisaria e professora, das boas, na UDC: qual é o conceito e história da
Coisaria?
Nara respirou, decolou, voando túnel do tempo adentro, levando-me com ela ao "Medioevo" onde me fez ver a origem da "coisaria"; o projeto de espermatozóide dos grandes museus, anterior à época da fragmentação cultural; trazendo-me, de volta, ao salão de entrada da UDC onde caí no meio da Coisaria - uma exposição de toda espécie de coisas doadas pelo povo de Foz do Iguaçu (com ç ou dois s's, isso não é coisa que interesse a "lingüista" sério)
É isso aí, pessoal: cultura contagia. E lá estão documentos, móveis, fotos, revistas, rádios velhos, trecos. válvulas, escrituras e muito mais. A coisaria promete crescer (Até o Juca Pato, está fazendo uma exibição de documentos e fotos no seu bar na Rua Q.Bocaiúva, em frente a Assembléia de Deus).
Nara, a professora, ainda embutiu uma mensagem no meio (MacLuhan) onde o meio é uma mensagem: a coisaria da UDC é uma oportunidade para que o iguaçuense conheça o "outro" com todas as suas diferenças. No final, poderemos notar que apesar das diferenças, não somos tão diferentes, assim! Valeu Nara!
Exposições, artistas, músicos, poetas, artesões, marabalistas, escritores,palhaços,laranjas,Foz começa a enxergar os seus filhos. Durante os anos em que observo o sofrimento do povo de Foz do Iguaçu e das Três Fronteiras (Ui que conceito feio), me lembro das palavras de um professor que eu tive, em uma outra encarnação, (claro), chamado Jesus.
Ele disse, então, referindo-se a uma outra cidade, localizada em uma curva de rio da civilização e muito cheia de "tranqueiras" do mundo então conhecido: imperialistas, cambistas, exploradores, picaretas, proto-picaretas, elite-judia vendida etc. Lamentou Jesus sobre a cidade-da-encruzilhada:
"Jerusalém, Jerusalém, matadora de profetas! Quantas vezes eu quis te juntar, assim como a galinha junta seus pintinhos, debaixo de suas asas!" (se Jesus não disse isso assim, foi bem parecido).
Gente! Que palavras bonitas! Jesus Emanuel Cristo Messias da Galiléia, sofreu por uma cidade. Lamentou a desunião e o partidarismo, a demagogia e a hipocrisia.
O mais bonito para mim, aqui, é o fato de Jesus ter lembrado da figura de uma "galinha que protege seus pintinhos debaixo de suas asas". É muito bonito tentar imaginar Jesus, oferecendo seu apoio, seu colo, suas asas ao povo de Jerusalém tendo como inspiração a cena de alguma (privilegiada) galinha tentando proteger seus pintinhos de perigos muitos. Mas veja no que deu.
Mataram-no. Mataram aquele que queria proteger a cidade debaixo de suas asas. Até hoje Jerusalem está lá. Eterna e sofredora! Chamada de Yerushalaim pelos judeus e Quds pelos árabes. E Jesus continua sofrendo pela Jerusalem-Quds e, creio eu, por todas as cidades...e favelas.
Foz finalmente pode pensar em não querer ser igual a Jerusalém ou a Al-Quds, matadora de profetas, matadora, deportadora, opressora e assassina de seus filhos. Foz pode agora se lembrar de seus filhos laranjas, carregadores, explorados, desempregados e pelos milhares de cidadãos queimados por suas opiniões políticas e partidárias.
Quem dera alguém pudesse juntarnos a todos nós, os iguaçuenses, debaixo de suas asas, assim com faz uma galinha!
Não é necessário olhar para o primeiro mundo para aprender a proteger os fracos e pobres, os pequenos. Basta olhar para uma galinha caipira no terreiro de qualquer Dona Maria no Portal da Foz ou na Vila Bananal (que ainda é Foz)! Assim sendo, parabéns Foz do Iguaçu por seus 91 aninhos e que haja muita felicidade para todos os seus pintinhos - quer dizer moradores e cidadãos de boa (e má) vontade.
Notas do Turismo # 39 Semana da Fartal
by notasdoturismo at 03:10PM (ART) on June 13, 2005
Permanent Link CosmosFoz do Iguaçu acabou de viver a sua 29a Fartal – Festa de Artesanato e Alimentos. Qualquer evento que chegue a este número de edições deve ser elogiado. Muito bonita a festa. Confira as impressões do Detonautas Roque Clube no
blog deles. Está havendo um grande esforço! Parabéns!
O Instituto de Ecoturismo do Paraná (IEP) está fazendo dois anos. Vai haver eleição. Soube, com tristeza, que o núcleo do Instituto no Oeste - Costa não vingou. O instituto pensa que é só problema financeiro. Mas eu creio que é ideológico também. Está faltando ecoturismo por aqui. Esta não é uma região aberta propostas alternativas. Ainda está muito nessa de acreditar em deputado, ministro, ordem e progresso!
Estou devendo uma nota bem feita sobre o que que significa o Prêmio
SA 8000 que o Hotel das Cataratas ganhou. O ISO 9000 está na área da qualidade; a família 14000 está na área ambiental e a SA 8000? Está na área da "Social Accountability" ou Responsabilidade -Prestação de Contas Socuial). Veja a lista de convenções internacionais que devem ser obedecidas pela empresa detentora da " Certificação SA 8000. Obedecer e provar via auditoria que está seguindo as regras. Curta a lista e amanhã continuaremos a exposição.
Convenções OIT 29 e 105 sobre Trabalho Forçado e
Trabalho Escravo, Convenção OIT 87 sobre a
Liberdade de Associação, Convenção OIT 98 sobre o Direito de Negociação Coletiva, Convenções OIT 100 e 111 sobre Remuneração equivalente para trabalhadores masculinos e femininos por trabalho equivalente e contra a Discriminação por sexo, Convenção OIT 135 sobre os Representantes dos Trabalhadores, Convenção OIT 138 & Recomendação 146 sobre Idade Mínima, Convenção OIT 155 & Recomendação 164 sobre a Saúde e Segurança Ocupacional, Convenção OIT 159 sobre Reabilitação Vocacional & Emprego/Pessoas com Deficiência, Convenção OIT 177 sobre Trabalho em Domicílio, Convenção OIT sobre as piores formas de Trabalho Infantil e a Declaração Universal dos
Direitos Humanos (Conheça a Declaração dos DH em g
uarani,
árabe,
chinês,
alemão,
coreano, j
aponês,
latim,
hindi,
espanhol,
russo,
ticuna e
zulu), Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e a Convenção das Nações Unidas para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres.
É você viu? Não é fácil.
Este espaço é um blog e não um jornal. Assim eu posso escrever o que sinto. Eu estava confundindo tudo e tentando dar uma aparência de jornal. Tou fora! São notas do dia.
Vou falar logo logo sobre turismo e comunicação. Uma espécie de continuação às notas sobre os diferentes níveis do turismo. Lembre-se: Foz do Iguaçu ainda está no nível um e dois do turismo.
A idéia das notas sobre comunicação é mostrar quão complicado é o setor e não basta "divulgar". Você vai ver também em que grau estão as nossas famosas participações em feiras!
Notas do Turismo # 40 Mais um aniversário São 1h40 da manhã. Estou cozinhando as notas! Madrugadão adentro!!! Bem já são 18h15 e estou prestes a viajar para fazer um freela. Mas dá tempo para dizer que recebi um convite para a Exposição Todas as Cores do Mundo da Aurea Cunha em Curitiba no final de junho. Coloquei a foto mas o formato nao foi aceito.
Trens na Argentina: estou em Posadas fazendo um trabalho especial. Adianto que o trem
El Gran Capitán que fazia a linha Posadas-Buenos Aires está operando. Ele havia sido retirado de circulaçao na época do presidente extremamente neo-liberal, Carlos Menem. Ainda falando de trem, uma outra novidade é o
trem histórico a vapor que parte de Bariloche. Mas o rei dos trens argentinos em operaçao ainda é o trem da Província de Salta que parte da terra com
destino às nuvens.
Boa noticia igual a essas no Brasil só se o Trem do Pantanal ou a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil voltasse a operar com passageiros, como é o anseio da populaçao de
Miranda (MS). Ainda bem que o Trem Curitiba-Paranaguá continua operando graças à
Serra Verde Express pelos trilhos da linha férrea projetada pelo engenheiro Antônio Pereira Rebouças Filho - ou simplesmente Eng.Rebouças, como aparece nos nomes de ruas Brasil afora.
Duas coisas: depois colocarei os acentos ortográficos que faltam aqui. Tenh que trabalhar. Blog é vício. Devo falar para um grupinho de estudantes de turismo, jornalismo e meio ambiente. Mais uma e pronto:
AH! O Centro de Posadas está muito parecido com a Avenida Brasil de Foz do Iguaçu. Está havendo uma revitalizaçao. Mais uma. Daqui a pouco, o Governador de Misiones vai estar em Puerto Iguazú para entregar 600 hectares de terra a Rede hoteleira internacional Hilton. Os executivos hiltonianos vao colocar hoje uma pedra fundamental. O hotel terá 160 apartamentos e um Campo de Golf. Terá também um balao estático que que subirá aos céus para que os clientes possam ver as Cataratas. Onde vai ficar o balao? Nao sei! Essa história de balao foi inventada em Niagara. Apareceu no projeto de ressureiçao (disculpe, revitalizaçao) original do Parque Nacional do Iguaçu.
Agora ressurge no lado argentino. Nada se cria. De falar em trens maravilhosos, me lembro do trem piada chamado de Tren de la Selva e que deveria ser ecológico. ¿Por qué? Nao me pergunte! Um, colega argentino, Ricardo Kruschev disse que o trem ecológico é tao barulhento que quando voce está abordo dele, nao escuta sequer os helicópteros. Atencao Triplice Fronteira, se segura, os politicos querem por que querem trazer redes internacionais a todo custo. É a moda!. Isso ainda vai dar zebra!
Notas do Turismo # 41 Preocupado
by notasdoturismo at 10:38AM (ART) on June 22, 2005 Permanent Link Cosmos
Há dias não escrevo neste blog querido. Muitos problemas. Bons problemas. Estou dedicado ao trabalho da edição final do livro " Y-Guaçu Secreta - As Cataratas do Iguaçu como um Chacra da Terra".
Espero que todos tenham entendido: Y-Guaçu, escrita assim é o que eu vendo. Não é necessariamente o que se vende hoje. Escrita assim não são só as Cataratas físicas. Vendo também a espiritual. As Cataratas do Iguaçu como um canal de energias de cura, paz e poder pessoal. Vendo o Y-Guaçu como um Lugar Sagrado. O mundo hoje faz de tudo para retiorar de você o seu "Poder Pessoal" e transformá-lo em um vegetal receptivo de propagandas e ideologias suicidas.
E o que quer dizer Poder Pessoal? É o que retiram da sociedade ao transformar cidadãos em consumidores. Sociedade em mercado. Pessoas em mercadoria. Estou preocupado com uma coisa que descobri e que falarei em breve. Tem a ver com a falta de respeito da cidade para com os turistas. E o que é respeito? A missão do jornalista é publicar aquilo que muitos querem esconder. Nosso turismo, por ser baseado na falsidade, quer esconder muita coisa.
Estou preparando um material sobre turismo e comunicação. Você sabia que existe muitas teorias de comunicação que são penosamente estudadas pelos jornalistas, pelom menos nas faculdades? Gosto de três delas. Uma se chama Agenda Setting. Funciona assim: tudo está quieto. de repente um assunto pipoca na imprensa. Quer dizer é colocado na "Agenda" da Sociedade. Exemplo meu: quem colocou na agenda a discussão sobre a mudança do nome da cidade de Iguaçu para Iguassu? E por quê?
A disculpa de que estamos recuperanbdo a "nossa" história não funciona. Na época em que Iguaçu se escrevia com dois "SS" Brasil se escrevia com "Z". E então? Vamos recuperar o "Z" do Brasil? Hoje se diz que Brasil com Z é coisa de gringo.
Segunda teoria: a da Agulha Hipodérmica. segundo esta teoria, você leitor ou leitora é um idiota. É um receptor passivo e indefeso. Que aceita tudo. Que eu posso injetar na sua veia cerebral o que eu quizer porque você vai aceitar. Esta é a teoria praticada inconscientemente (creio) pelos dirigentes da cidade, do País, que querem influenciá-lo. Por exemplo: aceitar que Iguassu é um resgate histórico. Iguaçu é só um exemplo. Abra os olhos e leia os jornais e assista a TV com senso crítico! Não seja um repolho injetado ou injetável. Exerça seu Poder pessoal.
A última teoria é de origem alemã e se chama "Espiral do Silêncio". É aquela que explica porque tanta gente inteligente fica calada voluntariamente ao passo que certa idéia estranha cresce. Se ligue e logo voltaremos. E não me deixem esquecer também da seguinte frase: Mais é Melhor!
Notas do Turismo # 42 Mais é melhor e cárcere privado
by notasdoturismo at 07:19PM (ART) on June 25, 2005 Permanent Link Cosmos
Fontes de confiança me disseram que há muitas agências de turismo na Argentina que mandam clientes para Foz do Iguaçu. Mandam clientes mas não mandam o dinheiro. Assim o hotel de Foz presta o serviço e leva um calote. Triste!
Mais triste ainda, segundo o que escutei, é que para receber o dinheiro, os hotéis lançam mão de um procedimento que é pior do que o calote. Sabe qual é? Eu chamaria de seqüestro! Ou cárcere privado! Não deixam o turista ir embora até que o agente pilantra mande o pagamento. Imagine-se você em qualquer lugar do mundo preso em hotel esperando que um terceiro pague a conta!
Vou avisando! Se eu ver um negócio desse, eu mando uma nota para o jornal da cidade do turista com a seguinte manchete: "Turistas de ... mantidos como reféns em Foz do Iguaçu". Eu tenho muita vergonha disso. Vergonha do turismo. Vergonha dos hotéis. Eu já fui refém por causa de dívida de um irmão salafrário e não desejo isso para ninguém. Ainda bem que aqueles que me deram tal "aperto" não me deixaram em seus estabelecimentos até que o dinheiro aparecesse. Caso contrário eu estaria lá até hoje!
Minha sugestão: com o Mercosul em vigor já é possível organizar um sistema de cobrança baseado na arbritagem. Nova época novos métodos! É só dar o primeiro passo e criar jurisprudência e acima de tudo deixar de olhar para o próprio umbigo.
Prometi e vou abordar este outro tema: mais é melhor. Uma das doenças da civilização é crer que se uma coisa é boa, mais dela é melhor. Assim vejo a Embratur celebrando mais e mais turistas e mais e mais vôos charters para o Nordeste. Esquecem de incluir neste "mais-e-mais" a qualidade.
De falar em qualidade há um setor do turismo "mais" que promete dar muito e "mais" problemas para o futuro. É o turismo chinês. Estou escutando que já está acontecendo de tudo em Foz do Iguaçu. Já há até piranhagem, toma de clientes, golpe baixo, Há de tudo.
Sobre o turismo chinês ouso lembrar a "Nota do Turismo número 20: "Brasil e China Unidos na Bobeira" (basta rolar a página para ler). O que eu disse lá está dito e pronto. Essa idéia de Governo escolher as agências é um fiasco! Contudo escutei e não me alegrei que já saiu o resultado das agências brasileiras (e iguaçuenses também) vencedoras da criativa intervenção estatal e invenção da roda sino-brasileira que escolheu quem vai trabalhar com os chineses. Eu não sei se os parabenizo ou se choro.
A verdade é que, pelo menos em Foz do Iguaçu, onde chinês é parte de nossa realidade, a cidade está cheia de chinês e já há chinês para todo lado com guia chinês. E guia chinês com crediencial da Embratur. Ontem mesmo, o ótimo passeio do Macuco Safari estava cheio. Quer dizer alguém que fez curso de guia. Sem falar de que vejo agências de turismo receptivo de propriedade de chineses abrindo por toda a parte na cidade guardiã das Cataratas.
Como fica a situação? A agência que ganhou o "direito" de trabalhar com os chineses vai ter que brigar para fazer valer o direito? Vai ser necessário fiscalização? Como fica? Será um pepeino para ser resolvido por Foz, Brasilia e Beijing!
Essa história de um novo mercado chinês de 150 milhões de "consumidores" ja está me fazendo ver alguns fatos folclóricos. Um guia de turismo bem conhecido me disse que está se adaptando bem às mudanças do mercado e que já está falando bem russo e chinês. Sobre o Chinês ele disse: "Faz três meses que estou estudando e já estou falando lendo e escrevendo". É um milagre. Falar, ler e escrever chinês em três meses é realmente um milagre. Parabéns!
Notas do Turismo # 43
by notasdoturismo at 02:49PM (ART) on June 27, 2005 Permanent Link Cosmos
Onde está a criatividade do turismo de Foz do Iguaçu, de Puerto Iguazú e das Três Fronteiras em geral? É vergonhoso, para mim, mas não há outra coisa a fazer do que denunciar a nossa falta de criatividade. Nada se cria. Tudo se imita. Tudo se copia. Tudo se pirateia. Veja a notícia que recebi por e-mail agora há pouco:
“Até o final do ano um balão aeroestático que funcionará a base de gás hélio será posicionado dentro do Parque Nacional Iguazú (ARGENTINA). O balão que ficará parado, se levantará até uma altitude de 150 metros. Na gôndola do balão caberá entre 25 e 30 pessoas. A idéia, diz a nota, não é competir com os helicópteros brasileiros. Segundo a nota o balão de hélio (na foto) é aprovado pela Unesco (Eu vou confirmar / perguntar a Unesco sobre isso).
A Província de Misiones vai receber uma espécie de royalties pelo faturamento do balão. Misiones vai usar o dinheiro para financiar a educação ambiental (Que é isso? Educação ambiental virou o quê?) . Para mostrar que a idéia é boa, a nota diz que só existe dois balões desses e que estariam em Niagara Falls. Mas não diz quem é o dono dos balões e não explica mais nada. Típico do jornalismo de terceira categoria cujas dicas para desmoraliza-lo apresentei aqui nas Notas do Turismo de # 41.
Eu protesto contra o balão. Ora alguém vai dizer que eu protesto contra o balão por causa dos helicópteros brasileiros. Que brasileiro protesta contra qualquer coisa que seja argentina. Mas quem disser isso não sabe de meu rolo com os helicópteros. Não vivo bem em Foz do Iguaçu desde que denunciei, (em 2002 ou 2003) para o Ibama e Ministério do meio Ambiente (em Brasília) que em Foz estariam construindo um heliporto ao lado do Restaurante Porto Canoas. Um heliporto ali é condenado pelo Plano de Manejo do PNI e pelos acordos Argentino-brasileiros de várias hierarquias. Me chamaram de tudo e ´ganhei um artigo inteiro em jornal local no qual me chamou de “traíra da vez” em Foz.
Infelizmente as Cataratas do Iguaçu funcionam como uma “Zona de Baixo Meretrício” – ou sei lá o que quer dizer isso, pois eu não tenho nada contra o “meretrício”. Até o prefiro. Assim, eu quero saber como é que fica o outro balão desses que anunciaram durante a visita do governador (de Misiones) Rovira para o lançamento da pedra inicial do Hotel Hilton em Puerto Iguazú? Eu estava em Posadas quando me disseram que o balão estaria no terreno do futuro Hilton. E agora este das Cataratas será um outro balão? Definitivamente as Cataratas está precisando de proteção dos perigos do turismo!
Sobre o balão gostaria de dizer duas coisas. Primeiro: lá por volta de 1997 o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) previa a instalação desse mesmo e dito cujo balão para substituir os helicópteros. No tal de Plano de Ressureição ou Revivamento ou ainda Revitalização do PNI o tal balão se chamava de “Meio de Transporte Vertical” e haveria até uma licitação para tal.
Segunda coisa: lá em Niagara este balão não é um sucesso não. Me parece ser um alternativa mui alternativa. Custa 20 dólares per capita e dura 20 minutos para subir e descer. Eu gostaria de saber quem são os senhores que estão empurrando os balões pra gente na “fronteira” (e não estou nem aí sobre qual é o lado da fronteira). Eu já estou com o trem ecológico do Parque Nacional Iguazú atravessado na garganta (bichinho barulhento) assim como estou com engasgado com o “combustível ecológico” dos ônibus da Cataratas SA. Enquanto isso sugiro que você veja as fotos de Niagara e região neste site e decida se você prefere ver as Cataratas no meio da Natureza ou cercada de bairros, com prédios, motéis etc.
Adianto que é por causa desta pluralidade de bobeiras que faz desta fronteira uma verdadeira terra-de-cego e terreiro-da mãe-juana. Meio cego eu sou mas mãe-juana não sei quem é. Só lembre os papos que estão rolando: Além do Hilton, os chineses vão construir mais dois hotéis em P.Iguazú.
As "autoridades" paranaenses também estariam convidando umas três "cadeias" de hotéis chineses para Foz. Temos um projeto de uma torre de subimento vertical no Marco das Três Fronteiras e mais dois balões de subimento na Argentina. Todos vão se "verticulizar" até uma altura de 150 metros. Pergunta: há mercado para todos?
Quando eu voltar eu darei uma lista das imitações baratas de Niagara feita em Foz do Iguaçu e sua sócia Puerto Iguazú. E sobrará para o Paraguai! Por favor dê uma olhada nas fotos. Coloquei umas fotos de Cataratas de vários lugares. Um beijo. Chau!
NT # 44 Veja o que escreveu Dani Valiente no site da Prefeitura
by notasdoturismo at 04:41PM (ART) on June 27, 2005 Permanent Link Cosmos
Jornalista iguaçuense lança livro místico na I Feira do Livro de Foz sobre Cataratas
A mistura entre o fascínio que as Cataratas sempre exerceram sobre os místicos e a vontade em criar uma nova maneira de enxergá-las, fizeram do novo livro do jornalista Jackson Lima um verdadeiro guia esotérico sobre a cidade.
Com apoio da Prefeitura Municipal, o jornalista consegue após concluir seu trabalho iniciado em 2002, publicar mil exemplares de ‘A Y-Guaçu Secreta – As Cataratas do Iguaçu como chakra da terra’. O lançamento acontece durante a primeira edição da Feira Internacional do Livro, de 6 a 10 de julho. A feira , promovida pelo CEAC com apoio da Fundação Cultural abre espaço para autores locais e promove lançamento e tarde de autógrafos com os escritores. “Essa será uma oportunidade muito interessante, pois é a primeira vez que a cidade tenta com organização explorar o lado do conhecimento da cultura. Isso indica a mudança dos tempos”, avaliou o jornalista que é especializado em turismo.
Lima que já lançou o polêmico ‘Terra das Águas’, em 98, agora aborda sobretudo o lado místico e feminino das Cataratas. Instiga um conhecimento aprofundado da cultura guarani e a compara com o hinduismo, quando remete o conhecimento da natureza ao espírito. A forte ligação com a cultura indígena – um dos temas de grande domínio do autor – aparece logo no título da obra, quando escreve Iguaçu, como se pronuncia entre os guaranis Y-guaçu. “Y em guarani quer dizer água e representa não somente as cataratas de maneira física, mas também espiritual, com sua neblina, sem esteriótipos, mas sim, como sendo o supremo princípio feminino, o YIN”.
As crenças dos índios como repetir cantos acompanhando com batida dos pés, é interpretado por Lima como um chamamento ao conhecimento de seu próprio tom. “Cada pessoa tem sua nota musical, como cada chakra do nosso corpo tem seu tom. O umbigo é ‘Y’, que é o grande mantra, por isso os índios batem os pés no chão, para acionar o chakra da terra”.
As muitas visões do escritor tratam também de uma releitura da paisagem das Cataratas, oferecendo um turismo diferenciado , hoje classificado como eso-turismo, ou seja, turismo esotérico , como já acontece em localidades como Machu Pichu no Peru. “O que quero propor é que haja um olhar diferenciado das cataratas, para que turistas venham, visitem, mas que saibam identificar através do silêncio a grande maravilha que é este lugar. O silêncio é um estado meditativo”.
Mas a força descrita pelo escritor não vem somente das águas e sim do solo e das pedras que formaram o atrativo. “As cataratas só existem por causa das pedras. É a terra que tem sua identidade”.
O grande caldeirão de informações que o livro traz ainda explora a teoria física quântica, à ilusão. Em 23 capítulos, Lima traz um forte questionamento sobre a existência e aposta na troca de partículas entre humanos e universo como uma maneira pacificadora de se encontrar. “Os problemas são ilusões e o povo guarani te consciência disso”.
Mas o projeto do jornalista vai mais adiante a somente questionar questões existencialistas. Através de um blog, uma discussão constante estará sendo provocada com os leitores do livro. “Não vou abandonar o leitor, quero religar a idéia do y-guaçu a quando os antigos moradores estavam aqui”.
Além disso, o livro deve ganhar nos próximos meses versões em espanhol e inglês, além de distribuição em outros estados e municípios. “O livro apenas arranha assuntos, ainda faço palestras e cursos sobre o tema”, planeja o escritor.
Para ele, o apoio da administração foi essencial para a concepção e finalização da obra. “Isso mostra a necessidade em mostrar novos caminhos”.
Fotos: Christian Rizzi/AMN Texto Daniele Valiente
NT #45 Veja o que saiu na Gazeta do Iguaçu
por Nelson Figueira
by notasdoturismo at 03:45PM (ART) on June 30, 2005 Permanent Link Cosmos
A mística e a força da Y-Guaçu SecretaSegunda obra do jornalista e escritor Jackson Lima, “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” defende que o principal atrativo da cidade deve ser tratado de outra forma. Para o autor, não se trata de ir contra ao turismo, mas criar uma nova consciência e uma nova forma de visitação, chamada por ele de ecopsicoturismo’
Nelson Figueira
Segundo livro do jornalista e escritor Jackson Lima — o primeiro, “Terra das Águas”, de 1998, causou polêmica —, “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” deverá render tantos, ou mais, comentários que seu antecessor. Com lançamento previsto para o dia 10 de julho, às 17 horas, na Praça do Mitre, a obra sustenta que a principal atração turística na cidade é um dos locais sagrados do planeta e questiona o modo como vem sendo explorada, apenas do ponto de vista do capital. O livro surgiu primeiramente devido ao descontentamento do autor justamente quanto ao tratamento que o mundo e até a cidade dão às Cataratas e a outros lugares do planeta, exclusivamente para a obtenção de lucro. Considerado pelo autor e estudiosos como um dos chacras secundários da Terra, as quedas deveriam, defende o autor, ser um local de ‘ecopsicoturismo’. Neologismo criado por Lima, a palavra define o turismo ecológico praticado de modo a alcançar um estado superior do espírito. “Não sou contra o turismo. Acredito que se deve fazer um turismo respeitoso. Faço um convite a isso. Tenho a impressão de que depois que sair o livro muitas pessoas vão dizer que pensam o mesmo”, acredita o escritor. Para ele, que não admite que se olhe as Cataratas e se veja algo que se insira no rol da Disneylândia, é possível manter a visitação de forma mais espiritual, que respeite o local, ligado ao chacra do Lago Titicaca (entre Peru e Bolívia).
Alma
Segundo ele, todos os locais sagrados têm alma, caso de lugares naturais ou criações humanas muito antigas, como Machu Picchu (Peru) ou Stonehenge (Inglaterra). “Todos possuem energias”, defende. “A Y-Guaçu Secreta” inicia-se listando os locais sagrados (os chacras) do planeta, situados em vários continentes (ver box). Assim como o corpo humano, o planeta possui sete desses locais, alguns em situações de ‘perturbação’, como na tríplice fronteira do Afeganistão, Irã e Paquistão. Como conseqüência para a Terra, a falta de respeito pode fazer com que surjam problemas nas regiões onde os chacras se situam. Em Foz do Iguaçu, ele cita a tendência de as pessoas de outros locais não respeitarem a cidade e sua população como um desses efeitos. “A CIA, assim como na região entre o Irã, Afeganistão e Paquistão, também está de olho na gente. Nossos ciclos foram todos perturbados”, acredita. Para Lima, a cidade não deu uma chance de lembrar que na região há terra vermelha, uma das mais antigas do mundo. “A pedra negra (basalto) das Cataratas é do tempo em que África e América do Sul eram ligadas. Há a mesma pedra no Continente africano. Aquilo é testemunha de uma coisa velha para a humanidade”.
Grafia
O próprio título da segunda obra de Jackson Lima por si só já evoca o sentido místico. A palavra Y-Guaçu, escrita com Y (água), seria uma espécie de mantra, e se dita com respeito acaba por ter um fator curador. “Para muitas tribos brasileiras, Y (pronuncia-se um I, fechado), significa o tom da alma. Y é o chacra do umbigo”, explica. Como mais uma das coincidências que os locais sagrados possuem, Jackson lembra que Y é associado ao chacra do umbigo, que por sua vez na Terra é representado pelo Lago Titicaca, de onde as Cataratas são um chacra secundário.
Saiba quais são os sete chacras da TerraO livro “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” lista os sete principais locais sagrados do planeta. As Cataratas seriam um chacra auxiliar do Lago Titicaca, entre Peru e Bolívia. No corpo humano há o chacra básico; o dá região do umbigo; o plexo solar (estômago); o cardíaco, o da laringe, o terceiro olho (na testa) e o coronário (no alto da cabeça, chamada em algumas religiões como coroa). Na Terra, o chacra básico é o Monte Shasta, na Califórnia. O Lago Titicaca seria o do umbigo (coincidentemente fica na região de Cuzco, que significa justamente umbigo). As Cataratas seriam auxiliar do Titicaca (dois com elemento água). O próximo é na Austrália, se chama Uluro Kattjuta (Uluru-Kata Tjuta) o maior monólito do planeta. Os aborígenes que moram perto do local que é parque nacional acreditam que de lá nasceu a humanidade. É a fonte de uma espécie de energia chamada de Tjurkupa.
O outro chacra é o de Glastonbury (Inglaterra), ligado à lendas arturianas (do Rei Arthur) , à Avalon e ao paganismo. Este é seguido pela grande pirâmide de Quéops. O outro chacra, que se encontra ‘perturbado’ também está em uma tríplice fronteira. Esse corresponde ao terceiro olho e chama-se Kuh-E-Malek-Siah. Está localizado em uma região de guerra entre o Afeganistão, o Irã e o Paquistão.
Por fim, o último dos principais locais sagrados do planeta é o Monte Kailassa (Tibet). (TITICACA) Lago Titicaca representa o chacra do umbigo; as Cataratas são secundárias a esse chacra, (shasta) Monte Shasta, na Califórnia (EUA), é o chacra básico do planeta