Wednesday, December 20, 2006

Turismo nos bairros

Notas do Turismo # 6:
O turismo nos bairros
Postada originalmente em 31/03/2005

O que eu faria se fosse secretário de turismo, - mas só tivesse 24 horas para realizar tudo o que gostaria de realizar? Em diversas entrevistas e programas de colegas, na imprensa local, eu já disse que promoveria a segmentação do setor. Mas hoje, irei mais longe e acrescentarei o conceito de segmentação do turismo por bairro.

Chamemos isso de “bairrização” do turismo municipal. Por quê? Porque embora cada um de nós viva em alguma cidade. Todos nós moramos num bairro. Nossa cama está em um bairro.

Foz do Iguaçu

Tomemos Foz do Iguaçu como exemplo. Só porque eu moro aqui. No meu projeto de bairrização do turismo, eu dividiria a cidade de Foz do Iguaçu em quatro regiões turísticas e mais o centro. Uma espécie de 4+1. Cada região teria sua grande vocação turística por ser a sede de um “atrativo”.


Região 1

Cataratas: Incluiria toda a região onde hoje se concentra o grosso do turismo. Inclui a área dos grandes hotéis, Aeroporto Internacional Foz do Iguaçu/Cataratas, Parque Nacional do Iguaçu, Cataratas, Parque das Aves e é onde tudo tende a concentrar-se. Poderia incluir a Vila Yolanda /Iolanda.

Região 2

O Grande Porto Meira. O Carro-chefe é o Marco das Três Fronteiras, o Espaço das Américas, a Avenida General Meira, A Avenida Morenitas. Os rios Paraná e Iguaçu.

Região 3

A Grande Três Lagoas que inclui o Morumbi, Portal da Foz, Três Lagoas e Avenida República Argentina. O carro chefe aqui é a BR 277, possibilidade de um Portal da Cidade, Prainha de Três Lagoas, Ruínas (vergonhosas e Lernianas) da Base Náutica, Acesso ao Lago, Limite com Santa Terezinha e Costa Oeste. Aí se encontram o Hotel Rafain Palace, o Plaza Foz, o Muffato Hotel.

Região 4

Itaipu. Inclui as Vilas de Itaipu e vizinhança, entre elas a Ponte da Amizade, a atual Favela do Jupira e toda aquela região, tudo do lado de lá da BR 277.

“Atrativos” da R4

Itaipu, Ecomuseu, Espaço Gramadão, Unioeste e Uniamérica, o ótimo centro comercial da Vila A etc.

O Centro

Seria o ponto de encontro que será, após a finalização da Avenida Brasil com tudo o que tem direito e que promete. Entendeu?

A essência - A mágica seria explorar o potencial de cada região.
A primeira coisa a ser explorada: a inteligência, os talentos locais. Como? Depois aprofundarei a idéia. Embora eu a tenha na cabeça há anos, ela (a idéia) não nasceu na minha cabeça. Peço que vocês, especialmente os turismólogos, legisladores, políticos etc façam uma leitura rápida do documento que está neste link. É um projeto ligado à educação turística e dirigido aos alunos das escolas primárias de Maceió.

Tem mais

Em Nova York (EUA), os bairros chegam a ter Convention Bureaux ou Centros de Visitantes e brigam pelos eventos. Não basta levar um evento para NY. Há que trazê-lo para o meu bairro.

Na prática

É como se em Foz, um evento que acontece no Rafain Palace fosse assumido pela comunidade da Região e seria considerado um ganho da Região 1.

Veja o site do Centro de Visitantes de Brooklyn e o do concorrente do Bronx. E não me diga: O bronx é o Bronx. Tudo o que existe no bairro é primeiro do bairro, depois do muinicípio. Porque quem nasceu lá sabe que a Batalha é dura.

Bairrização do Turismo

NT 15
Morabeza!

Que maravilha e beleza. As Notas de Turismo estão recebendo um apoio que eu não esperava. Agradeço ao empresário, amigo e ex-vereador em Foz do Iguaçu Mohamad Barakat pelos seus comentários dando forças a minha tentativa. O professor Antonio Rolim de Moura também elogiou o trabalho e sugeriu temas. O colega Jean Jefferson da Cataratas do Iguaçu SA também deu encorajamento. Os grandes sites TudoFoz.com e H2Foz.com entraram a fazer o que o jornalismo americano chama de “syndication” quer dizer, republicam as notas. O colega Douglas Dias deu um toque na coluna dele, n’A Gazeta do Iguaçu. Obrigado. E a todos aqueles que estão lendo, acompanhando, obrigado e participem. A proposta é fazer um bom trabalho, aproveitar as novas mídias. Não se omitam. Foz sofre muito por causa de nossas omissões.

Bairrização - Sugeri nas Notas do Turismo # 06 a idéia de “bairrização” do turismo em Foz e para o Brasil inteiro. Na proposta Foz seria dividida em quatro regiões mais o centro. Modelo 4+1. Região 1: Cataratas, BR 264, Remanso, área rural. Região 2 Grande Porto Meira. Região 3 Grande Três Lagoas e São Francisco. Região 4 Vilas de Itaipu com Jardim Jupira e o lado de lá da BR. O que cada região tem? Conheça os sites de alguns bairros famosos: Vila Madalena, , Bixiga , La Boca, Copacabana. O nosso Santa Felicidade infelizmente não tem site. Tipo: santafelicidade.com.br. Se algúem souber me ilumine.

Região Cataratas

Esta região tem: o portão de entrada do PNI, Área de Desenvolvimento (Ad) Centro de Visitantes, Administração do PNI, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu / Cataratas, o Centro Internacional de Convenções de Foz do Iguaçu, a BR 469, boa parte de nossa hotelaria com a Termas Iguaçu, Aquamania, área rural, Parque das Aves, Lojas de Souvenir, restaurantes. Quanto isso representa do PIB de Foz? É bom colocar no papel. É possível que esta informação não exista. Por incompetência? Não! Por falta de uma contabilidade específica. E a contabilidade específica para isso se chama "Contas Satélites" de Turismo. É sobre isso que a Conferência Mundial da OMT vai tratar em outubro na Terra das Muitas Águas.

Região Porto Grande Porto Meira

O que é que esta região tem? Além de muitos eleitores a grande Porto Meira – que inclui os bairros Profilurb, Jardim das Flores, Avenida Morenitas tem: o Marco das Três Fronteiras. O Espaço das Américas (que custou R$ 4 milhões quando o câmbio estava quase a um por um); a Ponte Argentina-Brasil (O Mercosul manda escrever os nomes dos países em ordem alfabética), o encontro dos rios. A costa dos rios (embora estejamos de costas para ela), os dois rios. Quanto vale isso? Como está sendo utilizado? A gente já fez tudo o que pôde na exploração consciente destes “atrativos”? Me parece que estes atrativos estão abandonados.Vixe! - Além dos atrativos explícitos há muito que poderia ser explorado (no bom sentido) para gerar rendas, aumentar o PIB com bem-estar e diminuir a pobreza. Alguns dados: o Porto Meira é o único bairro do Brasil que aparece em mapas internacionais – pelo menos os mapas rodoviários da América do Sul feito na Argentina, Chile, Uruguai (ordem alfabética). GPM - O Grande Porto Meira (GPM) tem bairros temáticos. Bairros temáticos são importantes. Se não me falha a memória, encontramos no GPM os temas Pedras Preciosas, Peixes e Flores. Lembra? Rua Topázio, Rua Jade, Rua Esmeraldas. Depois há o tema peixes com Rua Dourado, Rua Pacu, Avenida Morenita... E logo em seguida as flores: Rua Orquídea, Rua Petúnias e muitas outras.

Grande Três Lagoas (G3L) e Grande São Francisco (GSF)

Senhoras e senhores, catadupos e catadupas, é fácil demais vender a região da Grande Três Lagoas-São Francisco com Portal da Foz, Avenidas República Argentina e Costa e Silva. Três Lagoas é um bairro charmoso. Quando você chega lá, você sente que não está mais em Foz (Isso é um elogio ou um insulto? Não vou entrar na discussão, hoje, sobre se isso se deve a descaso ou é estratégico). Três Lagoas em si tem identidade própria. É fácil vendê-la. Além de identidade, lá estão os clubes ICLI, Porto Dourado e Oeste Paraná; a Prainha de Três Lagoas, a Base Náutica (Ui Ui Ui) com aquele farol depredado, aquele cheiro de fezes, tudo quebrado, o Lago de Itaipu, a tendência aos esportes radicais ar-água. Lá estão o clube de Ultraleves, a base da impressionante da Weekend Fly, navegação à vela e ainda um certo ar rural. Uma área maravilhosa para estar morrendo à mingua!

Por quê? - Por problemas de racismo, classismo, falta de solidariedade, atraso político histórico crônico, essas regiões se identificam com a pobreza, assaltos, favelas. Mas tudo pode ser vendido se for organizado para o benefício da população. Implante um bom modelo de desenvolvimento na favela, e isso será de interesse mundial. Esta região tem algumas áreas temáticas.

No Portal há a região temática ligada a ornitologia: Rua Sabiá, Pica-Pau, Rua Papagaio, Sanhaço e outros pássaros. A rua papagaio leva à uma região temática do futebol: Rua Palestra Itália, Manuel Garrincha, Rua Pelé onde se encontra também nomes de estádios e clubes. Ótimo lugar para fabricar e vender bolas, abrir uns museus, além de incentivar a arte e o artesanato.

Na região encontramos Hotéis e equipamentos turísticos como o Rafain Palace, Muffato, o Teatro Plaza Foz, a Rodoviária, a animada República Argentina e interessante Costa e Silva com o Hotel Falls Galli, motéis (por que não?).

Exemplo

Não muito longe de alguns desses hotéis há favelas como é caso do Portal. O que fazer com elas? Desfavelar? Sim. Como? Mandando os pobres para as Cucuias? Não! Cada área temática, aproveitaria o nome para especializar-se em certo artesanato. O artesanato é muito importante.


Em 1998 ou 1999 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais patrocinou um congresso internacional de controladores de rotas de satélites. Descobri que no congresso havia vários observadores de pássaros que, normalmente são controladores rotas de satélites e trabalham para a NASA. Além de orienta-los sobre que pássaros ver na região, eu os levei ao Portal da Foz para conhecer o bairro temático dos pássaros. A grande festa foi ver dois pica-paus na Rua Pica-pau, beija-flor na Rua Beija-flor, ver sanhaço na rua Sanhaço e pardais em todas (claro!).

Ninguém foi assaltado. Pelo contrário, os moradores do Portal que freqüentam uma padaria na avenida principal, ficaram encantados de ver americanos da Nasa no Portal da Foz. Que chique! O pessoal da Nasa ficou lisonjeado com a visita.

Feirinhas

Imagine cada bairro temático com pelo menos uma feirinha onde as mães de família pudessem vender artesanatos ligados ao tema do bairro. Imagine, os bairros temáticos equipados com equipamentos públicos relativos ao tema (todas as cabinas de telefone das ruas ornitológicas do Portal representando o pássaro que deu nome à rua). Céu Azul, já faz isso. Colocou cabines de telefone com formas de onças, pássaros, na rua que acompanha a BR 277). Artesanatos de pedras no bairro das pedras. Artesanato de peixes, restaurantes, barzinhos com o tema de peixe nas ruas de peixe. O turismo vende ilusão, contato, interação. Gramado, Canela, Florianópois, Key West na Florida vivem de suas ilusões.

A área de Itaipu

Esta área é muito rica embora o pessoal das Vilas C 1 a 3, das favelas da região não veja riqueza nenhuma. São pobres sentados em ouro. Essa região turística da cidade tem, primeiro, a Itaipu Binacional. O que a Itaipu Binacional gastou em relação à construção de equipamentos turísticos, entrou em que espécie de contabilidade? Contas do turismo? Repito a importância das Contas Satélites de Turismo e a conferência da OMT que está sendo organizada no maior silêncio. Cuidado!

Região Itaipu

Veja o que a região tem: a maior hidrelétrica do mundo; refúgios biológicos, único museu de Foz do Iguaçu e talvez único ecomuseu do Paraná, o Lago, o Canal de Desova e Navegação lerniana-kayakística, bairros planejados, hospital, clubes, Centro Comercial próprio, Espaço Gramadão, Templo Budista, Ponte Internacional da Amizade, Ilha Acaray, comunidades universitárias e o pessoal do Jardim Califórnia, Jardim Jupira e a daijoniana Cidade Nova passando fome? Tem alguma coisa errada!Mistério - Quem explica o motivo da área em torno da Ponte da Amizade, especialmente no Jardim Jupira não ser um lindo Parque dedicado à temática internacional, à paz, à integração, com bar, restaurante, parque, monumentos, feirinha, negócios? É por isso que eu digo: Foz não explorou 2% de sua capacidade turístico-econômica. E agora? Vamos ficar assim mesmo?

Nota importante

O que eu chamo de "bairrização" do turismo destacando o potencial dos bairros da cidade não tem nada a ver com a proposta de "cidade temática" com propósitos puramente comerciais, turismo de massa, para aqueles poucos que comem caviar. Confiram as Notas do Turismo # 6. A bairrização deve partir do orgulho do morador do bairro. Eu tenho orgulho da rua Pica-pau, Rua Jade por que morei nelas. E logo estarei no jardim Ipê - que é a árvore oficial do município. Lembra?

Thursday, December 07, 2006

Notinha importante!

A longa postagem que aparece abaixo é nada mais que toda a minha produção de Notas do Turismo correspondentes ao ano de 2005. São cerca de 70 postagens que originalmente estavam no blog www.notasdoturismo.myblogsite.com que decidiu sumir do mercado. Assim, me sinto contente de ter recuperado todo o material. Desde então publiquei mais de 200 outras notas.
Estyão aí para que você as encontre!
Obrigado e
Que a Paz Prevaleça na Terra

NT 33 ao final

Notas do Turismo # 33 Mais sobre os Níveis do Turismo Parte I

by notasdoturismo at 09:51PM (ART) on May 24, 2005 Permanent Link Cosmos
Vou me concentrar em Foz do Iguaçu porque é aqui que vivo e é daqui que devo tentar fazer a diferença no mundo. Assim, falarei sobre o turismo de Foz do Iguaçu. E lá vai a primeira frase: o turismo de Foz do Iguaçu ainda está estancado nos níveis um e dois na escala da consciência empresarial. São os níveis um e dois, tanto nesta minha adaptação, quanto na teoria original da Pirâmide das Necessidades de Maslow.

O nível um, está ligado às necessidades básicas da sobrevivência que são aquelas necessidades biológicas: comida, bebida, abrigo, defecção, sexo animal, sono etc. É um turismo que visa unicamente a sobrevivência tanto individual como de grupos.

O nível dois é o nível das necessidades de segurança pessoal ou grupal: proteção dos elementos naturais (medo da chuva, de trovão), segurança, ordem, regras e leis, limites e estabilidade. Não é casualidade que o clamor de Foz do Iguaçu ( e do mundo) seja "segurança". Mais polícia. Mais armas. Carros blindados. Mais leis. Mais ordem. No fundo, isso revela uma grande falta de segurança infantil das pessoas, um desejo de serem mimados, nutridos. Mas em vez de pedirem colo, eles querem combater o perigo, lutar contra o perigo. Tudo por insegurança pessoal.
Voce já notou quantas vezes os governos falam em combater? É combate ao fumo, ao terror, ao favelado, a prostituição, ao mosquito da dengue, a Sadam Hussein, Bin Laden, ao besouro barbeiro, à fome, ao tráfico de animais, gente, mulheres, crianças, pirataria. É combate demais para o meu gosto. É mais fácil espernear, neste nível.

Não podemos esquecer que o turismo de Foz do Iguaçu já poderia estar melhor. Temos turismo aqui desde 1903. Assim, a experiência de todas as pessoas que lutaram pelo turismo, desde então, deveria ter sido acumulada.

Devo lembrar que uma das diferenças entre o “ser” humano e o (“ser”) animal é justamente poder beneficiar-se do conhecimento acumulado. Pelo que eu sei, os macacos e os gatos ainda não acumulam experiências e pior, não transmitem as experiências pela linguagem. No dia que um animal fizer isso, estaremos vendo o começo de uma cultura.
Um dos problemas do turismo de Foz do Iguaçu é a falta de continuidade. Não tendo continuidade, não há como haver a acumulação de conhecimento e experiências. Sempre estamos começando.
Agora mesmo, estamos começando tudo de novo com o novo governo municipal. E quando, daqui a três anos e meio mudarmos de administração, vamos mudar tudo e recomeçar. nts
Notas do Turismo # 34 Um pouco de tudo
by notasdoturismo at 11:46AM (ART) on May 27, 2005 Permanent Link Cosmos

Parte II

Esta semana que passou foi muito interessante para mim. Fiz dois trabalhos ou “bicos”. Primeiro, atendi como intérprete a uma pessoa que buscava, para uma instituição cultural muito grande, livros, publicações, mapas, panfletos, folhetos produzidos em Foz ou região trinacional. Não se conseguiu muito. Nem a Secretaria de Turismo tinha material para dar. Só um exemplo: a pessoa adquiriu na Livraria Cia do Saber os últimos 15 exemplares do “Guia de Turismo do Pólo Iguassu”.

A instuição é a maior biblioteca do mundo que possui mais de 130 milhões de itens, 530 milhas de prateleiras e tem uma coleção de 29 milhões de livros e outros matérias impressos, 2.7 milhões de gravações, 12 milhões de fotografias, 4,8 milhões de mapas e 58 milhões de manuscritos. A instituição se chama “Libray of Congress” (http://www.loc.gov/) ou Biblioteca do Congresso e fica em Washington DC. É a irmã moderna da Biblioteca de Alexandria.

Apesar de tudo, muito material foi comprado em Foz. Estarão na Biblioteca do Congresso cópias do livro de Darcilo Webber sobre as estátiscas de Foz, mapas do guia de turismo Barcelos, mapas de Foz do Iguaçu fornecidos pelo setor apropriado de mapas e cartografia da Secretaria der Planejamento e muito material aleatório. Um exemplar do um antigo livro “Na Terra das Muitas Águas” foi na bagagem, autografado, a pedido. Mas de qualquer maneira, um acervo inicial das Três Fronteiras – ou pelo menos o que estava nas prateleiras foi levado.

Aí está um dos primeiros sinais de um lugar turístico estancado nos primeiro e segundo níveis: a debilidade de sua cultura. Isso acontece porque não há estímulo. Os que detêm o poder, têm medo. Tanto faz o governo, o trade, a academia. E como foi dito nas notas número 31, o medo e o controle são as características principais dos dois níveis iniciais de consciência empresarial. Lembre-se que esta é uma adaptação minha aos princípios de Richard Barrett inspirados na Pirâmide das Necessidades de Maslow.

Estive fazendo um trabalho para um congresso fantástico que “acaba de ter acontecido” no Hotel Bourbon. Foi a 6a Conferência Internacional de Cardiologia Preventiva. Foi uma conferência de cardiologistas que acreditam na prevenção de doenças cardiovasculares pela mudança de hábitos alimentares e prática de atividades físicas “interessantes”.

O que achei alarmante é como se vende mal as Cataratas. Não estou falando de venda no nível praticado pelos stands das empresas de turismo responsáveis pela venda, transporte organização, tudo isso que se faz no nível um. Falo da falta de magia, da falta de um halo, da falta de coração que poderia ser evidenciado pela abundância de material, informações, cultura e de uma série de valores agregados.

Observação: também existem os sete níveis pessoais de consciência e, infelizmente, vejo as pessoas, que trabalham em turismo funcionando no nível um. Vendedores “nível um” das Cataratas. Nível um é o nível da sobrevivência.


As florestas brasileiras podem ser entregues a grupos estrangeiros ou nacionais para exploração de recursos em prazos que podem chegar a 60 anos. Este é o teor do Projeto de Lei nº 4.776/2005, http://www.presidencia.gov.br/ccivil_03/Projetos/PL/2005/msg093-050217.htm encaminhado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Congresso Nacional. Com o PL o Governo abre uma brecha e cria o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF. O Ibama não teria poderes para fiscalizar as concessões. É o que o PT está fazendo. Pouco a pouco anulando o Ministério do Meio Ambiente e sua estrutura para poder melhor vender o Brasil. Intelectuais brasileiros são contrários à loucura. Leia material sobre este tema. http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=440&Itemid=2

Última hora: o presidente Lula foi escolhido pelo Greenpeace para receber o Prêmio "Motoserra de Ouro". Veja mais no http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=19265
Notas do Turismo # 35 Foz: Bendita entre as cidades
by notasdoturismo at 10:46AM (ART) on May 28, 2005 Permanent Link Cosmos
Quando o anjo do Senhor veio avisar a Maria que ela havia sido escolhida para alojar, transportar e nutrir, em seu ventre, o filho de Deus, ele (o anjo) a saudou dizendo: Bendita sois vós entre as mulheres!

Esta frase bíblica me inspirou. Só que esta inspiração me veio ontem quando eu fazia um relatório final para os organizadores do evento, aqui lembrado, com as matérias e notas jornalísticas que joguei na internet para eles, via a assessoria de imprensa em São Paulo.

A Sexta Conferência Internacional de Cardiologia Preventiva realizada em Foz, entre os dias 21 e 25, era, come se nota, a de número seis. Quer dizer, em seis mil e tantos anos de história, a cardiologia preventiva só fez seis congressos. Um congresso a cada mil anos. Antes de Foz do Iguaçu, a Conferência ocorreu em Moscou (1985), Washington, DC (1989), Oslo (1993), Montreal (1997), Osaka (2001). A sexta foi em Foz do Iguaçu: a “bendita-sois-vós-ó-gaiata-entre-as-cidades”. Que privilégio!

Moscou é a capital da Federação Russa, às margens do rio Volga e tem 906 anos. Washington é a capital dos Estados Unidos da América, às margens do rio Potomac. Oslo é capital da Noruega tem mil anos. Montreal é a capital do Canadá que fala francês, a Província do Quebec e existe desde 1642 às margens do Rio São Liourenço. Osaka é a capital da Prefeitura de Osaka ou Osaka-Fu, é a segunda maior cidade depois de Tóquio, tem 9 milhões de habitantes, a idade dela se perde no tempo e o rio que a corta é o Yodo ou Yodo-Gawa.

E Foz? Foz é capital de nossos destinos. Vai fazer 91 anos, a Natureza a colocou às margens dos rios Iguaçu e Paraná, no lugar onde os dois rios se despedem da pátria verde-amarela. E nós viramos-lhes as costas. E por que estás entre as grandes ó bendita-entre-as cidades?

Foi daí que passou na escuridão da minha mente o clarão de uma idéia. Quando tentei segurá-lo, o clarão sumiu mas ficou a frase: “bendita sois entre as grandes ó pequenina e bendito o povo que te habita”. Só falta, agora, que esse povo se dê, a si próprio o valor, e que seja valorizado, a começar pelos seus “guias” ou dirigentes (Jesus o filho daquela do ventre bendito também falou de “guia”. E não falou bem não. Ele falou de guias juntos com fariseus, escribas e outras “galeras”).

Voltando ao congresso, lembro que lideranças mundiais estiveram aqui, e lamentavelmente, somos tão pequenos, tão simples, que não sabemos colocar as coisas em perspectiva e dar valor as pessoas que vieram de tão longe como os professores das universidades de Harvard, Yale, Oxford, Northwestern, Tokyo, Columbia, USP, UFPR, UFRGS, Sydney e de organizações como Organização Mundial da Saúde, Organização Panamericana da Saúde e outras instituições de 59 países. 800 deles estiveram aqui! Teve gente que viajou 36 horas de avião para chegar em Foz. Não sabemos valorizar nada. O que se valoriza em Foz?


E aqui eles lançaram um apelo para que os governos do mundo considerem as doenças cardiovasculares como uma epidemia pior que a AIDS - o coração mata um em cada três mortos no mundo. E olhe que no mundo, há, todos anos, 56 milhões e 502 mil mortes ou óbitos, como diz o IML.

Calcule aí um em cada três e você verá que o coração ganha de todo o mundo. Segundo o alerta de Foz, o coração enfraqueceu por causa dos carros (ninguém anda mais) , da falta de exercício, da comida-lixo dos McDonnalds, da Coca Cola, dos cigarros e tubaínas, engarrafados, enlatados, da publicidade e da mídia, dos remédios, do stress, do desânimo, do neoliberalismo, dos médicos e outras coisas da civilização ocidental. Quem disse isso não foram comunistas ou terroristas. Foram os doutores-médicos das universidades acima. E a cobrança vai sair de Foz do Iguaçu para as capitais. De baixo para cima! Quantos iguaçuenses sabem de quantos apelos já foram lançados para o mundo em congressos em Foz!

O prefeito Paulo McDonnald, notou isso e disse aos médicos na abertura: “Esse congresso põe Foz do Iguaçu no mesmo nível de Moscou, Oslo, Osaka, Washington”. Só falta Foz, a bendita entre as muitas, elevar suas aspirações e tratar bem o seu povo – caso contrário a população ficará doente com hipertensão, diabete, doenças cardiovasculares tudo por não se comportar à altura da grandeza a ela destinada e que nós boicotamos. Para todos aqueles que em Foz residem, eu tenho um convite-sugestão: que tal conhecer esta cidade de uma vez?! É triste sofrer no paraíso! Detesto sofrer na minha aldeia!


Notas do Turismo # 36 Tentativa de Rima Foz 91 Anos
by notasdoturismo at 03:52PM (ART) on June 2, 2005 Permanent Link Cosmos
Foz do Iguaçu, meu amor, que tal isso aí?
Em que te transformaram, esses senhores?
Que atributos lhe deram este covil?

Do meu quarto escuro escrevo a ouvir
O som típico dos recentes dissabores
A fita durex substituiu o canto dos pássaros
Os pássaros que aqui gorjeavam silenciaram
Ouço pés que carregam caixas, assovios
Senhas, códigos, walkietalkies, segredos
Corredores infindáveis, túneis, labiríntico ganhar-pão

Meus olhos e ouvidos se lembram de outro grande batalhão
Foi no Egito ou Itaipu na época da grande construção
Ou terá sido a Serra Pelada que ficou pelada?
Multidões, construções, mineração, escravidão?

E todos fluindo fundindo exaurindo-se fugindo
Mãos e costas choram lutam andam trabalham
Ouviste o que não foi dito “Só de pão vive o homem”
Ás costas fardos, à frente bardos por todo lado petardos, nos jornais fatos, nos sonhos pedras e ouro.

Aqui é muamba o que levam quinquilharias made-in-china, maconha, fuzil, balas mercadorias para acabar com o Brasil e
A palmeira do Tri onde cantava o sabiá? Sumiu.

Filhos e filhas desta terra das Cataratas. Mão de obra-mais-que-perfeita, barata-mais-que-barata, população de peão que serve de peão para os peões do Brasil
Laranjas, mulas de peito nu, no sol, na chuva, inverno, verão, noite e dia, escuridão, madrugada, canoa, paranazão,
Acaray-Jupira guarnição porta de entrada, esculhambação.
Foz do Iguaçu, em que te transformaram estes senhores?

Notas do Turismo # 37 Turismo e Cultura
by notasdoturismo at 06:45PM (ART) on June 5, 2005 Permanent Link Cosmos
Vejam que belas palavras de Domingos Oliveira Medeiros: “Pode até não parecer, mas o mundo é colorido. O mundo é cheio de cores, de todas as cores. E, neste sentido, até as cores possuem suas próprias cores”.

Ao ler estas palavras, me lembrei automaticamente da jornalista e fotógrafa Áurea Cunha. Ela está fazendo uma bela exposição chamada “Todas as Cores do Mundo”, que está, agorinha, na Fundação Cultural (at-e o dia 15), em Foz e logo irá para Curitiba. A exposição já foi mostrada em Porto Alegre e eu não estranharia se amanhã estivesse em São Paulo.

Áurea Cunha fotografou rostos de mulheres de todas as cores do mundo que vivem em Foz. Olhando bem para os rostos delas nós vemos histórias, trajetos, luta, esperança, sabedoria e muitas cores com suas cores internas que seguem reproduzindo cores até chegar à cor da essência de nossa cidade. Adorei!


Se a Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu estiver realmente querendo fazer um material de divulgação que saia do lugar comum no qual estamos atolados, o material de divulgação da exposição de Áurea Cunha é um ótimo material de divulgação de Foz do Iguaçu. É a isso que eu me refiro como ousadia na divulgação da cidade a partir de seu povo.

Existe coisa mais bonita que um rosto?

Notas do Turismo # 38 Finalmente (Um editorial)
by notasdoturismo at 11:34PM (ART) on June 8, 2005 Permanent Link Cosmos
Foz do Iguaçu parece começar, somente agora, a despertar do umbral cultural aonde fomos atirados. Era um lugar escuro, horripilante, pegajoso, asqueroso, onde as pessoas tinham talentos e idéias sugadas e elas mesmas, literalmente, sacrificadas. Quantos foram os iguaçuenses surpeendidos pela visita do Anjo da Morte, sem que suas missões culturais, empresarias, espirituais tivessem sido realizadas. Lembro-me aqui de muitos.
Finalmente neste dia 10 de junho deste AD de 2005, o aniversário da cidade começa a mostrar coisas novas. Há uma efervescência. Há um borbulhar de idéias e acontecimentos. Imagine-se quão maravilhoso é poder anunciar que terminou a Via Crucis do jornalista Francisco "Chico" de Alencar, o nosso colunista, que perambulou, por anos, pelo umbral da ignorância, com um velho livro debaixo do sovaco, tentando levantar dinheiro para "recuperar" o tal livro.
Para quem desse ouvido, o Chico contava a história do livro que havia sido salvo do fogo. Não era qualquer livro. Era o Livro de Atas número um da Prefeitura de Vila Iguassu que continha a Sessão Número I da nova Câmara Municipal realizada em 13 de junho de 1914.
Pois bem, alguém - típicamente - iguaçuíno (iguaschweine, em alemão), mandou queimar todos os papéis velhos (arquivo) mantidos em um quarto escuro da Câmara. O livro foi salvo.
Aí entra o Chico de Alencar e seus 12 anos, 14 anos, de perambulação com o livro debaixo do braço, batendo nas portas de Fundação Cultural, Prefeitura, Boca Maldita, Câmara, Burdel da Júlia, tentando recuperer o "bendito" livro.
Só agora, o livro foi recuperado. A Câmara de Vereadores atual dirigida por Carlos Juliano Budel, abriu um Espaço Cultural onde livros velhos, arquivos, fotos podem ser vistas. Está resolvido. Foz não precisa mais queimar livros velhos. Não precisa mais queimar seus velhos. Agora só precisa deixar de torrar seus idosos e condenar seus jovens a uma futura queimação. Mas este é outro assunto. Outra bronca.
Agora a cidade começa a lembrar que tem passado. E na UDC, pelo segundo ano consecutivo, aparece um exposição chamada "COISARIA". Eu fiz a besteira de perguntar a Nara Oliveira, coordenadora da Coisaria e professora, das boas, na UDC: qual é o conceito e história da
Coisaria?
Nara respirou, decolou, voando túnel do tempo adentro, levando-me com ela ao "Medioevo" onde me fez ver a origem da "coisaria"; o projeto de espermatozóide dos grandes museus, anterior à época da fragmentação cultural; trazendo-me, de volta, ao salão de entrada da UDC onde caí no meio da Coisaria - uma exposição de toda espécie de coisas doadas pelo povo de Foz do Iguaçu (com ç ou dois s's, isso não é coisa que interesse a "lingüista" sério)
É isso aí, pessoal: cultura contagia. E lá estão documentos, móveis, fotos, revistas, rádios velhos, trecos. válvulas, escrituras e muito mais. A coisaria promete crescer (Até o Juca Pato, está fazendo uma exibição de documentos e fotos no seu bar na Rua Q.Bocaiúva, em frente a Assembléia de Deus).
Nara, a professora, ainda embutiu uma mensagem no meio (MacLuhan) onde o meio é uma mensagem: a coisaria da UDC é uma oportunidade para que o iguaçuense conheça o "outro" com todas as suas diferenças. No final, poderemos notar que apesar das diferenças, não somos tão diferentes, assim! Valeu Nara!
Exposições, artistas, músicos, poetas, artesões, marabalistas, escritores,palhaços,laranjas,Foz começa a enxergar os seus filhos. Durante os anos em que observo o sofrimento do povo de Foz do Iguaçu e das Três Fronteiras (Ui que conceito feio), me lembro das palavras de um professor que eu tive, em uma outra encarnação, (claro), chamado Jesus.
Ele disse, então, referindo-se a uma outra cidade, localizada em uma curva de rio da civilização e muito cheia de "tranqueiras" do mundo então conhecido: imperialistas, cambistas, exploradores, picaretas, proto-picaretas, elite-judia vendida etc. Lamentou Jesus sobre a cidade-da-encruzilhada:
"Jerusalém, Jerusalém, matadora de profetas! Quantas vezes eu quis te juntar, assim como a galinha junta seus pintinhos, debaixo de suas asas!" (se Jesus não disse isso assim, foi bem parecido).
Gente! Que palavras bonitas! Jesus Emanuel Cristo Messias da Galiléia, sofreu por uma cidade. Lamentou a desunião e o partidarismo, a demagogia e a hipocrisia.
O mais bonito para mim, aqui, é o fato de Jesus ter lembrado da figura de uma "galinha que protege seus pintinhos debaixo de suas asas". É muito bonito tentar imaginar Jesus, oferecendo seu apoio, seu colo, suas asas ao povo de Jerusalém tendo como inspiração a cena de alguma (privilegiada) galinha tentando proteger seus pintinhos de perigos muitos. Mas veja no que deu.
Mataram-no. Mataram aquele que queria proteger a cidade debaixo de suas asas. Até hoje Jerusalem está lá. Eterna e sofredora! Chamada de Yerushalaim pelos judeus e Quds pelos árabes. E Jesus continua sofrendo pela Jerusalem-Quds e, creio eu, por todas as cidades...e favelas.
Foz finalmente pode pensar em não querer ser igual a Jerusalém ou a Al-Quds, matadora de profetas, matadora, deportadora, opressora e assassina de seus filhos. Foz pode agora se lembrar de seus filhos laranjas, carregadores, explorados, desempregados e pelos milhares de cidadãos queimados por suas opiniões políticas e partidárias.
Quem dera alguém pudesse juntarnos a todos nós, os iguaçuenses, debaixo de suas asas, assim com faz uma galinha!

Não é necessário olhar para o primeiro mundo para aprender a proteger os fracos e pobres, os pequenos. Basta olhar para uma galinha caipira no terreiro de qualquer Dona Maria no Portal da Foz ou na Vila Bananal (que ainda é Foz)! Assim sendo, parabéns Foz do Iguaçu por seus 91 aninhos e que haja muita felicidade para todos os seus pintinhos - quer dizer moradores e cidadãos de boa (e má) vontade.
Notas do Turismo # 39 Semana da Fartal
by notasdoturismo at 03:10PM (ART) on June 13, 2005 Permanent Link Cosmos

Foz do Iguaçu acabou de viver a sua 29a Fartal – Festa de Artesanato e Alimentos. Qualquer evento que chegue a este número de edições deve ser elogiado. Muito bonita a festa. Confira as impressões do Detonautas Roque Clube no blog deles. Está havendo um grande esforço! Parabéns!


O Instituto de Ecoturismo do Paraná (IEP) está fazendo dois anos. Vai haver eleição. Soube, com tristeza, que o núcleo do Instituto no Oeste - Costa não vingou. O instituto pensa que é só problema financeiro. Mas eu creio que é ideológico também. Está faltando ecoturismo por aqui. Esta não é uma região aberta propostas alternativas. Ainda está muito nessa de acreditar em deputado, ministro, ordem e progresso!

Estou devendo uma nota bem feita sobre o que que significa o Prêmio SA 8000 que o Hotel das Cataratas ganhou. O ISO 9000 está na área da qualidade; a família 14000 está na área ambiental e a SA 8000? Está na área da "Social Accountability" ou Responsabilidade -Prestação de Contas Socuial). Veja a lista de convenções internacionais que devem ser obedecidas pela empresa detentora da " Certificação SA 8000. Obedecer e provar via auditoria que está seguindo as regras. Curta a lista e amanhã continuaremos a exposição.

Convenções OIT 29 e 105 sobre Trabalho Forçado e Trabalho Escravo, Convenção OIT 87 sobre a Liberdade de Associação, Convenção OIT 98 sobre o Direito de Negociação Coletiva, Convenções OIT 100 e 111 sobre Remuneração equivalente para trabalhadores masculinos e femininos por trabalho equivalente e contra a Discriminação por sexo, Convenção OIT 135 sobre os Representantes dos Trabalhadores, Convenção OIT 138 & Recomendação 146 sobre Idade Mínima, Convenção OIT 155 & Recomendação 164 sobre a Saúde e Segurança Ocupacional, Convenção OIT 159 sobre Reabilitação Vocacional & Emprego/Pessoas com Deficiência, Convenção OIT 177 sobre Trabalho em Domicílio, Convenção OIT sobre as piores formas de Trabalho Infantil e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Conheça a Declaração dos DH em guarani, árabe, chinês, alemão, coreano, japonês, latim, hindi, espanhol, russo, ticuna e zulu), Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e a Convenção das Nações Unidas para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres.

É você viu? Não é fácil.

Este espaço é um blog e não um jornal. Assim eu posso escrever o que sinto. Eu estava confundindo tudo e tentando dar uma aparência de jornal. Tou fora! São notas do dia.

Vou falar logo logo sobre turismo e comunicação. Uma espécie de continuação às notas sobre os diferentes níveis do turismo. Lembre-se: Foz do Iguaçu ainda está no nível um e dois do turismo.

A idéia das notas sobre comunicação é mostrar quão complicado é o setor e não basta "divulgar". Você vai ver também em que grau estão as nossas famosas participações em feiras!


Notas do Turismo # 40 Mais um aniversário
by notasdoturismo at 01:41AM (ART) on June 14, 2005 Permanent Link Cosmos
São 1h40 da manhã. Estou cozinhando as notas! Madrugadão adentro!!! Bem já são 18h15 e estou prestes a viajar para fazer um freela. Mas dá tempo para dizer que recebi um convite para a Exposição Todas as Cores do Mundo da Aurea Cunha em Curitiba no final de junho. Coloquei a foto mas o formato nao foi aceito.
Trens na Argentina: estou em Posadas fazendo um trabalho especial. Adianto que o trem El Gran Capitán que fazia a linha Posadas-Buenos Aires está operando. Ele havia sido retirado de circulaçao na época do presidente extremamente neo-liberal, Carlos Menem. Ainda falando de trem, uma outra novidade é o trem histórico a vapor que parte de Bariloche. Mas o rei dos trens argentinos em operaçao ainda é o trem da Província de Salta que parte da terra com destino às nuvens.
Boa noticia igual a essas no Brasil só se o Trem do Pantanal ou a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil voltasse a operar com passageiros, como é o anseio da populaçao de Miranda (MS). Ainda bem que o Trem Curitiba-Paranaguá continua operando graças à Serra Verde Express pelos trilhos da linha férrea projetada pelo engenheiro Antônio Pereira Rebouças Filho - ou simplesmente Eng.Rebouças, como aparece nos nomes de ruas Brasil afora.
Duas coisas: depois colocarei os acentos ortográficos que faltam aqui. Tenh que trabalhar. Blog é vício. Devo falar para um grupinho de estudantes de turismo, jornalismo e meio ambiente. Mais uma e pronto:
AH! O Centro de Posadas está muito parecido com a Avenida Brasil de Foz do Iguaçu. Está havendo uma revitalizaçao. Mais uma. Daqui a pouco, o Governador de Misiones vai estar em Puerto Iguazú para entregar 600 hectares de terra a Rede hoteleira internacional Hilton. Os executivos hiltonianos vao colocar hoje uma pedra fundamental. O hotel terá 160 apartamentos e um Campo de Golf. Terá também um balao estático que que subirá aos céus para que os clientes possam ver as Cataratas. Onde vai ficar o balao? Nao sei! Essa história de balao foi inventada em Niagara. Apareceu no projeto de ressureiçao (disculpe, revitalizaçao) original do Parque Nacional do Iguaçu.
Agora ressurge no lado argentino. Nada se cria. De falar em trens maravilhosos, me lembro do trem piada chamado de Tren de la Selva e que deveria ser ecológico. ¿Por qué? Nao me pergunte! Um, colega argentino, Ricardo Kruschev disse que o trem ecológico é tao barulhento que quando voce está abordo dele, nao escuta sequer os helicópteros. Atencao Triplice Fronteira, se segura, os politicos querem por que querem trazer redes internacionais a todo custo. É a moda!. Isso ainda vai dar zebra!

Notas do Turismo # 41 Preocupado
by notasdoturismo at 10:38AM (ART) on June 22, 2005 Permanent Link Cosmos

Há dias não escrevo neste blog querido. Muitos problemas. Bons problemas. Estou dedicado ao trabalho da edição final do livro " Y-Guaçu Secreta - As Cataratas do Iguaçu como um Chacra da Terra".

Espero que todos tenham entendido: Y-Guaçu, escrita assim é o que eu vendo. Não é necessariamente o que se vende hoje. Escrita assim não são só as Cataratas físicas. Vendo também a espiritual. As Cataratas do Iguaçu como um canal de energias de cura, paz e poder pessoal. Vendo o Y-Guaçu como um Lugar Sagrado. O mundo hoje faz de tudo para retiorar de você o seu "Poder Pessoal" e transformá-lo em um vegetal receptivo de propagandas e ideologias suicidas.

E o que quer dizer Poder Pessoal? É o que retiram da sociedade ao transformar cidadãos em consumidores. Sociedade em mercado. Pessoas em mercadoria. Estou preocupado com uma coisa que descobri e que falarei em breve. Tem a ver com a falta de respeito da cidade para com os turistas. E o que é respeito? A missão do jornalista é publicar aquilo que muitos querem esconder. Nosso turismo, por ser baseado na falsidade, quer esconder muita coisa.
Estou preparando um material sobre turismo e comunicação. Você sabia que existe muitas teorias de comunicação que são penosamente estudadas pelos jornalistas, pelom menos nas faculdades? Gosto de três delas. Uma se chama Agenda Setting. Funciona assim: tudo está quieto. de repente um assunto pipoca na imprensa. Quer dizer é colocado na "Agenda" da Sociedade. Exemplo meu: quem colocou na agenda a discussão sobre a mudança do nome da cidade de Iguaçu para Iguassu? E por quê?

A disculpa de que estamos recuperanbdo a "nossa" história não funciona. Na época em que Iguaçu se escrevia com dois "SS" Brasil se escrevia com "Z". E então? Vamos recuperar o "Z" do Brasil? Hoje se diz que Brasil com Z é coisa de gringo.

Segunda teoria: a da Agulha Hipodérmica. segundo esta teoria, você leitor ou leitora é um idiota. É um receptor passivo e indefeso. Que aceita tudo. Que eu posso injetar na sua veia cerebral o que eu quizer porque você vai aceitar. Esta é a teoria praticada inconscientemente (creio) pelos dirigentes da cidade, do País, que querem influenciá-lo. Por exemplo: aceitar que Iguassu é um resgate histórico. Iguaçu é só um exemplo. Abra os olhos e leia os jornais e assista a TV com senso crítico! Não seja um repolho injetado ou injetável. Exerça seu Poder pessoal.
A última teoria é de origem alemã e se chama "Espiral do Silêncio". É aquela que explica porque tanta gente inteligente fica calada voluntariamente ao passo que certa idéia estranha cresce. Se ligue e logo voltaremos. E não me deixem esquecer também da seguinte frase: Mais é Melhor!

Notas do Turismo # 42 Mais é melhor e cárcere privado
by notasdoturismo at 07:19PM (ART) on June 25, 2005 Permanent Link Cosmos

Fontes de confiança me disseram que há muitas agências de turismo na Argentina que mandam clientes para Foz do Iguaçu. Mandam clientes mas não mandam o dinheiro. Assim o hotel de Foz presta o serviço e leva um calote. Triste!

Mais triste ainda, segundo o que escutei, é que para receber o dinheiro, os hotéis lançam mão de um procedimento que é pior do que o calote. Sabe qual é? Eu chamaria de seqüestro! Ou cárcere privado! Não deixam o turista ir embora até que o agente pilantra mande o pagamento. Imagine-se você em qualquer lugar do mundo preso em hotel esperando que um terceiro pague a conta!

Vou avisando! Se eu ver um negócio desse, eu mando uma nota para o jornal da cidade do turista com a seguinte manchete: "Turistas de ... mantidos como reféns em Foz do Iguaçu". Eu tenho muita vergonha disso. Vergonha do turismo. Vergonha dos hotéis. Eu já fui refém por causa de dívida de um irmão salafrário e não desejo isso para ninguém. Ainda bem que aqueles que me deram tal "aperto" não me deixaram em seus estabelecimentos até que o dinheiro aparecesse. Caso contrário eu estaria lá até hoje!

Minha sugestão: com o Mercosul em vigor já é possível organizar um sistema de cobrança baseado na arbritagem. Nova época novos métodos! É só dar o primeiro passo e criar jurisprudência e acima de tudo deixar de olhar para o próprio umbigo.
Prometi e vou abordar este outro tema: mais é melhor. Uma das doenças da civilização é crer que se uma coisa é boa, mais dela é melhor. Assim vejo a Embratur celebrando mais e mais turistas e mais e mais vôos charters para o Nordeste. Esquecem de incluir neste "mais-e-mais" a qualidade.

De falar em qualidade há um setor do turismo "mais" que promete dar muito e "mais" problemas para o futuro. É o turismo chinês. Estou escutando que já está acontecendo de tudo em Foz do Iguaçu. Já há até piranhagem, toma de clientes, golpe baixo, Há de tudo.
Sobre o turismo chinês ouso lembrar a "Nota do Turismo número 20: "Brasil e China Unidos na Bobeira" (basta rolar a página para ler). O que eu disse lá está dito e pronto. Essa idéia de Governo escolher as agências é um fiasco! Contudo escutei e não me alegrei que já saiu o resultado das agências brasileiras (e iguaçuenses também) vencedoras da criativa intervenção estatal e invenção da roda sino-brasileira que escolheu quem vai trabalhar com os chineses. Eu não sei se os parabenizo ou se choro.

A verdade é que, pelo menos em Foz do Iguaçu, onde chinês é parte de nossa realidade, a cidade está cheia de chinês e já há chinês para todo lado com guia chinês. E guia chinês com crediencial da Embratur. Ontem mesmo, o ótimo passeio do Macuco Safari estava cheio. Quer dizer alguém que fez curso de guia. Sem falar de que vejo agências de turismo receptivo de propriedade de chineses abrindo por toda a parte na cidade guardiã das Cataratas.

Como fica a situação? A agência que ganhou o "direito" de trabalhar com os chineses vai ter que brigar para fazer valer o direito? Vai ser necessário fiscalização? Como fica? Será um pepeino para ser resolvido por Foz, Brasilia e Beijing!
Essa história de um novo mercado chinês de 150 milhões de "consumidores" ja está me fazendo ver alguns fatos folclóricos. Um guia de turismo bem conhecido me disse que está se adaptando bem às mudanças do mercado e que já está falando bem russo e chinês. Sobre o Chinês ele disse: "Faz três meses que estou estudando e já estou falando lendo e escrevendo". É um milagre. Falar, ler e escrever chinês em três meses é realmente um milagre. Parabéns!




Notas do Turismo # 43
by notasdoturismo at 02:49PM (ART) on June 27, 2005 Permanent Link Cosmos

Onde está a criatividade do turismo de Foz do Iguaçu, de Puerto Iguazú e das Três Fronteiras em geral? É vergonhoso, para mim, mas não há outra coisa a fazer do que denunciar a nossa falta de criatividade. Nada se cria. Tudo se imita. Tudo se copia. Tudo se pirateia. Veja a notícia que recebi por e-mail agora há pouco:

“Até o final do ano um balão aeroestático que funcionará a base de gás hélio será posicionado dentro do Parque Nacional Iguazú (ARGENTINA). O balão que ficará parado, se levantará até uma altitude de 150 metros. Na gôndola do balão caberá entre 25 e 30 pessoas. A idéia, diz a nota, não é competir com os helicópteros brasileiros. Segundo a nota o balão de hélio (na foto) é aprovado pela Unesco (Eu vou confirmar / perguntar a Unesco sobre isso).

A Província de Misiones vai receber uma espécie de royalties pelo faturamento do balão. Misiones vai usar o dinheiro para financiar a educação ambiental (Que é isso? Educação ambiental virou o quê?) . Para mostrar que a idéia é boa, a nota diz que só existe dois balões desses e que estariam em Niagara Falls. Mas não diz quem é o dono dos balões e não explica mais nada. Típico do jornalismo de terceira categoria cujas dicas para desmoraliza-lo apresentei aqui nas Notas do Turismo de # 41.

Eu protesto contra o balão. Ora alguém vai dizer que eu protesto contra o balão por causa dos helicópteros brasileiros. Que brasileiro protesta contra qualquer coisa que seja argentina. Mas quem disser isso não sabe de meu rolo com os helicópteros. Não vivo bem em Foz do Iguaçu desde que denunciei, (em 2002 ou 2003) para o Ibama e Ministério do meio Ambiente (em Brasília) que em Foz estariam construindo um heliporto ao lado do Restaurante Porto Canoas. Um heliporto ali é condenado pelo Plano de Manejo do PNI e pelos acordos Argentino-brasileiros de várias hierarquias. Me chamaram de tudo e ´ganhei um artigo inteiro em jornal local no qual me chamou de “traíra da vez” em Foz.

Infelizmente as Cataratas do Iguaçu funcionam como uma “Zona de Baixo Meretrício” – ou sei lá o que quer dizer isso, pois eu não tenho nada contra o “meretrício”. Até o prefiro. Assim, eu quero saber como é que fica o outro balão desses que anunciaram durante a visita do governador (de Misiones) Rovira para o lançamento da pedra inicial do Hotel Hilton em Puerto Iguazú? Eu estava em Posadas quando me disseram que o balão estaria no terreno do futuro Hilton. E agora este das Cataratas será um outro balão? Definitivamente as Cataratas está precisando de proteção dos perigos do turismo!

Sobre o balão gostaria de dizer duas coisas. Primeiro: lá por volta de 1997 o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) previa a instalação desse mesmo e dito cujo balão para substituir os helicópteros. No tal de Plano de Ressureição ou Revivamento ou ainda Revitalização do PNI o tal balão se chamava de “Meio de Transporte Vertical” e haveria até uma licitação para tal.

Segunda coisa: lá em Niagara este balão não é um sucesso não. Me parece ser um alternativa mui alternativa. Custa 20 dólares per capita e dura 20 minutos para subir e descer. Eu gostaria de saber quem são os senhores que estão empurrando os balões pra gente na “fronteira” (e não estou nem aí sobre qual é o lado da fronteira). Eu já estou com o trem ecológico do Parque Nacional Iguazú atravessado na garganta (bichinho barulhento) assim como estou com engasgado com o “combustível ecológico” dos ônibus da Cataratas SA. Enquanto isso sugiro que você veja as fotos de Niagara e região neste site e decida se você prefere ver as Cataratas no meio da Natureza ou cercada de bairros, com prédios, motéis etc.

Adianto que é por causa desta pluralidade de bobeiras que faz desta fronteira uma verdadeira terra-de-cego e terreiro-da mãe-juana. Meio cego eu sou mas mãe-juana não sei quem é. Só lembre os papos que estão rolando: Além do Hilton, os chineses vão construir mais dois hotéis em P.Iguazú.

As "autoridades" paranaenses também estariam convidando umas três "cadeias" de hotéis chineses para Foz. Temos um projeto de uma torre de subimento vertical no Marco das Três Fronteiras e mais dois balões de subimento na Argentina. Todos vão se "verticulizar" até uma altura de 150 metros. Pergunta: há mercado para todos?

Quando eu voltar eu darei uma lista das imitações baratas de Niagara feita em Foz do Iguaçu e sua sócia Puerto Iguazú. E sobrará para o Paraguai! Por favor dê uma olhada nas fotos. Coloquei umas fotos de Cataratas de vários lugares. Um beijo. Chau!

NT # 44 Veja o que escreveu Dani Valiente no site da Prefeitura
by notasdoturismo at 04:41PM (ART) on June 27, 2005 Permanent Link Cosmos

Jornalista iguaçuense lança livro místico na I Feira do Livro de Foz sobre Cataratas
A mistura entre o fascínio que as Cataratas sempre exerceram sobre os místicos e a vontade em criar uma nova maneira de enxergá-las, fizeram do novo livro do jornalista Jackson Lima um verdadeiro guia esotérico sobre a cidade.

Com apoio da Prefeitura Municipal, o jornalista consegue após concluir seu trabalho iniciado em 2002, publicar mil exemplares de ‘A Y-Guaçu Secreta – As Cataratas do Iguaçu como chakra da terra’. O lançamento acontece durante a primeira edição da Feira Internacional do Livro, de 6 a 10 de julho. A feira , promovida pelo CEAC com apoio da Fundação Cultural abre espaço para autores locais e promove lançamento e tarde de autógrafos com os escritores. “Essa será uma oportunidade muito interessante, pois é a primeira vez que a cidade tenta com organização explorar o lado do conhecimento da cultura. Isso indica a mudança dos tempos”, avaliou o jornalista que é especializado em turismo.

Lima que já lançou o polêmico ‘Terra das Águas’, em 98, agora aborda sobretudo o lado místico e feminino das Cataratas. Instiga um conhecimento aprofundado da cultura guarani e a compara com o hinduismo, quando remete o conhecimento da natureza ao espírito. A forte ligação com a cultura indígena – um dos temas de grande domínio do autor – aparece logo no título da obra, quando escreve Iguaçu, como se pronuncia entre os guaranis Y-guaçu. “Y em guarani quer dizer água e representa não somente as cataratas de maneira física, mas também espiritual, com sua neblina, sem esteriótipos, mas sim, como sendo o supremo princípio feminino, o YIN”.
As crenças dos índios como repetir cantos acompanhando com batida dos pés, é interpretado por Lima como um chamamento ao conhecimento de seu próprio tom. “Cada pessoa tem sua nota musical, como cada chakra do nosso corpo tem seu tom. O umbigo é ‘Y’, que é o grande mantra, por isso os índios batem os pés no chão, para acionar o chakra da terra”.

As muitas visões do escritor tratam também de uma releitura da paisagem das Cataratas, oferecendo um turismo diferenciado , hoje classificado como eso-turismo, ou seja, turismo esotérico , como já acontece em localidades como Machu Pichu no Peru. “O que quero propor é que haja um olhar diferenciado das cataratas, para que turistas venham, visitem, mas que saibam identificar através do silêncio a grande maravilha que é este lugar. O silêncio é um estado meditativo”.

Mas a força descrita pelo escritor não vem somente das águas e sim do solo e das pedras que formaram o atrativo. “As cataratas só existem por causa das pedras. É a terra que tem sua identidade”.

O grande caldeirão de informações que o livro traz ainda explora a teoria física quântica, à ilusão. Em 23 capítulos, Lima traz um forte questionamento sobre a existência e aposta na troca de partículas entre humanos e universo como uma maneira pacificadora de se encontrar. “Os problemas são ilusões e o povo guarani te consciência disso”.
Mas o projeto do jornalista vai mais adiante a somente questionar questões existencialistas. Através de um blog, uma discussão constante estará sendo provocada com os leitores do livro. “Não vou abandonar o leitor, quero religar a idéia do y-guaçu a quando os antigos moradores estavam aqui”.

Além disso, o livro deve ganhar nos próximos meses versões em espanhol e inglês, além de distribuição em outros estados e municípios. “O livro apenas arranha assuntos, ainda faço palestras e cursos sobre o tema”, planeja o escritor.


Para ele, o apoio da administração foi essencial para a concepção e finalização da obra. “Isso mostra a necessidade em mostrar novos caminhos”.

Fotos: Christian Rizzi/AMN Texto Daniele Valiente

NT #45 Veja o que saiu na Gazeta do Iguaçu

por Nelson Figueira
by notasdoturismo at 03:45PM (ART) on June 30, 2005 Permanent Link Cosmos

A mística e a força da Y-Guaçu SecretaSegunda obra do jornalista e escritor Jackson Lima, “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” defende que o principal atrativo da cidade deve ser tratado de outra forma. Para o autor, não se trata de ir contra ao turismo, mas criar uma nova consciência e uma nova forma de visitação, chamada por ele de ecopsicoturismo’

Nelson Figueira

Segundo livro do jornalista e escritor Jackson Lima — o primeiro, “Terra das Águas”, de 1998, causou polêmica —, “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” deverá render tantos, ou mais, comentários que seu antecessor. Com lançamento previsto para o dia 10 de julho, às 17 horas, na Praça do Mitre, a obra sustenta que a principal atração turística na cidade é um dos locais sagrados do planeta e questiona o modo como vem sendo explorada, apenas do ponto de vista do capital. O livro surgiu primeiramente devido ao descontentamento do autor justamente quanto ao tratamento que o mundo e até a cidade dão às Cataratas e a outros lugares do planeta, exclusivamente para a obtenção de lucro. Considerado pelo autor e estudiosos como um dos chacras secundários da Terra, as quedas deveriam, defende o autor, ser um local de ‘ecopsicoturismo’. Neologismo criado por Lima, a palavra define o turismo ecológico praticado de modo a alcançar um estado superior do espírito. “Não sou contra o turismo. Acredito que se deve fazer um turismo respeitoso. Faço um convite a isso. Tenho a impressão de que depois que sair o livro muitas pessoas vão dizer que pensam o mesmo”, acredita o escritor. Para ele, que não admite que se olhe as Cataratas e se veja algo que se insira no rol da Disneylândia, é possível manter a visitação de forma mais espiritual, que respeite o local, ligado ao chacra do Lago Titicaca (entre Peru e Bolívia).

Alma

Segundo ele, todos os locais sagrados têm alma, caso de lugares naturais ou criações humanas muito antigas, como Machu Picchu (Peru) ou Stonehenge (Inglaterra). “Todos possuem energias”, defende. “A Y-Guaçu Secreta” inicia-se listando os locais sagrados (os chacras) do planeta, situados em vários continentes (ver box). Assim como o corpo humano, o planeta possui sete desses locais, alguns em situações de ‘perturbação’, como na tríplice fronteira do Afeganistão, Irã e Paquistão. Como conseqüência para a Terra, a falta de respeito pode fazer com que surjam problemas nas regiões onde os chacras se situam. Em Foz do Iguaçu, ele cita a tendência de as pessoas de outros locais não respeitarem a cidade e sua população como um desses efeitos. “A CIA, assim como na região entre o Irã, Afeganistão e Paquistão, também está de olho na gente. Nossos ciclos foram todos perturbados”, acredita. Para Lima, a cidade não deu uma chance de lembrar que na região há terra vermelha, uma das mais antigas do mundo. “A pedra negra (basalto) das Cataratas é do tempo em que África e América do Sul eram ligadas. Há a mesma pedra no Continente africano. Aquilo é testemunha de uma coisa velha para a humanidade”.


Grafia

O próprio título da segunda obra de Jackson Lima por si só já evoca o sentido místico. A palavra Y-Guaçu, escrita com Y (água), seria uma espécie de mantra, e se dita com respeito acaba por ter um fator curador. “Para muitas tribos brasileiras, Y (pronuncia-se um I, fechado), significa o tom da alma. Y é o chacra do umbigo”, explica. Como mais uma das coincidências que os locais sagrados possuem, Jackson lembra que Y é associado ao chacra do umbigo, que por sua vez na Terra é representado pelo Lago Titicaca, de onde as Cataratas são um chacra secundário.

Saiba quais são os sete chacras da TerraO livro “A Y-Guaçu Secreta — As Cataratas do Iguaçu como Chacra da Terra” lista os sete principais locais sagrados do planeta. As Cataratas seriam um chacra auxiliar do Lago Titicaca, entre Peru e Bolívia. No corpo humano há o chacra básico; o dá região do umbigo; o plexo solar (estômago); o cardíaco, o da laringe, o terceiro olho (na testa) e o coronário (no alto da cabeça, chamada em algumas religiões como coroa). Na Terra, o chacra básico é o Monte Shasta, na Califórnia. O Lago Titicaca seria o do umbigo (coincidentemente fica na região de Cuzco, que significa justamente umbigo). As Cataratas seriam auxiliar do Titicaca (dois com elemento água). O próximo é na Austrália, se chama Uluro Kattjuta (Uluru-Kata Tjuta) o maior monólito do planeta. Os aborígenes que moram perto do local que é parque nacional acreditam que de lá nasceu a humanidade. É a fonte de uma espécie de energia chamada de Tjurkupa.

O outro chacra é o de Glastonbury (Inglaterra), ligado à lendas arturianas (do Rei Arthur) , à Avalon e ao paganismo. Este é seguido pela grande pirâmide de Quéops. O outro chacra, que se encontra ‘perturbado’ também está em uma tríplice fronteira. Esse corresponde ao terceiro olho e chama-se Kuh-E-Malek-Siah. Está localizado em uma região de guerra entre o Afeganistão, o Irã e o Paquistão.

Por fim, o último dos principais locais sagrados do planeta é o Monte Kailassa (Tibet). (TITICACA) Lago Titicaca representa o chacra do umbigo; as Cataratas são secundárias a esse chacra, (shasta) Monte Shasta, na Califórnia (EUA), é o chacra básico do planeta

Monday, October 02, 2006

NT 32 Níveis Turismo

Notas do Turismno # 32 Níveis do Turismo II
by notasdoturismo at 10:08AM (ART) on May 18, 2005 Permanent Link Cosmos

Quais são os Sete Níveis Conscienciais das Organizações (empresas) que podem ser chamados também, em nosso caso, de Sete Níveis Consciências do negócio do Turismo. É interessante notar que em Foz do Iguaçu se fala muito de conscientização da comunidade sobre o turismo. Vamos trabalhar pela consciencia do trade com o turismo. Cada parágrafo numerado abaixo se refere a um nível. De um a sete

1. Consciência da Sobrevivência
A empresa que opera neste nível está totalmente voltada para o lucro e para a sobrevivência.. A sua principal preocupação é pagar os salários, impostos e encargos no fim do mês. A gerência é autocrática, insensível, impera em seu interior a cultura do medo. A palavra-chave é o controle. Controlar para não afundar.

2. Consciência do relacionamento
É a organização de cultura paternalista, benevolente mas que valoriza o controle, a ordem, a disciplina, a imagem e o prestígio. A organização neste nível não é flexível e falta-lhe empreendedorismo. A lealdade entre os empregados é maior que a lealdade à empresa.

3. Consciência da Auto-estima
A organização neste nível que ser a maior ou a melhor em sua área. A estrutura do poder é hierárquica. Busca ordem, eficiência, competição, produtividade, qualidade e excelência ( fitness corporativo) e tem forte orientação para resultados. Sempre há algo em que esta empresa quer ser a primeira. São as que adoram os ISOS, os afagos, bajulações.

4. Consciência da Transformação
Aqui começa a ficar interessante. A empresa que opera neste nível começa a fazer sua auto-descoberta, e descobre sua visão, missão, consciente de valores. Começa a ser movida ou orientada por valores. Começa a trabalhar com a igualdade e a diversidade; participação e “potencialização” (enpowerment) e necessidade de desenvolver um organograma equilibrado para as necessidades. Mudança de enfoques do controle para a confiança, do medo para a verdade, do privilégio para a igualdade, da fragmentação para a união.

5. Consciência Organizacional
Foco: integridade, confiança, criatividade, intuição, inovação, liberdade, flexibilidade; busca criar condições para coesão, espírito de comunidade e responsabilidade total. Reconhecimento da necessidade de alianças estratégicas com fornecedores e clientes (bem-estar corporativo)

6. Cosnciência Comunitária
Auditoria ambiental e social voluntárias. Apóia a comunidade e comércio locais. Busca sustentabilidade de longo prazo. Preocupa-se em tornar-se bom membro da comunidade. (Relações comunitárias)

7. Consciência de Sociedade Global
Contribuição para resolver problemas além das comunidades locais. Ética. Verdade e sabedoria. Entende que há conexões entre problemas ambientais, sociais e negócios; governo e comunidades. Chegaram à conclusão de que a busca do interesse próprio não está somente destruindo os sistemas de suporte à vida no Planeta mas também o próprio tecido social da sociedade. A época da autocracia empresarial está acabando.
Esta é só uma introdução a este assunto. Em que nível a sua empresa está? Em que nível está o nosso turismo? Não esqueçamos que estamos falando do turismo e hotelaria como empresas. Dependendo desta resposta, podemos ver o nível gerencial do turismo na cidade. Será que da cidade também? Em que nível está Foz do Iguaçu?

NT 27 a 30


Notas do Turismo # 27 Foz: Secretário de Turismo Novo
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notasdoturismo at 12:20AM (ART) on May 7, 2005 Permanent Link Cosmos

Muito amor e Paz para todas as mães!

O prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi anunciou hoje (06/05) quem será o secretário de turismo da cidade. Se chama Sérgio Lobato Machado que já era secretário de Relações Internacionais de Foz do Iguaçu. Machado tem muita experiência. Já foi secretário outras vezes. Já organizou um Campeonato de Pára-quedismo em Foz do Iguaçu. É conhecido por trabalhar pesado na defesa de coisas da terra – como a Ponte da Fraternidade (Brasil-Argentina). Desejo sorte ao secretário. Mas me lembro também que Sérgio Lobato já levou carne de paca para um jantar com a imprensa em São Paulo. Foi um vexame mas o secretário provou que a paca era paraguaia.

O prefeito acumulava o cargo de secretário de turismo há mais de quatro meses. No período, o ex-ministro do turismo, Caio Carvalho foi convidado para assumir a pasta. Ele não aceitou. Depois de uma disputa silenciosa no meio de tapas e arranhões, o prefeito optou pela solução “caseira”. Havia opções piores por isso e apesar de tudo, estou aliviado.

O ministério do Turismo parece estar realmente empenhado para derrubar a exigência do visto consular para cidadãos americanos que querem vir ao Brasil. A campanha que ganha a adesão do trade, destaca que os Estados Unidos são importantes demais, no que se refere a dinheiro gasto em viagens, para ser deixado de fora. O Brasil receberia, segundo o Ministério, cerca de 600 mil americanos por ano. Uma migalha. Não esqueça que o Ministério do Turismo e Embratur querem aumentar as chegadas de estrangeiros para 7 milhões de pessoas até 2007.

Quanto ao mercado dos Estados Unidos, não é demais destacar, a tendência à segmentação por interesses específicos. No dia em que os Estados Unidos deixem de ser potência, e afundem no cemitério das ex-potências (Turquia, Assíria, Roma, Macedônia, Grécia), será difícil que venha a existir outro país tão apreciador e gastador em interesses e hobbies: astronomia amadora, geologia, ciências, natureza, esportes, observação de pássaros etc.

Um levantamento da Pesquisa Nacional sobre Recreação e Ambiente (NSRE), citado em estudo da Universidade de Stanford, revelou que 69 milhões de americanos acima de 16 anos, ou um terço da população acima dos 16, viram, fotografaram ou identificaram pássaros como um hobby. Destes, 28% ou seja 19 milhões passaram mais de 50 dias, nos 12 meses anteriores à pesquisa, em atividades de observação de pássaros. Segundo a pesquisa, 32% dos observadores de aves têm educação universitária e ganham pelo menos 50 mil dólares ao ano. Diz também que as despesas relacionadas com a observação de pássaros em 1996, nos EUA, chegou a US$ 23 bilhões e que gerava, então, 800 mil empregos.

Aqui em Foz do Iguaçu, morando perto do Paraguai, não é raro ver binóculos que servem para observar pássaros que custam 50, 60 dólares. Um preço bom para os bolsos brasileiros. Nos Estados Unidos, os binóculos dos observadores começam lá pela casa dos US$ 800. òtima indústria. Em, 1996, 17.7 milhões de “passarinheiros” saíram dos Estados Unidos para ver pássaros no mundo. Segundo o Estudo, o país tem 127 grandes agências de turismo especializadas em pássaros. As seis maiores, organizam 120 viagens por ano.

Eu estimo (no chute) que dos 17.7 milhões de observadores de pássaros que saíram dos Estados Unidos para ver pássaros no mundo, menos de 600 deles chegaram ao Parque Nacional do Iguaçu. Eu não saberia dizer quantos chegaram ao Brasil. Será por causa do visto?

O Brasil tem cerca de 1.600 espécies de pássaros. O que ninguém entende é: por que esta agradável maneira de fazer turismo não pegou por aqui? Enquanto isso, as notícias más não param de chegar. O governo do Tocantins quer reduzir em 89% uma Área de Proteção Ambiental (APA) na Ilha do Bananal. Argumento: “a alteração atende a um pedido da população dos pequenos municípios que inflam as margens da antiga APA e querem ampliar suas lavouras”. E lá se vai o habitat de nossas espécies e os pássaros como geração de riqueza.


Eu não gosto do tom desta afirmação. Mas veja o que a pesquisa diz sobre as araras que visitam um barranco no Peru. As aves vem lamber o sal. Depois de calcular o número de observadores que vem observar as araras, o estudo conclui que cada arara produz entre US$ 700 e US$ 4.700 por ano. Durante a vida delas, cada arara rende ao Peru entre US$ 22.500,00 e US$160.000,00.


Uma pergunta: que pássaros brasileiros convenceriam aos observadores dos EUA a gastarem, no mínimo US 4 mil, por pessoa, viajarem longas horas, para vê-los?




Notas do Turismo # 28 Hotéis no PNI
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notasdoturismo at 12:50PM (ART) on May 9, 2005 Permanent Link Cosmos

O Ministério do Turismo anda namorando a idéia de escancarar a porteira do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), quer dizer, da Zona de Uso Intensivo do PNI e permitir a construção de mais hotéis lá dentro. “Um grupo globalizado está interessado em construir um hotel de luxo de 600 apartamentos”. Entendeu? Um grupo quer, a gente abre. É o modelo: Ministério do Meio versus agronegócio. E agora Ambiente versus Turismo?

Uma fonte do PNI me disse que a pressão desenvolvimentista do Governo Lula é muito forte e que o turismo é o carro chefe. Fala-se até de abrir a porteira de uma vez e construir mais quatro hotéis dentro do PNI.

Lembro que o PNI sobreviveu ao surto desenvolvimentista da época dos militares. Os “ditadores” desapropriaram as terras dos últimos 400 moradores do PNI em 1977. Parte delas, o PT quer entregar para rede de hotéis que, digamos, está muito bem nas bolsas de valores. O meio ambiente está sofrendo com o PT. Lembra da CNTbio?

Um grupo de Foz do Iguaçu denunciou a tentativa de transformar a Zona de Uso Intensivo do PNI no mais novo bairro hoteleiro de Foz do Iguaçu. Os hotéis de fora do Parque poderiam ser condenados à falência junto com a cidade.

No processo sobrou para o já existente
Hotel das Cataratas. Os empresários do grupo ligado à Associação Comercial, entregaram documento pedindo ao Governo que transforme o hotel cor-de-rosa em um museu.

Permito-me lembrar que esta idéia não é nova. Foi levada ao ar pela primeira vez pelos petistas de Foz do Iguaçu lá por volta de 1990. O mundo anda em círculos.

Opinião minha: um dia não haverá mais hotéis dentro dos Parques Nacionais Iguaçu / Iguazú (Brasil / Argentina). Um dia os aeroportos (IGU / IGR) não estarão mais dentro ou perto dos parques. Mas isso deverá acontecer nos dois lados de uma só vez. Caso contrário o fechamento do hotel só beneficiará ao hotel
Sheraton Iguazú que é internacional. E Puerto Iguazú não estã mais próspera, por isso. Pelo contrário, Puerto Iguazú já tem sem-terra, favela e pístolagem por causa de terra. Já tem até morto ou mártir.


Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú devem se unir para trazer os turistas para o centro. É um destino ou desgraça comum.

A administração do Hotel das Cataratas da Rede Tropical disse que se vão abrir as portas para os estrangeiros, a Rede gostaria de ampliar o seu hotel em mais 300 apartamentos. É o fim das Cataratas!

Mas isso não é tudo. Está acabando a concessão do prédio do Hotel das Cataratas para Rede Tropical. E há muita gente de olho. Inclusive beneficiários de concessões atuais. Me arrepio também com esta idéia.

De ruim por ruim, prefiro a Rede Tropical. Até porque a Rede Tropical e a Varig construíram a passarela do Salto Floriano lá por volta de 1991 e têm prestado um grande serviço para a comunidade - incluindo a manutenção de creches no centro da cidade. Ao contrário dos neo-concessionários.

Nessa guerra não tem santo! Está todo mundo olhando para o seu umbigo. Evidência? Ninguém se lembrou do Plano de Manejo de Manejo de 1999.

Você sabia que o
Plano de Manejo de 1999 vem sendo violado desde 1997? Dá para entender? E tudo camuflado pela ecologia sem profundidade a serviço do engano. Na realidade este é um modelo global que entra no Brasil, de contrabando, por Foz do Iguaçu.
As Cataratas do Iguaçu já recebem uma carga inaceitável de esgotos de bares, lanchonetes, restaurantes, banheiros, cozinhas. Basta circular na região do mirante inferior do Salto Floriano próximo ao elevador. O que os argentinos fazem com os esgotos deles? Não sei mas vem tudo para as Cataratas. E ninguém pode falar nada devido ao sistema de censurta e medo implantado. Imaginem o que acontecerá quando tivermos mais 900. 1500, 2000 novos apartamentos?
O Iguaçu, que na Curitiba ecológica está mais morto que o Tietê, morrerá aqui também! As próximas Notas do Turismo falarão sobre o que significa "vender o Brasil", no linguajar do marketing turístico?
*** Um estudo revelador sobre turismo e a privatização de Parques Nacionais está em
www.choike.org/nuevo_eng/informes/2209.html Infelizmente está só em inglês. Mas vou traduzir, juro!
Notas do Turismo # 29 Vender o Brasil
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notasdoturismo at 08:25PM (ART) on May 10, 2005 Permanent Link Cosmos

Hoje vamos falar sobre a “venda” do “Brasil” “lá fora”. O que é que vendemos? O que é Brasil? Por muito tempo vendemos a imagem do corpo de nossas mulheres. Ou melhor vendíamos partes ou fragmentos do corpo delas. Hoje já estamos arrependidos disso. E agora? Que vendemos?

O que é o Brasil? Vou dividir esta resposta em sete níveis: (1) Brasil Estado, (2) Brasil Nação, (3) Brasil Território, (4) Brasil Governo, (5) Brasil Povo, (6) Brasil Natureza e (7) Brasil Essência. Lembro que nada do que está escrito aqui é uma revelação divina. Parte das respostas vem de Weber. Outras de dicionários e outras fontes. Vejamos:

(1) Estado é uma estrutura política que pretende, com êxito, o monopólio de uso legítimo da força física em determinado território. O Estado é uma relação de homens dominando homens”.
(2) Nação é o agregado de indivíduos que se encontram unidos por uma história comum, costumes, idéias, valores, conservando-se esta unidade pela consciência do povo que a forma.
(3) Território é a dimensão geográfica que abriga a instituição Estado.
(4) Governo é um conjunto de indivíduos, órgãos ou uma cúpula administrativa que estabelece leis, sentenças e promovem a sua execução.
(5) O Povo nós sabemos o que é.O povo é a alma da Nação.
(6) a Natureza – nós temos idéia do que seja. Mas para este propósito, Natureza será aquilo que não foi feito pelo homem, o seu meio, a paisagem, a orografia, a geografia, a hidrologia, a topografia, a fauna e a flora neles.
(7) A Essência, segundo o dicionário é “o que constitui a natureza de um ser, de uma coisa. O que há de fundamental. É o extrato – como no caso de um ótimo perfume. Qual é a essência do Brasil?

Com a exceção do Estado e do Governo, nós podemos vender ou incluir em nossas vendas todos os outros aspectos. O que eu vendo em turismo, vendo mas não entrego. Abro as portas para que “os outros” (os que vem lá de fora) usufruam dos aspectos de minha nação em meu território. Para que desfrutem da música, arte artesanato, literatura, monumentos, cidade, prais, florestas, rios, patrimônios naturais, culturais, intangíveis, para que mergulhem em nosso “Volksgeist” – o espírito da nação (coisa de Weber).

Mas há confusão sobre o que é Brasil. O Estado brasileiro (Federação), sua forma de governo (República), seu regime de governo (Democracia Representativa) e o sistema de administração (Presidencialismo) são todos de origem européia. Como Estado, somos filhos de Portugal e da Europa. Como “Território”, como “Natureza” somos filhos da Terra. Somos o Planeta.

Sinto, às vezes que o Brasil de instituições européias, ainda não fez as pazes com o Brasil natural. Às vezes sinto que o Brasil da Essência foi despejado do território do Brasil República ou que o Brasil ainda não se fez carne e ainda não habita entre nós. É necessário diferenciar entre os diferentes brasis. Um Brasil onde tudo está conectado.

Muitos secretários de turismo e gente do “trade” ao retornarem de feiras internacionais, dizem: “os europeus pensam, que o Brasil só tem índio, mato e bicho”. Eles voltam nervosos. Ofendidos, com a auto-estima baixa. Por quê? Por que foram vender um Brasil europeu na Europa. Um Brasil que na Europa, não consegue competir com a Europa na sua “europaneidade”. Não deu tempo ainda para fazer do Brasil uma cópia exata da Europa (Graças a Deus). Por isso o desespero do Ministério do Turismo em querer que as Cataratas do Iguaçu sejam uma réplica de Niágara com traços da Disneyworld ou Disneylândia. Mas isso só acontece porque o brasileiro não descobriu o “Brasil”.

Antes da chegada dos europeus, o País era conhecido como Pindorama – a Terra das Palmeiras. Que palmeiras? O nome já dá uma dica. As palmeiras “pindó” ou “pindova”. Mas existiam muitas outras palmeiras: açaí, buriti, catulé, carandá Os europeus chegaram na nova terra e não enxergaram “pindovas”. Enxergaram o pau-brasil, que em 35 anos extinguiram. Creio que a diferença de visão começou aí. O Brasil milenar via o pindó. O Brasil europeu viu o pau-brasil. Daí até hoje não sabermos o que o Brasil tem!

E assim, ao ter dito estas palavras, acho que posso me dedicar ao que, realmente, desejo falar: de um turismo diferente. Não só do turismo de massa ou do eco-turismo. Mas de um ecopsicoturismo. Ou eco-turismo com espiritualidade onde gostaríamos de trabalhar os níveis 6 e 7 de nosso “Brasil”, com uma visão que parte da ecologia profunda.

Convido a todos ao “desvio” do território conhecido. A que saiamos da mesmice e que conspiremos (co-inspiremos) o Holo-Brasil. Haverá mercado? Tchau!








Notas do Turismo # 30 Geral

by notasdoturismo at 03:40AM (ART) on May 13, 2005 Permanent Link Cosmos

O Plano Aquarela, inspirado na comemoração do centenário de Ary Barroso, foi lançado, ontem, em Foz do Iguaçu pelo presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz. O Plano Aquarela terá como missão inserir o Brasil entre os 20 maiores destinos turísticos do mundo. Para tanto, serão investidos US$ 40 milhões previstos. A iniciativa servirá como instrumento de promoção comercial do turismo brasileiro no exterior. A meta é alcançar o índice de visitação de nove milhões de turistas estrangeiros no Brasil até 2007 (Fonte A Gazeta do Iguaçu)

Leia mais sobre o histórico da marca. Eu continuo reafirmando o que disse na útlima coluna: vender que Brasil? Conheça o
projeto.

O Ministério do Turismo está cadastrando a todo mundo. Desde o dia 30 de março está em vigor o
Decreto 5406. Com o decreto, o Governo Brasileiro instituiu a obrigatoriedade do cadastro das empresas prestadoras de serviços para eventos, meios de hospedagem e turismo. Quem cadastra é o Ministério do Turismo. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial de 31 de março, com prazo de validade de 18 meses.

O Decreto estará em vigor até que a lei Geral do Turismo seja aprovada. Conheça o
anteprojeto da Lei Geral de Turismo (fonte Abav nacional). Analise e veja os perigos. As ONGs ambientais também devem se ligar. Não esqueçam das tentativas de escancaramento das porteiras de parques nacionais e áreas protegidas. Turismo também mata. Mas leia com atenção. Tem muita coisa boa. Você é o juiz ou juíza.

O Ministério do Turismo (MTur) recebeu o Prêmio Top de Agronegócio 2005. Que é isso? O prêmio foi idealizado pelo Instituto de Estudos e Pesquisa de Qualidade (IEPQ), foi entregue em Campinas (SP) em homenagem ao trabalho realizado pela equipe da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo para o desenvolvimento do Turismo Rural no país.

É preciso esclarecer aqui o que o Turismo Rural tem a ver com o “Agronegócio”. Similaridades e extensão, propósitos e diferenças. Há muita gente trabalhando há tempo pelo
Turismo Rural ou Turismo no Espaço Rural. O que é agronegócio?

Curiosidade! Vejam só o
site em japonês da Pará Tur – o site oficial do turismo do grandioso Estado do Pará. Dá de goleada em sites do Sul do País, onde há muito mais japoneses. Vai lá Pará!

Olhe só os circuitos que São Paulo está colocando à disposição do mercado nacional:
Circuito das Águas, Roteiro Turístico do Grande ABC, Circuito Turístico Aventuras do Aguapeí, Circuito Ecoturístico do Vale do Ribeira (*****), Circuito das Frutas, Roteiro dos Bandeirantes (eu ficaria longe desse!) Circuito Caminhos de Anchieta, Caminho dos TropeirosCircuito Aventura e Lazer, Caminhos do Mar,Circuito da Laranja, Circuito da Ciência e Tecnologia, Pólo Cuesta, Circuito Paulista da Estrada Real, Circuito Cavernas da Mata Atlântica (*****), Circuito dos Fortes, Circuito Costa Verde Paulista, Circuito da Mantiqueira, Circuito Turístico da Capital, Circuito Cultural da Imigração Japonesa, Circuito Lagamar e Hidrovia Tietê Paraná. Que organização!

Começa amanhã, sexta-feira (13/05), o MODA INVERNO 2005 - 10ª Feira da Moda Inverno, no Centro de Exposições de Curitiba, Parque Barigui. Mais uma vez o evento permitirá aos visitantes colaborar com a Campanha do Agasalho do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC) e da Fundação de Ação Social (FAS) fazendo sua doação na entrada da feira. Além disso, nos dias 16 e 17 de maio, segunda e terça-feira, um agasalho vale como ingresso para a feira. A expectativa da Diretriz Empreendimentos, empresa associada da União Brasileira de Promotores de Feiras (UBRAFE), que promove a feira, é receber cerca de 70 mil visitantes nos dez dias de duração do evento e arrecadar mais de 5 mil peças para a Campanha.

Em uma de nossas primeiras notas falamos de um projeto de Lei de Foz do Iguaçu que pretendia mudar o nome da cidade para Foz do Iguassú. A justificativa era que fica difícil para os turistas soletrarem o nome da cidade "lá fora".

Havia gente na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, com vergonha de escrever o endereço "
www.fozdoiguacu.pr.gov.br " por causa daquele som chato. Mas desde o dia 9 de maio a tecnologia "acedilhou" o teclado e os endereços com.br podem usar cedilhas, til, circunflexos e agudos. Quase que mudaram o nome da cidade. É como se tivessem de matar a vaca para livrá-la de um carrapato.

E o turismólogo?
Por que não se regulariza a profissão desses cientistas do turismo? Turismo é técnica ou ciência? Como parece com jornalismo! Voltarei com dados sobre como o Brasil vende o Brasil. É demais!


Notas do Turismo # 31 Níveis do turismo
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notasdoturismo at 04:14PM (ART) on May 13, 2005 Permanent Link Cosmos


Eu já falei neste blog sobre os níveis da ecologia, níveis de Brasil que vendemos e agora, vem os Níveis do Turismo. A tendênica de ver as coisas em níves vem de longa data. A Pirâmide das Necessidades Humanas de Abraham Maslow, foi uma das primeiras idéias deste tipo. E pegou!
Os níveis do turismo que trato aqui se baseiam nos níves corporativos de Richard Barrett autor do livro "Liberating the Corporate Soul". Aqui estão os níveis de turismo e falamos do turismo como empresa ou negócio. Não do turismo para o turista. Ou seja, a sua empresa de turismo, a política de turismo do País ou da cidade está em um desses níveis. A maioria está nos níveis um e dois e aí morre o assunto.

1. Sobrevivência
2. Relacionamento
3. Auto-estima
4. Transformação
5. Organizacional
6. Comunitário
7. Sociedade Global

Basta dizer que no Nível Um a organização, empresa ou órgão de turismo está totalmente voltada para o lucro. Para a sobrevivência pessoal ou de uma classe. A gerência é autocrática, insensível, funciona pela cultura do medo. A palavra-chave desta espécie entidade é o controle. Uma necessidade quase anal representada pela fixação freudiana no controle do esfíncter.
Uma vez, a empresa resolva ou realize o Nível Um, deveria continuar o caminho. A maioria fica estagnada. Você já notou que tudo está assim?
Por hoje é só! Volto amanhã. Amanhã cedinho, estarei fazendo uma palestra para uma ONG que quer saber mais sobre esta história de níveis. Tem gente se ligando!

NT 26 Topofilia


Notas do Turismo # 26 Topofilia

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notasdoturismo at 12:25AM (ART) on May 5, 2005 Permanent Link Cosmos


Aqui já falamos de tudo: os cinco níveis de ecologia, ecologia profunda, ecofilosofia, textos turísticos e Mercosul. Hoje vamos abordar duas palavras. Uma é topofilia. A outra é topofobia.

Topofilia significa, ao pé da letra, “amor pelo lugar”. E trata do estudo da percepção ambiental e seus valores. Segundo Yi-Fu Tuan, professor de Geografia da Universidade de Wisconsin e autor do livro “Topofilia e Meio Ambiente”, da editora Difel (no Brasil), “a palavra é um neologismo, que inclui todos os laços afetivos do ser humano com o meio natural”. Eu vejo a possibilidade de aplicar a topofilia ao turismo em áreas naturais.

Interessante. A palavra topofilia é um neologismo. Mas o oposto dela, topofobia está no dicionário há tempo. Ao passo que a primeira significa “amor ao lugar”, a segunda significa “terror ao lugar”. Na nossa civilização o negativo e o pejorativo chegam primeiro. É fácil promover a topofobia. Difícil é promover a topofilia.

Detalhe: entre os dias 1 e 3 de junho haverá um
Simpósio Internacional muito diferente no Beijing Friendship Hotel, em Beijing, China. Assunto: “Topofilia e Topofobia - Reflexões sobre o habitat humano”. Os organizadores afirmam que esta é a discussão mais importante do Planeta, desde o final do milênio passado.

Para complicar: não se pode falar de “topo” (lugar) sem falar de “tipo”. De “topo” vem a palavra “tópico”. De “tipo” vem a palavra “típico”. Palavras pouco conhecidas. O que quer dizer um folheto quando diz que o urubu (ou o tuiuiú) é um pássaro típico? O que é típico? Para complicar, é normal, em Foz, afirmar que a cidade é “atípica”. Que é isso?

Ora uma cidade atípica seria uma cidade sem características próprias. Existe cidade sem característica? Atípica em relação a quem? Uma cidade atípica, poderia ser atópica? Poderia o atópico ser um “não lugar”? Umas das idéias do “não lugar” foi descrita nas Notas do Turismo número 16 e se refere a lugares “tipo” o MacDonald’s. Todos iguais. Quem poderia estar tentando fazer da região um lugar atópico, atípico e topofóbico?

Como vamos vender um lugar atípico e atópico sem nos rendermos a topofobia que atacou o mundo depois de 11 de setembro?

Hoje dia 5 é um dia especial. É um dia em que as comunidades esotéricas do Planeta acreditam que será aberto um portal estelar. É uma espécie de “viagem” de grupos esotéricos e místicos. Já há agências de viagens no Brasil oferecendo "esoturismo". Mais informações sobre isso no site
www.projetoreligariguacu.blogspot.com. Lá há links poliglotas que dão o recado. Uma frase do professor Yi-Fu Tuan: é necessário um novo William James para investigar as experiências místicas ligadas à topofilia e os belos lugares. William James escreveu em 1912 o livro “As variedades de Experiências Religiosas” até hoje, livro de cabeceira de psicólogos que estudam o assunto.

Mercosul e Turismo

Notas do Turismo # 25 Mercosul
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notasdoturismo at 01:38AM (ART) on May 3, 2005 Permanent Link Cosmos

Mercosul e turismo
Oi tudo bem? E o Mercosul como está? Para esta pergunta a resposta é fácil: “Bela integração, essa do Mercosul! Não vejo nada. O Mercosul não funciona”. Mas é mesmo? Vamos ver alguns fatos. Apresentarei alguns links especialmente sobre aquela convergência entre Mercosul e Turismo.

A Secretaria Administrativa do Mercosul (
SAM) está funcionando. A SAM está localizada em Montevidéu, no Uruguai e ocupa um edifício especialmente cedido pelo governo da República Oriental do Uruguai. O edifício era o antigo Hotel Teatro Casino del Parque Urbano. A SAM, na prática, não faz de Montevidéu a capital do Mercosul. Mas está perto.

Pelo que vi, Foz do Iguaçu já pode ter perdido a oportunidade de ser a sede do Parlamento do Mercosul. E isso por falta de luta. Há várias propostas da cidade, de que a sede do Parlamento do Mercosul fosse no Espaço das Américas. Lembra? Pelo que vi a Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul já está com um pé em Montevidéu, por meio da Secretaria Permanente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. A Secretaria Permanente já está dando como endereço oficial a rua Dr. Luis Piera 1992 1º Of. 19, em Montevidéu também na ROU – República Oriental do Uruguai, junto com a SAM.

O Mercosul tem
bandeira e já tem crianças de escolas de todo o bloco participando em cerimônias de hasteamento da bandeira do Mercosul. Na sede da Secretaria Administrativa do Mercosul, crianças de escolas uruguaias, argentinas e paraguaias plantaram, na celebração dos 11 anos do Mercosul, as árvores oficiais do Mercosul, no pátio da SAM.

Foram plantadas assim: a árvore e flor oficial da Argentina e do Uruguai: a “ceiba” que para nós é o mulungu. A Árvore oficial do Brasil: Ipê amarelo. E a árvore oficial do Paraguai, o lapacho rosado que em português é o ipê roxo. A mesma árvore oficial de Foz do Iguaçu.

A SAM guarda todos os documentos oficiais do Mercosul / Mercosur. O Mercosul, na área do turismo, tem um órgão chamado RET ou Reunião Especializada em turismo. Atenção! RET não é um evento. É uma instituição. É bom saber o que ela propõe. Infelizmente está paralisada. O governo do presidente Lula ainda não conseguiu fazer funcionar a RET. Um dos motivos é que o País anda descobrindo a roda, no que se refere ao turismo.

A RET criou os
produtos integrados do Mercosul. São: o Mundo Gaúcho. Mundo Jesuíta. Pólo Internacional Iguazú / Iguaçu. Por que não saiu do papel ainda? Um dos motivos é que as autoridades nacionais, estaduais, provinciais, departamentais e partidárias não sabem trabalhar ainda com uma política “comunitária” – onde comunidade aqui quer dizer o Mercosul, uma comunidade supranacional. Prova disso é o fiasco que foi a reunião dos senadores brasileiros e paraguaios para salvar a região.
Resultado: Foz do Iguaçu e região exige mais ritmo na defesa e conquista de seus direitos. A região tem uma antiga tradição de perda. Lembrem-se que quando Getúlio Vargas criou o Território do Iguaçu, a população de Foz foi às ruas a comemorar. A lei dizia que a capital do território seria a cidade do mesmo nome. No final sabe onde a capital ficou? Em Laranjeiras!

NT 21 - 24



Notas do Turismo # 21 Cúpula Arabe
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notasdoturismo at 01:44AM (ART) on April 26, 2005 Permanent Link Cosmos

Brasília vai ferver de gente nos dias 10 e 11 de maio. Nos dois dias vai acontecer a Reunião de
Cúpula América do Sul – Países Árabes. É um evento especial. Por iniciativa do Brasil e Mercosul, Brasília será um local de encontro de todos os países sul-americanos com os países árabes. Assim nesta Cúpula bem democrática participarão grandes e pequenos. Veja os países que vão estar no Hotel Blue Tree Alvorada:

Argentina, Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Bolivia, Chile, Catar, Colômbia, Comores, Djibouti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Guiana, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Mauritânia, Marrocos, Omã, Palestina, Paraguai, Peru, República Árabe Síria, Somália, Sudão, Suriname, Tunísia, Uruguai, Venezuela.

O Brasil trouxe consultores especiais para treinar os hotéis que vão receber as autoridades. O site da embratur anuncia, para dezembro, a operação de um vôo diário da
Emirates Airlines, entre São Paulo e Dubai. Será o primeiro vôo da empresa para a América do Sul.

Já que estamos falando em abertura para o Mundo Árabe, devo lembrar que a feira de turismo do Mundo Árabe, (a Abav árabe) vai acontecer entre os dias 3 e 6 de maio no Dubai World Trade Center. Já que a América do Sul está construindo uma união estratégica com os países árabes / islâmicos, é bom que anotemos o nome desta feira:
Arabian Travel Market. Já vejo o Brasil ou a América do Sul correndo para preparar material, em árabe, para promover um dos últimos continentes a não ter bomba atômica.

Esta idéia de promover um encontro entre o continente sul-americano e o mundo árabe é muito bonita. Primeiro, a diplomacia do Brasil, como sendo o maior país da América do Sul não capitalizou este evento só para o País da
Ararajuba(Brasil). Em vez disso, incluiu não só países sul-americanos latinos e predominantes mas também os não-latinos, esquecidos como a Guiana e o Suriname. Dos países sul-americanos, o que não é ligado ao Brasil pelo Mercosul, é ligado pelo Pacto Amazônico Já leu o Acordo Amazônico?

O que são os países como Guiana e Suriname? São sul-americanos ou caribenhos? Pelas línguas (inglês, holandês), se sentem caribenhos. Mas há umas conexões muito particulares com o Brasil. Brasil para a Guiana se chama Boa Vista. E Brasil para o Suriname é Belém. Você sabia que Belém (Pará) para o Suriname é Caribe? Pois é. A
Surinam Airways – linha aérea do Suriname oferece um Caribbean Airpass (Passe aéreo caribenho) aos passageiros que embarcam em Amsterdã com destino a Paramaribo. Belém, capital do Pará está na região dois, do Air Pass junto com Porto Espanha, Trinidad / Tobago. Quer dizer o passageiro pode visitar Trinidad ou Brasil (Belém) pagando somente 155 Euros, a mais.


Notas do Turismo # 22 Cinco Níveis de Ecologia
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notasdoturismo at 01:46PM (ART) on April 27, 2005 Permanent Link Cosmos


Vou dedicar esta e as próximas Notas do Turismo para tratar de ecologia. Há muita confusão, usurpação, enganação e injustiça acontecendo por aí em nome da “ecologia”. Minhas palavras estão inspiradas no trabalho do filósofo norueguês Arne Naess (mas não o compromete), formulador da teoria conhecida como “
ecologia profunda”. A fonte direta, que me alertou para a questão é um Manual de Redação para a Revista australiana “Trumpeter”. O manual dita regras para possíveis candidatos a escrever sobre ecologia na revista.

Minha pergunta geral aqui e agora é: quando falamos de ecologia, estamos falando da mesma coisa? Vou apresentar aqui cinco plataformas ou níveis diferentes de ecologia. (1) Científico. (2) Filosófico. (3) Ativista. (4) Formulador de Políticas. (5) Executor de Política. (A categoria, número um, a científica é um acréscimo meu).

(1) É ecólogo aquela pessoa que tem um diploma universitário em ecologia dado por uma faculdade. O conceito foi definido por Ernest Haeckel em 1870. Ecologia é uma ciência. (2) A ecofilosofia ou ecosofia é a ecologia como filosofia de vida e ligada à ecologia profunda, e a uma maneira de ver a vida e o mundo. O filósofo Naess está nesta categoria.

A categoria (3) é a ecologia de princípios e plataformas e está ligada ao ativismo que é o que as pessoas entendem por “ecologista”, onde se encontram o Greenpeace, ONGs, e muitos indivíduos. São pessoas que lutam direta e apaixonadamente pela preservação de alguma coisa a partir de uma plataforma que pode ser política, religiosa, cultural, de consciência ou sabe lá Deus por quê.

A próxima categoria (4) é a das pessoas ou órgãos que tem como missão a formulação de políticas concernente as relações da sociedade com o meio onde vive: aí entram desde as comissões parlamentares, às casas Legislativas, especialistas, e todos aqueles envolvidos com consulta para a formulação dessas regras.

Por fim vem os (5) órgãos que executam, fiscalizam, multam, liberam ou controlam. Aí estão o IAP, o Ibama, a Polícia Florestal seguindo a uma hierarquia que todos conhecem. Há uma tendência de só enxergar esta categoria como sendo “a ecologia” e isso é ruim.

Resumindo: a categoria 5 faz valer as leis e regulamentos criados pela categoria 4, sob pressão da categoria 3, inspiradas no pensamento da categoria 2, que para isso foi alertada pela categoria 1. Este é um modelo simples demais. É só para ajudar a entender. Não é uma verdade absoluta revelada por Nossa Senhora.

O problema é que hoje em dia, tudo isso está embolado. E o resultado é uma grande confusão, ingerência, usurpação onde a comunidade só tem acesso ou só tem notícia das categorias quatro ou cinco. Graças a isso, as pessoas vêem a Policia Florestal como “ecologista” ou Ibama como filósofo, funcionários do Ibama como consultores, consultores como executores, consultores como empreendedores, empreendedores como ecologistas, e a imprensa como leva-e-traz, divulgadora e perpetuadora desta confusão.

Quem paga o preço é a comunidade quer local ou planetária. Exemplo: a aprovação de uma Lei de Biosegurança que não assegura a saúde do povo, uma CTNBio que não garante a segurança da biosfera, Parque Nacional como o do Iguaçu com seu Plano de Revitalização neo-liberal que se confunde com o Plano de Manejo e, finalmente, um Parque que não conhece a filosofia de sua fundação, que não sabe o que são e muito menos identificar quais são os valores excepcionais, intrínsecos, estéticos e naturais, conceitos que levam à filosofia, desse parque.

Conclusão por hoje: o ecólogo pode não saber nada da axiologia do seu alvo de estudo; o ativista pode não saber porque defende o mico muriquí além de poder ser só uma peça de manobra; o legislador legisla por legislar; os órgãos vão cumprir as ordens por dever e os policiais vão prender por prender. E o filósofo? Esse, morreu de fome ou se extinguiu antes do mico muriquí, cujo valor intrínseco ele quis destacar. Amanhã, voltamos. Opine sobre esta matéria!
Notas do Turismo # 24 Identidade Fronteiriça

by notasdoturismo at 06:29PM (ART) on April 30, 2005 Permanent Link Cosmos
Quem diria? O CEAEC – Centro de Altos Estudos da Consciência está fazendo 10 anos. Me lembro do dia em que fui ao terreno para ver o lançamento da Pedra Fundamental. Há 10 anos. Deste então, o CEAEC se fez uma realidade. Não só em prédios mas em propostas. O CEAEC melhorou a qualidade do software humano em Foz do Iguaçu. Seria impossível pensar em Cursos Universitários, na cidade, sem este centro tão importante.

Para celebrar os 10 anos do Centro de Altos Estudos da Consciência, se anunciou, há pouco, a 1a Feira Internacional do Livro em Foz do Iguaçu. A feira acontecerá em julho, na Praça Bartolomeu Mitre, também conhecida como Praça das Nações. Em Foz. Haverá também Festival de Cinema e outras atividades. Embora já tenhamos tido várias mini, ou micro feiras de livros na city, esperemos que esta aponte para uma coisa chamada “feira” e que logo comemoremos a 15a Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. Oxalá!

Na mesma noite se anunciou também o 2º Festival Internacional de Cultura das Três Fronteiras. O diretor-presidente da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, Marcelino de Freitas estava lá. O secretário de Assuntos Internacionais, Sérgio Lobato também. Havia outros secretários e autoridades.

Por falar em Sérgio Lobato me lembrei do Mercosul. Sérgio Lobato está trabalhando para a adoção de uma Carteira de Identidade fronteiriça, citada em jornais locais como iniciativa da administração. Ótimo! Só espero que não estejamos tentando inventar uma nova roda. Na semana passada falei da roda que a Embratur e a República Mandarim acabaram de criar. Chama-se
Comissão de Seleção Público Privada para a Escolha de Agências de Turismo que vão atuar na recepção de turistas chineses. É algo assim. É uma roda bem quadrada!.


No tocante à carteirinha lembro que a
Decisão 14 / 00 do Conselho do Mercado Comum (CMC), o documento que trata do “trânsito vicinal fonteiriço - TVF”, já criou a tal carteira. Os leitores que verificarem o link acima, poderão rolar a página até embaixo, e verão fotocópias do modelo de carteira.

Mas isso não é tudo. Eu e mais duas mil pessoas de mais de 60 nacionalidades já temos a “Carteira Vicinal Fronteiriça” do Mercosul (veja a minha carteira, ao lado. Clique na foto). A foto não está boa. Saiu escura, viu? A carteira foi válida somente entre os dias 27 de setembro e 3 de outubro. Neste período foi realizado o 27o Latin America Travel Mart em Foz do Iguaçu / Pólo Iguassu. Em comum acordo com o Brasil, a Argentina confeccionou as carteiras que foram entregues aos congressistas que deveriam participar dos eventos do Travel Mart no lado argentino desta fronteira inventora de rodas.

Eu pessoalmente disse a cada congressista de todos os continentes que guardassem a “carteirinha” por ser histórica. O modelo será usado em todos as fronteiras do Mercosul. Notem a ordem das bandeiras: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile. Já está faltando as bandeiras do Peru e Venezuela. A ordem das bandeiras, na carteira, indica que país forneceu a carteira. A bandeira colocada em segundo lugar, indica que país faz fronteira imediata com o país expedidor. Na foto podemos ver este arranjo onde aparecem as bandeiras da Argentina (expedidor), Brasil e Paraguai. A posição da bandeiras e seus tamanhos levam informações ao policial ou agente migratório. Este assunto, foi noticia nacional durante o Travel Mart. Mas a memória é curta.

Parte da pressão fisco-policial na fronteira, antecede à liberação da carteirinha que deverá acontecer, no máximo, até 2007. Se o secretário Sérgio Lobato conseguir antecipar a adoção da dita carteirinha, a Prefeitura de Foz do Iguaçu terá feito a sua parte. Terá contribuído para a implementação do Pólo Internacional Turístico do Iguaçu, autorizado, há longa data, pela
Decisão 41/97. Por que não foi implementado ainda?

Para esfriar a cabeça, apresento o site do
Google em guarani. Eu procurei a palavra-conceito Y-Guaçu. O que encontrei? Não fiquem com raiva de mim. Minha missão é esclarecer e colocar os pingos nos i's. Quando eu sei. Ecologia, Turismo, Mercosul anda bem enrolado neste país. Vamos esclarecer. Já volto!

Notas 16-20


Notas do Turismo # 16
by notasdoturismo at 12:07PM (ART) on April 15, 2005 Permanent Link Cosmos
As Notas de hoje são dedicadas ao professor Eduardo Frigoletto de Menezes, residente em Maceió cujo texto transcrevo. O tema não-lugar me foi trazido à atenção pelo professor Luiz Antônio Rolim de Moura, daqui de Foz do Iguaçu. Adorei tudo isso por que esta é minha preocupação. O texto de Frigoletto:

O desafio de evitarmos o "Não Lugar" e o "Turismo Virtual"
"Imaginemos a seguinte cena: um turista se preparando para realizar uma viagem a um outro país, carregando consigo seus sonhos, ansioso por conhecer diferentes costumes, línguas, paisagens etc, após ter se planejado durante todo um ano.
Ao chegar no tal país, ele verifica que o Resort em que se hospedou é semelhante ao que existe no seu país de origem, com a mesma arquitetura e a mesma organização interna, os funcionários trajando a mesma farda padrão do grupo hoteleiro que é mundial.
Dirige-se ao seu quarto, liga a televisão e, surpresa! os canais são os mesmos da TV a cabo que está tão acostumado a ver todos os dias em seu país.
Resolve então, dirigir-se ao restaurante do referido Resort e constata que os pratos oferecidos no cardápio não são os típicos do país que está visitando, ou pior ainda, aqueles tão surrados "Mac alguma coisa".
Decepcionado com tudo o que viu até agora, resolve dar uma "voltinha" pelas ruas do tal país. Ao olhar para os carros assusta-se: são todos exatamente iguais aos do seu país; as mesmas marcas, modelos, cores e tudo mais.
As pessoas vestem as mesmas marcas e os mesmas modas. As ruas são igualmente insanas (barulhentas, cheias de gente passando apressadamente, carros businando, lixo pelo chão etc).
De sorte, as paisagens naturais ainda guardam alguma coisa de natural como a cor do mar e os coqueiros.
Que terror!
A pequena história acima é só para ilustrar a difícil missão que é a realização do Turismo sem deixar que o Lugar perca seu diferencial, sua personalidade, o "diferente".
Na realidade, o país hipotético da história é um "Não-Lugar" pois em momento algum tem personalidade própria, ao contrário, nega as características do próprio lugar.
Visitando-se um país desses, estaríamos praticando "Turismo-Virtual" pois se tivéssemos ficado em nosso próprio país, veríamos exatamente as mesmas coisas. Para que gastar tempo e dinheiro então?
Esse é o grande desafio, praticar a atividade Turística sem deixar que o Capitalismo através da Globalização destrua a personalidade do Lugar, consultando as comunidades nativas sobre suas expectativas, melhorando a distribuição de sua renda, enfim, praticando Desenvolvimento Sustentável".
Conclusão
Enquanto isso Puerto Iguazú anuncia que dois grupos chineses querem construir dois hotéis na cidade. E o Governo do Paraná parece que está trazendo outros grupos chineses para investir em hotéis em Foz. O não-lugar chegou?

Notas do Turismo # 17
by notasdoturismo at 02:05AM (ART) on April 19, 2005 Permanent Link Cosmos
Salam! Paz! Py’aguapy! Heiwa! Pace!
Catadupos e catadupas: espero que vocês já tenham descoberto o que significa catadupo e catadupa. Catadupas é o mesmo que Cataratas. Os habitantes de uma área dominada por umas catadupas são chamados de catadupos ou catadupas. Assim quando digo catadupas e catadupos quero dizer simplesmente “iguaçuenses”, “iguazuenses”, “yguazuenses” ou “iguassuans”.
Parabéns Douglas
Douglas Dias, o nosso colunista social, “furou” todo mundo na edição do dia 18 na Gazeta do Iguaçu, e deu uma notinha intitulada “Tudo Zen no Bourbon”. Adorei. Segundo a nota, budistas de todo o mundo estarão lá para participar do Festival da Iluminação do Buda e fala também de um WESAK dos mais significativos do Planeta. Obrigado Douglas pela parte que a mim e às Cataratas nos tocam.
Decifrando - O que vai acontecer no Bourbon Cataratas Resort & Convention Center entre 21 e 24 deste mês, quer dizer a partir de depois de amanhã, é uma Convenção Mundial de Cura Prânica que incluirá um WESAK. Os curadores prânicos não precisam ser budistas. Quem organiza o evento é uma organização não-sectária fundada e dirigida pelo Grande-Mestre Choa Kok Sui e que promete reunir curadores prânicos de várias partes do mundo. Que é prânico? Prânico vem de prana. E prana significa “energia sutil”. É a energia vital. Nós respiramos tanto ar como prana – este é um entendimento de origem védica, hindu, adotado pelos budistas e outras centenas de povos e movimentos. Pela energia prana se pode causar o equilíbrio, a harmonização dos processos de energia do corpo. Entendeu?
E por que Iguaçu? - Por que as Cataratas do Iguaçu, são uma fonte de Prana, de energia vital. É disto que trato no livro “ A Y-Guaçu Secreta”. Esta energia tem vários nomes. Reiki é um deles. Um outro nome, segundo muinha interpretação da tradição guarani é Neblina Criativa / Curativa. Mas a partir daqui o lugar ideal para esta discussão é o meu outro blog (http://www.projetoreligariguacu.blogspot.com), onde coloco um trecho que falo desta energia e sua visão catadupa dela, e onde se discute as Cataratas Sagradas.
Que é Wesak - Como o Douglas disse o Wesak é um festival onde celebra o Buda. Não somente a iluminação d'Ele mas a iluminação em si. De que nos interessa a iluminação d'Ele? Se ele só nos deixou o convite para que cada um encontrasse sua própria iluminação. Sempre gosto de lembrar em meus eventos, que Buda nunca pediu a ninguém que fosse budista assim como Cristo nunca pediu que fôssemos cristãos. O primeiro nos incentivou a sermos búdicos em nossas vidas. O segundo, Cristo, nos ensinou a ser crísticos. Ao pé da letra o Wesak é a celebração da “Lua Cheia de Buda”. Isso é muito profundo. Para quem quiser sabre um pouco mais, ofereço aqui um link para o texto do grupo brasileiro Caminhos de Luz que explica sobre a origem budista do Wesak, o que é e que se busca. Nesta mesma data há vários Wesaks acontecendo no mundo: não só no Tibete ou Índia. Mas em Machu Picchu. Lago Titicaca. Monte Shasta. Na Itália, na Alemanha e, por iniciativa de gente de fora, também em Y-Guaçu.
A Convenção Internacional de Cura Prânica começa hoje no Hotel Bourbon. Ontem à tarde, funcionários do hotel e da STTC Turismo estavam preparando as salas onde acontece o evento.
Um funcionário do hotel, responsável pelas refeições, disse ontem que este é "o evento" para ele. O funcionário comentava entre os co-trabalhadores que este evento não tinha o estress, a loucura e o sufoco de outros eventos. Se destaca pelo profissionalismo sem ansiedade.
Na foto, aparece o Mestre Choa kok Sui, em uma montagem que o mostra em frente as Cataratas do Iguaçu. Este é o cartaz usado para a divulgação do evento.
As notas do Turismo se interessam por esta convenção por ser um evento que aponta a tendência ou vocação da regiâo no tocante às suas energias prânicas e cósmicas.
Mas o que a cidade está fazendo para dizer exatamente quais são os valores intrínsecos, excepcionais e universais das Cataratas do Iguaçu? Não basta que os iguaçuenses fiquem sentados olhando o mundo passar, organizando ótimos eventos, fornecendo transporte e leitos para os outros. A cidade tem que participar.
Os participantes da Convenção Internacional de Cura Prânica, não sabem, que as Cataratas do Iguaçu é um Lugar Sagrado para os Guaranis. E não sabem que o Canto Sagrado Guarani fala de uma coisa chamada "Neblina Criativa" que é um conceito mbyá-guarani equivalente ao conceito hindu do Prana.
As Notas do Turismo se alegram com evento e dão as boas vindas a todos os curadores prânicos, reikianos, e praticantes de todas as modalidades de cura energética presentes na Terra da Neblina Criativa - ou será Neblina Curativa. É sobre isso que trata o livro A Y-Guaçu Secreta e seu blog oficial.
Notas do Turismo # 19
by notasdoturismo at 04:29PM (ART) on April 22, 2005 Permanent Link Cosmos
Foz do Iguaçu está recebendo, hoje, cerca de 400 pessoas que participam em uma Conferência Internacional de Cura Prânica. Mais detalhes sobre a conferência estão nas Notas de Turismo # 18 ou Notas Especiais. Bem, caiu do céu este evento. É uma confirmação de que as Cataratas do Iguaçu são um Lugar Sagrado e que Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú são cidades especiais por serem "protetoras" ( ? ) das Cataratas.
Em uma nota que chegou à minha atenção, um dos organizadores do evento, disse que Foz foi escolhida por causa das energias das Cataratas. Disse também que outro motivo foi que o mestre Choa Kok Sui viu que a Argentina, Brasil e Paraguai necessitam de uma infusão de energia de prosperidade. Hoje, as três cidades estão respirando uma energia de pobreza. De escassez. Quer dizer, agora algumas pessoas estão começando a ver que a sociedade humana produziu um ambiente de pobreza onde a Natureza programara uma ambiente de prosperidade. (Atenção prosperidade aqui não quer dizer bom carro, mansão, grana no banco. Tente entender este conceito)
As pessoas que trabalham com energia são muito sensíveis a esta história de escassez. Especialmente quando lembramos que escassez é uma criação humana e um conceito econômico. Esta espécie de eventos místicos trazem consigo a melhora das energias. Vamos apostar!
Já estou sabendo que em maio, Joseph-Mark Cohen, mestre alquimista e especialista em cabala estará em Foz do Iguaçu para um jornada de co-criação. Além de Foz do Iguaçu (leia-se Cataratas), o grupo de Cohen visitará outros lugares no Brasil Central e também Florianópolis, Santa Catarina onde há vários grupos ligados à espiritualidade. Uma coisa que me parece interessante é que em todos os lugares visitados no Brasil, o grupo permanecerá três dias. Em Foz do Iguaçu, na Terra da Neblina Criativa, o grupo ficará sete dias. Nâo é uma permanência invejável?
O meu Departamento de Inteligência Tática ainda não descubriu em que hotel o grupo vai ficar. Nem que agência vai recebê-lo. Seja lá qual for, o grupo, da parte iguaçuense, receberá ótimo serviço, mas que não passará do tradicional, feijão com arroz, infelizmente. Está na hora de criar.
Contudo, há alguns meses, detectei as propostas do grupo na internet e entrei em contato com Cohen. Ofereci e ele aceitou, parte de meu material de divulgação que tenho preparado para isso em inglês. Assim o grupo vem sabendo muito sobre as Cataratas Secretas.
Em síntese eu pedi ao organizador que tivesse a consciência de que as Cataratas do Iguaçu são um Lugar Sagrado para um povo específico, e que eu teria algumas sugestões de atividades para o grupo - que estivesse mais em sintonia com as Cataratas. Joseph-Mark Cohen aceitou e colocou a informação no ar. Finalmente me convidou para falar ao grupo sobre Nhamandú Guaçu, Mano'í, os Pindós sagrados, o beija-flor sagrado, os paraísos de Nhamandú e a Neblina. Coisas que gostaria de falar em Foz do Iguaçu também. Ou é só para gringo?
Para mim é muito importante que os iguaçuenses saibam o que está rolando. Um dos maiores eventos para as comunidades esotéricas no mundo hoje é esta lua cheia que está sobre nossas cabeças. Vá lá fora, hoje à noite e veja que lua. O que acontece é que além de ser uma lua de touro, no dia 24, domingo, haverá um eclipse lunar penumbral ligado a escorpião. Não sou astrólogo por isso não posso explicar melhor.
O importante é que por toda parte as pessoas estarão oferecendo uma meditação pela paz no Mundo. E não é só pela Paz como ausência de guerra. Vamos fazer um pedido pela Paz na Terra das Muitas Águas e pela prosperidade especialmente agora que a região enfrenta tempos difíceis graças à essa cirurgia fisco-legal que estamos enfrentando. Mas não se choquem, a cirurgia é boa. E a terra das Cataratas é indestrutível. Só falta o povo da terrinha retificar seus caminhos, e "validar" a sacralidade da terra.
Bom Wesak. Boa Lua Cheia de Buda. Bom Eclipse de escorpião para todos. A nova era chegou, viu Bush?!


Notas de Turismo # 20 Brasil e China Unidos na Bobeira
by notasdoturismo at 11:01PM (ART) on April 23, 2005 Permanent Link Cosmos


Brasil e China Unidos na bobeira

A Embratur, o Governo do Brasil e até o Paraná estão encantados com a China. Mas cuidado! Há pepinos no caminho e eu vou descascar um para você! Posso?

Senhoras e senhores: o turismo realmente é uma maravilha. Especialmente porque esta é a área da economia onde mais se inventa rodas. Uma roda que acaba de ser inventada pode ser encontrada no site da Embratur. É um anúncio de uma "Comissão de Seleção Pública Privada" para “escolher” as agências de turismo brasileiras que vão atuar na “recepção” de grupos de turistas chineses. Havia um prazo entre 11 de abril e 11 de maio de 2005 que foi prorrogado para 25 de maio com prazo para que o resultado saia em 25 de junho. Quer conferir? Então clique aqui e aqui. Clicou?

Esta é a maior mancada que já vi na vida e é tipicamente sino-brasileira. O que significa exatamente isso? Existe uma concorrência público-privada para receber grupos de turistas” alemães? Ou ingleses? Ou australianos? Ou japoneses? Ou coreanos?

Confira os documentos para que uma agência se qualifica para a armação sino-brasileira e seja aceita pelo, o que me cheira a, imperialismo chinês:
* ... prova de regularidade relativa à Seguridade Social: Certidão Negativa de Débito – CND, emitida pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS;...prova de regularidade relativa ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Certidão de Regularidade de Fornecedor – CRF, emitida pela Caixa Econômica Federal;
*... documento com registro em cartório de compromisso de que, uma vez designado, o operador se comprometerá a, no prazo de 60 (sessenta) dias corridos, contratar legalmente um funcionário que domine, fale, compreenda, leia e escreva fluentemente - o idioma mandarim;
*... serão aceitos documentos que demonstrem os esforços individuais da empresa de possuir pelo menos 20% (vinte por cento) de sua receita total originada pelo turismo receptivo internacional, como balanço patrimonial, contratos com empresas estrangeiras ou documentos legais que comprove a realização de transações financeiras em moeda estrangeira
Assim não dá

Eu preferiria ficar escrvenedo sobre meus assuntos místicos. Mas assim não dá. Não posso me omitir e deixar de destacar alguns pontos falhos.

Falha I

Imagine a Cassino Turismo, a STTC, a Gatti Turismo ou a Naipi Travel, a Martin Travel ou uma agência de turismo receptivo em MIranda, (MS) correndo para o Cartório para assinar um termo de responsabilidade de que em 60 dias, contratará legalmente um funcionário que domine, fale, compreenda, leia e escreva fluentemente o idioma mandarim?

Manda o quê?

O que é idioma mandarim? Se eu me lembro dos meus tempos em que lia as obras do grande líder chinês Mao Tse Tung (ou Mao Zedong) o termo “mandarim” era proibido na China. Mandarim era um termo usado pelos "porcos capitalistas" contra os chineses que era uma sociedade sem classes. Mandarim era um termo classista. Agora quem me explica o uso do termo “mandarim” neste documento? É um furo da Embratur ou os chineses mudaram? Bastava dizer alguém que fale, leia e escreva chinês – quando chinês aqui se refere ao “Guohuà” ou lingua nacional.

Domínio

Precisavam exagerar? Quem domina compreende. Entende. Fala. Lê. Escreve. Vejo aqui que quem escreveu isso não tem conhecimentos de lingüística. Depois onde vamos encontrar tal funcionário? Quantos anos de estudo de chinês são necessários para ler o “Guohuà” ou "Zhongwen". Para ler um jornal com noticias comuns são necessários saber 5 mil caracteres! Quer ver como funciona? Então clique aqui e divirta-se! Passe o "mouse" sobre cada caractere. Boa diversão!

Carteira assinada?

Vejamos o lado trabalhista. Quantos guias de turismo hoje são contratados legalmente? Isto é com carteira assinada? Com Fundo de Garantia? Aposentadoria? Salário fixo? Foi preciso a intervenção da China para solucionar o problema trabalhista ou a relação de trabalho dos guias brasileiros?

Mais
Outra pergunta. Por que uma agência de turismo receptivo precisa ter registro na IATA? Receptivo precisa vender passagem aérea? Se assim o fizesse não seria emissivo? A Embratur não sabe disso? Estou com vergonha da Embratur! Que saudade do Caio!
FinalFoz do Iguaçu já está atendendo grupos chineses da RPC. E isso sem a praga da intervenção da política burocrato-demagógico de Brasília ou Beijing. Em Foz, vários iguaçuenses de origem chinesa já estão trabalhando de guia para nossos visitantes chineses e já sei que está rolando curso de chinês para os guias interessados. Quem vai dizer isso a Embratur? Vou parar poraqui porque o eclipse de escorpião vai começar!

NT 15 Fim 1ª Entrega


Morabeza!

Que maravilha e beleza. As Notas de Turismo estão recebendo um apoio que eu não esperava. Agradeço ao empresário, amigo e ex-vereador em Foz do Iguaçu Mohamad Barakat pelos seus comentários dando forças a minha tentativa. O professor Antonio Rolim de Moura também elogiou o trabalho e sugeriu temas. O colega Jean Jefferson da Cataratas do Iguaçu SA também deu encorajamento. Os grandes sites TudoFoz.com e H2Foz.com entraram a fazer o que o jornalismo americano chama de “syndication” quer dizer, republicam as notas. O colega Douglas Dias deu um toque na coluna dele, n’A Gazeta do Iguaçu. Obrigado. E a todos aqueles que estão lendo, acompanhando, obrigado e participem. A proposta é fazer um bom trabalho, aproveitar as novas mídias. Não se omitam. Foz sofre muito por causa de nossas omissões.

Bairrização -
Sugeri nas Notas do Turismo # 06 a idéia de “bairrização” do turismo em Foz e para o Brasil inteiro. Na proposta Foz seria dividida em quatro regiões mais o centro. Modelo 4+1. Região 1: Cataratas, BR 264, Remanso, área rural. Região 2 Grande Porto Meira. Região 3 Grande Três Lagoas e São Francisco. Região 4 Vilas de Itaipu com Jardim Jupira e o lado de lá da BR. O que cada região tem? Conheça os sites de alguns bairros famosos:
Vila Madalena, , Bixiga , La Boca, Copacabana. O nosso Santa Felicidade infelizmente não tem site. Tipo: santafelicidade.com.br. Se algúem souber me ilumine.

Região Cataratas - Esta região tem: o portão de entrada do PNI, Área de Desenvolvimento (Ad) Centro de Visitantes, Administração do PNI, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu / Cataratas, o Centro Internacional de Convenções de Foz do Iguaçu, a BR 469, boa parte de nossa hotelaria com a Termas Iguaçu, Aquamania, área rural, Parque das Aves, Lojas de Souvenir, restaurantes. Quanto isso representa do PIB de Foz? É bom colocar no papel. É possível que esta informação não exista. Por incompetência? Não! Por falta de uma contabilidade específica. E a contabilidade específica para isso se chama "
Contas Satélites" de Turismo. É sobre isso que a Conferência Mundial da OMT vai tratar em outubro na Terra das Muitas Águas.

Região Porto Grande Porto Meira - O que é que esta região tem? Além de muitos eleitores a grande Porto Meira – que inclui os bairros Profilurb, Jardim das Flores, Avenida Morenitas tem: o Marco das Três Fronteiras. O Espaço das Américas (que custou R$ 4 milhões quando o câmbio estava quase a um por um); a Ponte Argentina-Brasil (O Mercosul manda escrever os nomes dos países em ordem alfabética), o encontro dos rios. A costa dos rios (embora estejamos de costas para ela), os dois rios. Quanto vale isso? Como está sendo utilizado? A gente já fez tudo o que pôde na exploração consciente destes “atrativos”? Me parece que estes atrativos estão abandonados.

Vixe! -
Além dos atrativos explícitos há muito que poderia ser explorado (no bom sentido) para gerar rendas, aumentar o PIB com bem-estar e diminuir a pobreza. Alguns dados: o Porto Meira é o único bairro do Brasil que aparece em mapas internacionais – pelo menos os mapas rodoviários da América do Sul feito na Argentina, Chile, Uruguai (ordem alfabética).

GPM - O Grande Porto Meira (GPM) tem bairros temáticos. Bairros temáticos são importantes. Se não me falha a memória, encontramos no GPM os temas Pedras Preciosas, Peixes e Flores. Lembra? Rua Topázio, Rua Jade, Rua Esmeraldas. Depois há o tema peixes com Rua Dourado, Rua Pacu, Avenida Morenita... E logo em seguida as flores: Rua Orquídea, Rua Petúnias e muitas outras.


Grande Três Lagoas (G3L) e Grande São Francisco (GSF) - Senhoras e senhores, catadupos e catadupas, é fácil demais vender a região da Grande Três Lagoas-São Francisco com Portal da Foz, Avenidas República Argentina e Costa e Silva. Três Lagoas é um bairro charmoso. Quando você chega lá, você sente que não está mais em Foz (Isso é um elogio ou um insulto? Não vou entrar na discussão, hoje, sobre se isso se deve a descaso ou é estratégico). Três Lagoas em si tem identidade própria. É fácil vendê-la. Além de identidade, lá estão os clubes ICLI, Porto Dourado e Oeste Paraná; a Prainha de Três Lagoas, a Base Náutica (Ui Ui Ui) com aquele farol depredado, aquele cheiro de fezes, tudo quebrado, o Lago de Itaipu, a tendência aos esportes radicais ar-água. Lá estão o clube de Ultraleves, a base da impressionante Weekend Fly, navegação à vela e ainda um certo ar rural. Uma área maravilhosa para estar morrendo à mingua!

Por quê? - Por problemas de racismo, classismo, falta de solidariedade, atraso político histórico crônico, essas regiões se identificam com a pobreza, assaltos, favelas. Mas tudo pode ser vendido se for organizado para o benefício da população. Implante um bom modelo de desenvolvimento na favela, e isso será de interesse mundial. Esta região tem algumas áreas temáticas. No Portal há a região temática ligada a ornitologia: Rua Sabiá, Pica-Pau, Rua Papagaio, Sanhaço e outros pássaros. A rua papagaio leva à uma região temática do futebol: Rua Palestra Itália, Manuel Garrincha, Rua Pelé onde se encontra também nomes de estádios e clubes. Ótimo lugar para fabricar e vender bolas, abrir uns museus, além de incentivar a arte e o artesanato. Na região encontramos Hotéis e equipamentos turísticos como o Rafain Palace, Muffato, o Teatro Plaza Foz, a Rodoviária, a animada República Argentina e interessante Costa e Silva com o hotel Falls Galli, motéis (por que não?).

Exemplo -
Bem. Não muito longe de alguns desses hotéis há favelas como é caso do Portal. O que fazer com elas? Desfavelar? Sim. Como? Mandando os pobres para as Cucuias? Não! Cada área temática, aproveitaria o nome para especializar-se em certo artesanato. O artesanato é muito importante. Em 1998 ou 1999 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais patrocinou um congresso internacional de controladores de rotas de satélites. Descobri que no congresso havia vários observadores de pássaros que, normalmente são controladores rotas de satélites e trabalham para a NASA. Além de orienta-los sobre que pássaros ver na região, eu os levei ao Portal da Foz para conhecer o bairro temático dos pássaros. A grande festa foi ver dois pica-paus na Rua Pica-pau, beija-flor na Rua Beija-flor, ver sanhaço na rua Sanhaço e pardais em todas (claro!). Ninguém foi assaltado. Pelo contrário, os moradores do Portal que freqüentam uma padaria na avenida principal, ficaram encantados de ver americanos da Nasa no Portal da Foz. Que chique! O pessoal da Nasa ficou lisonjeado com a visita.

Feirinha - Imagine cada bairro temático com pelo menos uma feirinha onde as mães de família pudessem vender artesanatos ligados ao tema do bairro. Imagine, os bairros temáticos equipados com equipamentos públicos relativos ao tema (todas as
cabinas de telefone das ruas ornitológicas do Portal representando o pássaro que deu nome à rua). Céu Azul, já faz isso. Colocou cabines de telefone com formas de onças, pássaros, na rua que acompanha a BR 277). Artesanatos de pedras no bairro das pedras. Artesanato de peixes, restaurantes, barzinhos com o tema de peixe nas ruas de peixe. O turismo vende ilusão, contato, interação. Gramado, Canela, Florianópois, Key West na Florida vivem de suas ilusões.

A área de Itaipu -
Esta área é muito rica embora o pessoal das Vilas C 1 a 3, das favelas da região não veja riqueza nenhuma. São pobres sentados em ouro. Essa região turística da cidade tem, primeiro, a Itaipu Binacional. O que a Itaipu Binacional gastou em relação à construção de equipamentos turísticos, entrou em que espécie de contabilidade? Contas do turismo?Repito a importância das Contas Satélites de Turismo e a conferência da OMT que está sendo organizada no maior silêncio. Cuidado!

Região Itaipu - Veja o que a região tem: a maior hidrelétrica do mundo; refúgios biológicos, único museu de Foz do Iguaçu e talvez único ecomuseu do Paraná, o Lago, o Canal de Desova e Navegação lerniana-kayakística, bairros planejados, hospital, clubes, Centro Comercial próprio, Espaço Gramadão, Templo Budista, Ponte Internacional da Amizade, Ilha Acaray, comunidades universitárias e o pessoal do Jardim Califórnia, Jardim Jupira e a daijoniana Cidade Nova passando fome? Tem alguma coisa errada!

Mistério - Quem explica o motivo da área em torno da Ponte da Amizade, especialmente no Jardim Jupira não ser um lindo Parque dedicado à temática internacional, à paz, à integração, com bar, restaurante, parque, monumentos, feirinha, negócios? É por isso que eu digo: Foz não explorou 2% de sua capacidade turístico-econômica. E agora? Vamos ficar assim mesmo?

Nota importante - O que eu chamo de "bairrização" do turismo destacando o potencial dos bairros da cidade não tem nada a ver com a proposta de "cidade temática" com propósitos puramente comerciais, turismo de massa, para aqueles poucos que comem caviar. Confiram as Notas do Turismo # 6. A bairrização deve partir do orgulho do morador do bairro. Eu tenho orgulho da rua Pica-pau, Rua Jade por que morei nelas. E logo estarei no jardim Ipê - que é a árvore oficial do município. Lembra?

NT 14


Notas do Turismo # 14
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notasdoturismo at 01:12AM (ART) on April 12, 2005 Permanent Link Cosmos

Foz é uma galinha ou uma águia? - Tanto a águia como a galinha têm asas. Uma vôa alto. A outra não! Voar é uma arte. Por que a galinha não voa? A galinha tem asas. O pato de casa também não voa. O equipamento de vôo está com eles, mas não voam, não trepam nas correntes de ar. Será condicionamento?
Leonard Boff - escreveu um bom livro: A Águia e a Galinha. Nele o autor explora as diferenças destes dois voadores. Foz do Iguaçu é, por natureza, uma águia. Um condor. Mas se comporta tipicamente como galinha. A cidade pode ser o que quiser. Mas preferiu empobrecer seus filhos e acredita que é uma cidade pobre. Muito pobre junto com sua irmãs Ciudad del Este e Puerto Iguazú. As três cidades preferiram ser um galinheiro em vez de um ninho de condores. Preferiram ciscar, no chão, em vez de voar, nas alturas.
Silvia Thomazi - Inspirado na coluna da professora Sílvia Thomazi que escreveu sobre "O vôo da galinha" em relação aos anúncios constantes e "carcarejantes" de que o turismo de Foz (e do Brasil) está aumentando, decido contar aqui, a "lenda" que inspirou o teólogo, ecólogo e escritor Leonard Boff. O conto se chama:

A Águia e Galinha - "Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.

Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês: - Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha! O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa... Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e dissse:
- Voa, você é uma águia, assuma sua natureza ! Mas a águia não voou, e o camponês disse: - Eu não falei que ela agora era uma galinha ! O naturalista disse: -Amanhã, veremos...

No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha. O naturalista levantou a águia e dissse:
- Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...
A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê de ter ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou, devagar, suas asas e partiu num voo lindo, até que desapareceu no horizonte azul."
Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.
Águias Humanas - Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como querem que a gente seja. Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo. Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!
Gostaram? Quem são os camponeses que nos limitam? Quais são as comidinhas que jogam no chão para que cisquemos? Quem deseja nos manter como galinhas?





NT 13 Comentário


Re: Notas do Turismo # 13
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Luiz_Rolim at 06:57PM (ART) on Apr 10, 2005 Permanent Link

Estimado amigo Jackson, Primeiro gostaria de te parabenizar pelo livro, pelo enfoque e o a visao em abordar um "iguassu" que esta mais do que presente no quotidiano das pessoas que aqui vivem, e que passa desapercebido dos profissionais do turismo em geral. A questao mi­stica, a magia intri­nseca de nossa regiao Jackson e patente. Em um congresso no Rio Grande do Sul, ouvi do geografo Prof. Dr. Antonio Castro Giovanni uma aula sobre o conceito do "nao lugar", um ponto onde trancendem as fronteiras, a cultura, as interacoes sociais, civicas, pessoais e espirituais, onde temos uma dimensao de relacionamento que se explica e se transforma e pedra filosofal para o turismo. Iguassu (com dois "s") a Terra das Muitas Aguas (perfeita definicaoo) sao um exemplo magni­fico do conceito do nao lugar, e esta visao holi­stica e sistemica quevoce ha tantos anos prega para o turismo e para a visão diferenciada de nossa regiao estao muito bem retratada em sua obra, um espaco de energia, vida e misticismo, o retrato de um lugar que merece ser conhecido e divulgado por ser unico, conhecido por ser especial tambem. Grande eco-abraco! Seu amigo Luiz Rolim.
Reply
Re: Re: Notas do Turismo # 13
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notasdoturismo at 08:39PM (ART) on Apr 10, 2005 Permanent Link
Boa Noite, professor Rolim de Moura: Obrigado por transformar este espaço em uma estrada de duas mâos. Adorei o conceito de não-lugar. Assim que li seu comentário saí a procurar coisas sobre o não-lugar e descobri que há mita coisa. Obrigado pelos comentários e está aberto o espaço. Descobri um texto que logo colocarei no ar - assim que descobrir a quetão de direitos autorais. Um abraço - que a Neblina Criativa refrigere o seu coração! Reply

NT 13

Notas do Turismo # 13
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notasdoturismo at 06:15PM (ART) on April 10, 2005 Permanent Link Cosmos


Queridos catadupos e catadupas. Estas notas, continuam a discussão sobre os nomes e as palavras tais como tratadas no livro A “
Y-Guaçu Secreta” e conclui as considerações e anúncios sobre o livro. Daí, abordaremos outros assuntos. Prometo!

Os nomes: que há neles?

O livro tem uma capítulo inteiro sobre os nomes. E nome é um problema sério na região. Começa pela confusão entre Três Fronteiras e Tríplice Fronteira. Três Fronteira está meio fora de uso. A moda agora é Tríplice Fronteira, uma palavra que pegou força no meio da
ação social, no meio militar e policial e na comunidade da inteligência internacional.

Muitas Águas

Pouca gente entendeu, mas desde meu primeiro livro, em 1998, eu chamo a nossa região de “Terra das Muitas Águas” e embora, o livro tenha sido economicamente um desastre, ele fez o seu papel. Ele despertou a região para a questão da água como nossa identidade. Vejo agências de viagem e empresas que incluíram a palavra água em seus nomes como: Mundo das Águas, Terra das Águas, Água Viva, Vida d’água, Rastro d’água, Jacaré das Águas e sei lá mais o quê.


Trabalho quadruplicado

Fazer o livro em português e levá-lo ao ar no formato e-book, deu muito trabalho. Agora estou concluindo a versão em inglês que foi reescrita, não traduzida. Por quê? Porque os americanos, os ingleses, os australianos bastam clicar em alguns endereços para comprar um caminhão de livros sobre “Lugares Sagrados”. Não é novidade, para eles a idéia, conceito ou noção de Lugar Sagrado.

Então?

O que é novo para eles é que está havendo um esforço nas Cataratas do Iguaçu para “revalidar” (essa é a palavra) o lugar como um Sítio Sagrado de Paz e Poder. E esta é a mensagem da versão inglesa (provisória) que você pode ver clicando no título acima.

Provisório, não compre ainda!

O nome do livro em inglês é:
The Secret Y-Guassu – the Iguassu Falls as a Sacred Place of Peace and Power



La Y-Guazú Secreta

A versão em espanhol, esta sim, estou traduzindo. Ele deverá ainda passar pela revisão, correção e adaptação aos gostos argentinos de falar. Tenho o prazer de informar que o livro “La Y-Guazú Secreta” será um livro também argentino. Ele já está sendo tratado assim. As Cataratas do Iguaçu são dos dois países e assim o livro é dos dois países. Já é um progresso comparado com o primeiro livro que era só para Foz. O livro em espanhol será lançado em Buenos Aires e já tenho agendado uma palestra sobre ele no bairro
La Boca. A palestra será sobre “los lugares sagrados argentinos” que são muitos. Em breve publicarei uma lista deles com fotos e programa aqui nas Notas do Turismo. Depois de todo esse trabalho, estarei pronto para ajudar a divulgar o que há de bom (e desencorajar o que está ruim).

Propaganda?

Pode parecer autopromoção mas não é. Só estou compartilhando com vocês o que estou fazendo. Não há nenhum ânimo de mostrar trabalho para conseguir alguma coisa, tipo um emprego aqui ou ali. O que estou divulgando é o meu trabalho. Ninguém escreve para si. Segundo, o esforço é divulgar as Cataratas do Iguaçu como lugar sagrado e atrair para as Cataratas aquelas pessoas, milhões delas, que procuram isso.

Dificuldade

Hoje, quando você pede que um motor de busca, como o Google, encontre as palavras “Cataratas” “Iguaçu” “Sagrado” ou em inglês (Iguassu Falls Sacred...) o que se consegue é acessar páginas de agências de turismo onde se encontra, por exemplo, “Viagem ao Vale Sagrado dos Incas, Buenos Aires, Rio de Janeiro e Cataratas do Iguaçu. O que eu quero é ensinar aos motores de busca a juntarem Sagrado (e suas variações) à palavra Iguaçu. É um problema ideológico. Quer dizer, parece um complô que separa as duas palavras. E Parte da culpa é da região das Cataratas do Iguaçu. Você acha que as Cataratas são Sagradas? Então mostre isso!

Mensagem final

Se as Cataratas têm realmente algum valor, além do meramente financeiro, comercial, que tudo mata (vejam
as fotos da pobre Niagara), o trade, o Ibama, o povo de Foz têm que refletir isso (turismo não serve só para ajudar a meia dúzia de pessoas a comerem caviar, ter o último modelo de carro e terem dinheiro para fazer turismo a outros povos).


Transformação já
Esta na hora de prepararmos Foz do Igauçu, para o ano de 2023. Perdoem-me aquelas pessoas que podem ficar ofendidas com o que direi logo após esses dois pontos: nós temos turismo acontecendo em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú desde 1900 quando Victória Aguirre (lembra da Avenida Victoria Aguirre em Puerto Iguazú?) veio à região para ver as Cataratas. De lá para cá, na essência, o turismo não mudou. A Hora de mudar chegou! E não fale em Garganta do Diabo perto de mim! Fui!

NT 10


by notasdoturismo at 03:23AM (ART) on April 9, 2005 Permanent Link Cosmos

Confissões - Queridos Catadupos e Catadupas! Eu acabo de concluir o segundo livro de minha carreira. Se chama A Y-Guaçu Secreta. Ele é muito interessante e é fruto de anos de reflexões, pensamentos, pesquisa e estudo sobre o assunto. Não vou entrar em detalhes nessa área. Agora, basta dizer que a primeira versão do livro já está lançada no formato eletrônico (e-book). O e-book é mídia nova para mim. Será o primeiro em Foz? Só para os senhores e as senhoras terem uma idéia, o livro pode ser lido do começo ao fim acompanhado por fundo musical. Que música? É uma música importante para nós, catadupos e catadupas, por causa de um filme feito aqui em 1986. Lembram?


Disponível na Lusofonia inteira. Onde? - Eu quero vender o livro. Mas não vou fazer propaganda dele aqui. Até porque logo sairá a versão em papel. O e-book é importante porque qualquer pessoa poderá ter acesso a ele, em cinco minutos, de qualquer lugar da Lusofonia: Portugal, Angola, Goa, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde, Timor Leste, Macau ou por quem quer que leia o português em qualquer lugar da Terra. E
Lusofonia, o que é? É a comunidade dos países de fala portuguesa. Que morabeza! (Morabeza é uma mistura de maravilha com beleza).

Magreza vocabular - Umas das coisas mais preocupantes para mim, naquele processo que a gente chama de “divulgação” das Cataratas é a falta de peso, conteúdo, na nossa fala. O trade turístico não pode ser tão responsabilizado por isso. Quer dizer não se pode esperar que o Felipe Gonzalez ou qualquer outro homem de negócios seja poeta. Ele é um líder de classe atenado na política do setor e vendedor.

Trade vendedor - O trade vende o que sabe vender. O trade vende camas, refeições, receptivo, transporte aéreo, terrestre, excursões, aconselhamento e assessoria burocráticos, acompanhamento de turistas pelos guias etc. Quando digo que o trade vende cama, não quero dizer que o Felipe Gonzalez (só como exemplo) concorra com a Santi Móveis. Não. Ele e todo o trade vende os leitos, ou seja o uso dos leitos dos hotéis. Pernoites. Vende refeições porque o Felipe Gonzalez e todos os agentes de viagem e todo o setor, levam clientes para os restaurantes, para o Parque Nacional, para os bares. Por isso, no final dizemos que o “trade vende Foz”. E isso não significa que o trade esteja concorrendo com as imobiliárias Foz Vende, Formosa ou Amo Foz.

Novo ciclo - Mas é de se esperar que em uma sociedade pluralista que há pouco tempo abandonou o ciclo da erva-mate, da madeira, do boom da Itaipu e por fim, o chamado “ciclo” do contrabando (ai que feio) e muamba, comece a haver condições para a existência de outros “vendedores de Foz” e da região da “fronteira”.

Nem só de pão - É de se esperar que uma cidade que acaba de ser transformada em pólo universitário e que pela primeira vez começa a conviver com mestres, doutores, pós-doutores e mais de 10 mil alunos universitários, milhares de jovens no ensino médio, também já aspire a sair do grupo de cidades jovens que, como disse, certo escritor inglês, não necessitam de filósofos.

Cada um ajuda com o que pode - O pensador com seus pensamentos, o filósofo com sua visão de mundo, o antropólogo e muitos outros profissionais já poderiam esperar ser bem-vindos em Foz do Iguaçu. Esses são os vendedores de software que pode alimentar o turismo e falo de turismo porque aqui é uma cidade “turística” embora até isso mereça discussão.

Livro de texto - O meu livro que até agora me está dando o trabalho de quatro ( depois explico, por quê) é um desses candidatos a prestar serviços neste campo. Ele traz o software de um conhecimento das Cataratas do Iguaçu baseado na mitologia guarani. Também o conhecimento baseado nas tradições esotéricas e místicas. Todas as grandes religiões desenvolveram um lado místico. Há místicos cristãos, islâmicos, judeus, budistas, taoistas, xintoístas e guaranis. Há místicos tapajós, carijós, ticunas, huitotus. Isso é parte da diversidade cultural e espiritual que está intimamente ligada à biodiversidade baseada na genética. Sugiro uma visita ao site oficial do livro que tem detalhes e muitos links para parte das idéias apresentadas, basta clicar
aqui.

Pouca tesão - Há muito tempo, reclamo da falta de tesão (e não peço desculpa pela palavra – uma das mais bonitas que conheço) no linguajar formatado e utilizado hoje nos folhetos, nas revistas, nos panfletos iguaçuenses dos três lados da fronteira. Cada folheto, não importa quão caro ou quão cuidadoso tenha sido feito traz um festival de termos comuns, jargões que indicam falta de conhecimento para amparar as afirmações e muito mais. (Sobre a questão da geração de conhecimento falaremos em breve).


Ui Ui Ui
- Entre as mesmices resistentes que encontro estão: as Cataratas do Iguaçu são consideradas... São consideradas por quem? OU são ou não são. Mas aí vem as outras: o maior conjunto de quedas d’água do mundo. PNI é a maior reserva de Floresta subtropical... É parque ou é reserva? Está reservada para quê? Olhe outra: considerada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade... afinal o PNI é Patrimônio ou é considerado Patrimônio? O desfile continua com: a mão do homem e a mão de Deus se encontram em Foz para... (Isso não vai dar certo) As Cataratas são um dos destinos turísticos mais bonitos do mundo. Que é destino turístico? O que significa um dos destinos turísticos mais...para você?

Pioneirismo - Daí vêm as preciosidades dos tempos antigos: na Garganta do Diabo passa a linha de fronteira que separa os dois parques...! Quem se lembra que há fronteira internacional de parques? Daí vem os nomes dos saltos das Cataratas: Marechal Floriano; Marechal Deodoro, Benjamim Constant, General Belgrano, General San Martín. Parece um quartel. E como faltasse heróis colocaram junto os Três Mosqueteiros comandados pelo comandante-em-chefe o Diabo. Não é Salto Diabo. É Garganta do Diabo. É o nome de um fragmento do Diabo. É um nome horrível. Merece estudos teológicos e não vai pegar bem para as igrejas cristãs de todas as cores.

Até já - Continuaremos com o tópico da demissão do Diabo e mais: a bairrização do turismo; Brasil não sabe o que tem e outros assuntos. A partir de amanhã. Parte destas notas são publicadas também no site
tudofoz.com, na área de colunistas.

NT 11


Notas do Turismo # 11
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notasdoturismo at 11:03AM (ART) on April 6, 2005 Permanent Link Cosmos
SOS Parque Nacional! SOS Turismo! SOS Natureza! - A ABIH, o Sindicato de Hotéis e a Acifi enviaram correspondência ao Ibama pedindo explicações sobre alguns boatos de licitação dentro do PNI. Os empresários da cidade ligados aos hotéis, turismo e comércio estão preocupados e, talvêz, com medo de ficarem fora dos processos que acontecem ali. O zum-zum dá conta de que haverá novos hotéis no Parque Nacional.

Plano Furado - Foi uma ótima atitude. Primeiro: a construção de qualquer coisa dentro do PNI é ilegal, imoral ou pelo menos “atravessada” – como tudo que está acontecendo lá dentro. O documento que orienta as ações dentro do PNI se chama “
Plano de Manejo” e o Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu não prevê a construção de mais hotéis, “casas”, ou qualquer outra coisa. Pelo contrário, todos os Planos de Manejo do PNI, feitos até agora, condenaram a existência do Hotel das Cataratas, lá dentro. E, até mesmo, a existência de uma BR.

Veja o que diz o Plano de Manejo -
"No que se refere ao Hotel das Cataratas, O PM e a legislação vigente definem que um hotel não se constitui objeto de um parque nacional e que a sua presença no interior do PNI acarreta inúmeros impactos a área e gera elementos que dificultam as atividades de controle e proteção" (encarte 7).

Os problemas do PNI -
Veja aqui, o que o Plano de Manejo considera problemas do PNI:

"Caça, pesca, retirada de palmito, roubo de madeira, funcionamento de hotel dentro do Parque, uso da estrada do Colono, cursos d’água contaminados, barramentos antigos nos rios São João e Macuco, vôo de helicóptero, ocupação irregular das ilhas ..., invasão de área do PNI pela plataforma do Posto de Pedágio na BR-277, em Céu Azul, número excessivo de visitantes e operação da trilha do Macuco, incluindo a parte aquática, destinação final de esgoto doméstico das instalações existentes na área do PNI, intensidade e velocidade do tráfego na BR-469, dentro do PNI e alimentação de animais silvestres pelos visitantes".

Torcicolo na cabeça da cidadania - Então como pode estar havendo boatos de construção de mais hotéis dento do PNI? Isso pode ocorrer tranqüilamente. Para isso basta torcer as coisas. É o que está acontecendo dentro do Parque Nacional do Iguaçu há tempo. O Encarte V do Plano de Manejo lamenta a existência do Plano de Revitalização - que é uma importante ferramenta de manipulação.

Missão e perigo - A existência de mais hotéis dentro do PNI só vem complicar ainda mais a situação da cidade de Foz do Iguaçu. As estruturas de apoio e recepção ao turista que vem visitar uma grande atração devem estar na cidade e não aglomerandos no “atrativo”, neste caso as Cataratas do Iguaçu. Está, entre os deveres constitucionais do Parque Nacional do Iguaçu a preservação, a proteção não só da Natureza (que é natureza?) mas também do cenário natural das Cataratas.

Ovos de Ouro - Voltaremos ao assunto mas antes disso dou duas sugestões: primeiro veja as fotos neste site que mostram como são ou estão as Cataratas do Niágara. A outra sugestão para o trade é: entre na Justiça Federal se quiser, de verdade, proteger as Sagradas Cataratas ou a Sagrada Galinha dos ovos auríferos. Tem gavião-pega-macaco metropolitano de olho nos seus ovos. Resistam! Observação tudo o que foi dito aqui também é válido para a Argentina. Tudo a seu tempo.

NT 10 5 abril 2005


As Notas do Turismo têm como propósito falar de tudo um pouco. Política do turismo, preservação, cultura do turismo, pessoas, destinos, meios de transporte, tudo o que seja humano. Hoje, o assunto é o ônibus de linha especialmente aqueles que cobrem grandes distâncias.

Quanto custaria fazer uma volta à América do Sul , de ônibus? Digamos que saiamos de Foz do Iguaçu com destino a Caracas. Ou então de Foz com destino ao México. Entre Foz e Buenos Aires vocês terão duas possibilidades. Primeiro ir de Pluma direto até Buenos Aires ou ir de Crucero del Norte. Com as duas você embarca em Foz e só desce em Retiro – a Estação Rodoviária de Buenos Aires. Dica. Se você for de Crucero del Norte você economiza a janta, ou almoço. A Pluma pára para almoço. A Crucero del Norte é mais cara que a Pluma mas o serviço é melhor. Há várias empresas que vão para Buenos Aires saindo de Puerto Iguazu. Elas tendem a ser pinga-pinga pelo menos até Posadas.

Vamos para Lima, Peru. É uma viagem de arrepiar. De retiro partem ônibus para um mundo de cidades. Minha linha preferida é a Buenos Aires – Lima pelo Expreso Ormeño. Você sai segunda-feira às 18h e chega na quinta. Se você quiser pode pegar o Ormeño direto de Lima para Bogotá (Colômbia) ou Caracas. Há ônibus de Caracas à Manaus ou Manaus à Caracas. A viagem dura 36 horas, custa R$ 200,00 e percorre 2.350 quilômetros. Imagine que empresa faz a rota? Resposta a nossa Eucatur. Uma empresa do Oeste do Paraná cobrindo a América do Sul: de Ijuí a Caracas, Venezuela. Não dá para vir de ônibus entre Manaus e Porto Velho. A saída é o Avião ou o barco. Nunca fiz a viagem mas parece que de Porto Velho a Manaus de leva sete dias. E na direção oposta? Se alguém souber...informe.
Se você decidir ir ao México, olhe o que você faz. Em Bogotá pegue um avião para o Panamá. Ir por terra é bonito. Mas é preciso ter dinheiro. Não há estrada entre Colômbia e Panamá. Por isso a saída é voar de Bogotá ou Medellín para a cidade do Panamá. Por terra se pode ir de Medellín para Turbo, no Golfo de Urabá e daí para as praias do Caribe em uma região que tem um embalo turístico chamado Capurganá, departamento de Chocó, Colômbia. É uma paraíso, mas pode haver guerrilha por perto. Daí si são alguns quilômetros por terra para o Panamá. As palavras que cruzam seus ouvidos são, entre outras, Ilhas Perlas, Necocli, Selva do Darién. Mas, há sérios problemas para tentar entrar no Panamá por aí. O Panamá exige que você tenha passagem aérea de regresso para o Brasil e US$ 500 no bolso. Este é o motivo da viagem de muita gente terminar aí. Mas caso você chegue na cidade do Panamá, daí pra frente tudo é fácil graças a empresa Ticabus. Na América Central há muitas empresas com nomes curtos como TICA (Transportes Internacionales de Centroamémerica) de onde vem o Ticabus, TACA (Transportes Aéreos de Centroamérica e COPA (Compañía Panameña de Aviación. Logo volto com mais!

Bairrização II NT 9


Notas do Turismo # 9
by
notasdoturismo at 01:15AM (ART) on April 5, 2005 Permanent Link Cosmos
Promessa - Prometi dar continuidade aos artigos sobre a “bairrização do turismo”, e deverei cumprir a promessa, logo, logo. Os grandes atrativos turísticos se encontram nos bairros. Depois nas cidades, no país, no Continente. Por isso logo voltarei a falar sobre a “bairrização” do turismo de Foz.

Confusão e mais confusão - Sai tanta coisa nos jornais, na TV, no rádio e por último na internet que o resultado é a má digestão de tanta informação. Mas, há um fator que complica. Há muita confusão e confusão interessa a muita gente. Quer exemplos?

A cota de compras - A nova cota de US$ 300 foi uma grande conquista e o prefeito Paulo MacDonald e comitiva que foi a Brasília interceder merecem nosso apreço. Mas como já se sabe a cota não é a solução para a fronteira. A solução é a criação ou geração de atividades que possam absorver a todos aqueles que hoje trabalham no ilegal.

Sem cota -
Não há cota para contrabandista. Não há cota para comércio. A cota é para bagagem acompanhada. Quer dizer cota para mercadoria que um turista possa trazer na bagagem que o acompanha.

ZF ou ZL? - O Parguai não é Zona Franca ou Zona Livre. CDE tem uma Zona Franca. Mas a cidade não é uma ZF. O que impera no Paraguai (todo o país) se chama Regime de Turismo – que permite que os turistas levem US$ 150 (agora serão US$ 300) como bagagem acompanhada. O que significa que o Paraguai nunca poderia ter deixado ninguém sair do País com cinco, dez, vinte mil dólares em mercadoria sem que o comerciante pagasse os impostos devidos. Quer dizer as coisas têm estado erradas nos dois lados da fronteira. E CDE seria um problema para Brasil e Paraguai. E a gente achava normal!

Turista comprador - que é isso? -
Um problema muito sério: não existe turismo de compras. Isso segundo a OMT. Existe turistas que viajam e podem comprar lembranças, artigos de uso pessoal etc. Existe uma cota para isso livre de imposto. Acima dela, ninguém escapa. A Organização Mundial de Turismo não reconhece os termos “turista comprista” ou “turista comprador”. Assim como não existe “turista comedor”, “turista bebedor” ou “turista dormidor”. O turista, cujo conceito é definido pela OMT faz tudo isso mas não pode ser discriminado com tais termos. Tem hoteleiros, agentes de turismo e personalidades usando esses termos. Nunca haverá turistas compristas!

Solução - Além da cota, a fronteira precisa absorver os ex-laranjas, os ex-formiguinhas, o excedente de moto-taxistas e os sem trabalho. Precisa investir em gente, cursos, negócios, microcréditos, bom serviço, capacitação para voltar a ser um lugar “charmoso” para o turismo.

Lembrete - Não esqueçam que a
OMT vai realizar uma conferência na Fronteira em outubro. A cidade pode lucrar muito com o evento. Na família das organizações do Sistema das Nações Unidas, a OMT está sob o guarda-chuva do Banco Mundial.

NT 8 Iguaçu


by notasdoturismo at 12:07PM (ART) on April 3, 2005 Permanent Link Cosmos

Pensamentos filosóficos sobre
Iguaçu, Iguazú, Iguabu, Yguazú, Iguachu, Y-Guaçu, Igouassu, Iguacu
por Jackson Lima

Participei, sábado, às 11h da estréia do Programa Câmara in Destaque, no Canal 21, apresentado pela colega Néia Rice. O programa número um, discutiu a questão da proposta de mudança do nome da cidade de Foz do Iguaçu para Foz do Iguassu. Na mesa, o presidente da Academia de Letras do Extremo Oeste, Heitor Lothieu, o vereador e autor do Projeto, Djalma Pastorello, o vereador Geraldo Martins, a coordenadora do curso de Turismo da Unioeste, a minha colega e em breve doutora em turismo, Sílvia Thomazi. Por fim, eu, a única pessoa na mesa que não representava nada. Ou representava a mim mesmo e a minha teimosia. Agradeço a Deus, aos colegas e a Natureza pela oportunidade!

Como você vê acima, a palavra Iguaçu é muito complicada. Todas as maneiras acima são maneiras de escrevê-la. A primeira, maneira que aparece é a utilizada na Argentina e em toda a América Latina e Espanha, com a exceção do Paraguai, que utiliza, fielmente, a grafia Yguazú.

De todas as grafias, a paraguaia é que realmente grafa o idioma guarani. Pode-se dizer que “Yguazú é guarani. Ao contrário, de Iguaçu ou qualquer outra com “i” que se pode afirmar “são palavras de "origem" guarani. Entendeu? Continuemos.

A grafia “Iguabu” não é utilizada por ninguém porém poderia ser. Por quem? Pelo idioma alemão. A letra “b” em alemão equivale ao “SS”. Gostou? Problema pequeno é pouco problema. Problema só tem graça quando é muito. E a grafia de Iguaçu é complexa. Veja por exemplo aquela grafia “estranha no ninho” que termina em “guachu”. Que é isso? Explico. Esta é grafia mbyá-guarani. E o qué é Mbyá-Guarani pelo amor de Nhamandú Guaçu? Mbyá-guarani é uma variedade do idioma guarani. Se engana quem diz que Guarani é um dialeto. O mbyá-guarani seria o que se poderia chamar dialeto. Mas mesmo assim não é dialeto pois dentro do mbyá há dialetos.

Dito isso, volto ao tema. O Mbyá-guarani não tem o som “su”. Por isso grande é “Guachú”. Já que estamos nesta campanha de esclarecimento de assuntos da "língua da terra" roxa, chamo a atenção para mais um fato: ao ler palavras que começam com “Mb” não diga “Eme-bê” como em Mboicy. Tem gente que diz “Eme-bôi”. “Eme-boi é a vó”. E Mboi, esse sim, é a divindade da lenda. Brincadeiras à parte, “Mb” é uma letra ou melhor um “dígrafo”. Sua pronúncia é uma mistura de "M" e "B". É o som original de palavras como "maracajá" (Mbarakajá), "maracujá" (Mburukujá) e "Maracajú" (Mbarakajú).

O argumento de que lá fora a palavra Iguaçu é complicada, é simples demais. A palavra é complicada aqui dentro também. Mas veja ainda estes problemas. A penúltima grafia que aparece acima, é a que pertenceria ao universo francês. O francês que se preze escreveria "igouassou". Hoje os sites franceses sobre o turismo chamam as Cataratas do Iguaçu de Chutes d’Iguaçu ou d’Iguassu ou ainda Iguacu. As três grafias em francês soariam estranhas se o francês não soubesse do que está falando. O “u” em francês tem o som de “ü” – que é o som meio “u” e meio “i” responsável pelo biquinho do francês. Para obter o nosso som “u” é necessário grafar “ou”.

Outro problema aparece em italiano. Na grande maioria dos sites italianos que vi, as Cataratas são chamadas de Iguaçu e não “Iguassu”. O problema é o mesmo. Outras possibilidades do italiano puro seria escrever “iguasu” – com um “s” só. Iguazú com “Z” seria impossível. Pois sílaba final da palavra seria pronunciada como “dz” ou “tz” à maneira de pizza (pitsa) ou “azzuro” (adzuro) e soaría como "Iguatzu". Em grego a palavra Iguaçu seria grafada “
igouasou” (IGKOUASOU ou gkouasou em letras minúsculas) e em russo como aparece neste programa ao Brasil de autoria de uma empresa chamada Euroexpress. (Observe a primeira palavra do link que termina em "ACY". É ela)!

Por fim vem a moderníssima grafia IGUACU. Isto é o “c” não é cedilhado. É uma grafia nova imposta pelo computador e pelo inglês. O problema é que a falta de cedilha gera um som desagradável para o ouvido brasileiro – e talvêz o português. Por algum motivo pertence a uma família de síliabas proscritas mas este (quer dizer a sílaba acima ), é um problema brasileiro. Não podemos exportá-lo. Aqui encerro esta contribuição. Mas antes de encerrar, uma dica. Quem estiver de viagem para a Nova Zelândia, não esqueça de jantar no restaurante
Iguaçu, um dos restaurantes mais finos de Auckland. Diga, sem temor, ao taxista que você quer ir ao Igucu, sem complexo! Tem Iguaçu de todo jeito na internet e isso que não falei de japonês que escreve iguaçu com "SU", no silabário katakana e outros. Quanto à modalidade Y-Guacu, esta é minha criação, como escritor e se refere à Iguaçu Sagrada, falaremos disso em breve. Mas se quiser adiantar clique aqui.

NT 7

by notasdoturismo at 03:11PM (ART) on April 1, 2005 Permanent Link Cosmos

Sobre a Urbanização das Cataratas. E outras idéias.


Sem dúvida - Se tem coisa que o Plano de Revitalização do Parque Nacional do Iguaçu fez foi urbanizar as Cataratas do Iguaçu. Tirar as Cataratas do Iguaçu do meio selvagem e colocá-la no meio urbano o que inclui levar para aí todos os seus problemas. Colocá-la na mesma posição que o Parque Unipraias de Camboriú ou a na posição das atrações turísticas do estilo Curitiba.

As agulhas -
Isso fica bem claro em um livro escrito pelo ex-governador Jaime Lerner. O livro se chama a Acupuntura Urbana. O terapeuta acupunturista é o ex-governador. O que o terapeuta de cidades faz é escolher alguns pontos decadentes ao longo de alguns meridianos da cidade e enfiar as suas agulhas. Os lugares decadentes reagem, se revitalizam.

Meridianos curitibanos - Em Curitiba, um paciente ideal para o acupunturista urbano, os locais decadentes que acompanharam o meridiano lerniano de recuperação, por onde fluiam ou não, as energias da cidade são: o meridiano do transporte público com a criação das estações tubos, dos ligeirinhos, dos canais de circulação dos ônibus. Está também a área decadente do Centro onde foi feita a Rua 24 horas e segue pelos Parques Tingá, Tingüí, Birigüi, Ópera de Arame, Jardim Botânico, Pedreira e outros belos locais na bela capital do Paraná. Tudo graças ao acupunturista de cidade.

Acupuntura no Oeste - Mas a acupuntura não vai servir para tudo. A região Oeste do Paraná, assistiu de camarote o fracasso das terapias lernianas. Foi quando o acupunturista de cidade transferiu o método de tratamento das redes urbanas de meridianos bloqueados, para o meio rural ou, no caso de Foz, para o meio natural. Não deu certo. Não saiu a transformação do Paraná.

Exemplos em Foz - O Espaço das Américas é um destes espaços. O Marco das Três Fronteiras estava, na época, decadente. E continua. O acupunturista acertou a área geral onde podia está o ponto de acupuntura. Mas não acertou o ponto exato. Mas temos outros pontos em Foz e região: os meridianos ao longo do Lago de Itaipu. Exemplo de ponto de acupuntura desperdiçado: a Base Náutica de Foz do Iguaçu. Quer outro? Aquele na BR 277 onde o acupunturista fez um edifício para humanizar, controlar, corrigir o tráfego (e morder) os sacoleiros. O lugar seria chamado de Portal da Foz. Não deu certo!

Parque da Barragem - O grande Parque da Barragem projetado (graças a influências fantásticas) para a área de Itaipu e onde deveriam ter ocorrido as provas de canoagem dos Jogos Mundiais da Natureza entre os dias 27 de setembro e 4 de outubro de 1997. Gorou! Até hoje o Grande Parque não saiu. Saiu é claro o Parque Aquático de Desova de Peixes. Esse foi outro exemplo de agulha espetada no lugar errado.

Ligeirinho devagar - E o ligeirinho em Foz? Parece cedo para julgar se o Ligeirinho, em Foz do Iguaçu, foi um acerto ou não.

Furadores do PNI - Nos resta, agora a Área de Visitação das Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu. Talvez se possa contar, nos dedos, as pessoas, em Foz do Iguaçu, que saibam exatamente qual foi o papel do acupunturista de cidades na “revitalização” pontual do PNI. Foi grande! E envolveu o acupunturista em pessoa. O Ibama curitibano de Jonel Iurk; seus representantes no PNI entre eles Julio Gonchoroski e crias menores; uma conexão brasiliense federalizante com Gustavo Kraus junto com o seqüestro da Direção de Meio Ambiente do Ibama (DIREC) em Brasília por um discípulo do acupunturista de cidades chamado Jonas Soavinski. Hoje ele e o Julio Gonchoroski tentam exportar o modelo.

Fedor nas Cataratas - Deu no que deu. A acupuntura urbana deu ares de urbano às Cataratas do Iguaçu. Levou um insustentável cheiro de esgoto para a região do elevador e do Salto Floriano. Deu ares de shopping meio-urbano e meio caipira à região. Hibridizou tudo. A qualidade da visitação ao Parque Nacional do Iguaçu está em perigo. E anuncia-se que para Ecoturismo, mesmo, a cidade não serve. Mas isso é uma outra questão.

Uma pergunta - O que é a qualidade de visitação que o Plano de Manejo do PNI cita tantas vezes?

Miopia olfática e leitura recomendada - Não deve ser o mau cheiro. O barulho. A exploração dos preços e outras coisas. O pior é que ninguém reclama desse cheiro perverso. Existem surdos. Mudos. Cegos. Mas se chamam aqueles que, como eu, perderam o olfato? Procure o livro do Acupunturista de cidades nas boas livrarias do Brasil. Mas não tente curar a perda de olfato, ou da consciência, com as agulhas dele. Veja aqui uma ótima
entrevista com o ex-governador Jaime Lerner sobre sua acupuntura no site da editora Record.

NT 6 Bairrização


Notas do Turismo # 6 O turismo nos bairros
31/03/2005

O que eu faria se fosse secretário de turismo, - mas só tivesse 24 horas para realizar tudo o que gostaria de realizar? Em diversas entrevistas e programas de colegas, na imprensa local, eu já disse que promoveria a segmentação do setor. Mas hoje, irei mais longe e acrescentarei o conceito de segmentação do turismo por bairro. Chamemos isso de “bairrização” do turismo municipal. Por quê? Porque embora cada um de nós viva em alguma cidade. Todos nós moramos num bairro. Nossa cama está em um bairro.

Foz do Iguaçu -
Tomemos Foz do Iguaçu como exemplo. Só porque eu moro aqui. No meu projeto de bairrização do turismo, eu dividiria a cidade de Foz do Iguaçu em quatro regiões turísticas e mais o centro. Uma espécie de 4+1. Cada região teria sua grande vocação turística por ser a sede de um “atrativo”.

As regiões - Região 1: Cataratas. Incluiria toda a região onde hoje se concentra o grosso do turismo. Inclui a área dos grandes hotéis, Aeroporto Internacional Foz do Iguaçu/Cataratas, Parque Nacional do Iguaçu, Cataratas, Parque das Aves e onde tudo tende a concentrar-se. Poderia incluir a Vila Yolanda /Iolanda.

Região 2 - O Grande Porto Meira. O Carro-chefe é o Marco das Três Fronteiras, o Espaço das Américas, a Avenida General Meira, A Avenida Morenitas. Os rios Paraná e Iguaçu.

Região 3 - A Grande Três Lagoas que inclui o Morumbi, Portal da Foz, Três Lagoas e Avenida República Argentina. O carro chefe aqui é a BR 277, possibilidade de um Portal da Cidade, Prainha de Três Lagoas, Ruínas (vergonhosas e Lernianas) da Base Náutica, Acesso ao Lago, Limite com Santa Terezinha e Costa Oeste. Aí se encontram o Hotel Rafain Palace, o Plaza Foz, o Muffato Hotel.

Região 4: - Itaipu. Inclui as Vilas de Itaipu e vizinhança, entre elas a Ponte da Amizade, a atual Favela do Jupira e toda aquela região, tudo do lado de lá da BR 277. “Atrativos” da R4: a Itaipu, Ecomuseu, Espaço Gramadão, Unioeste e Uniamérica, o ótimo centro comercial da Vila A etc.

O Centro – Seria o ponto de encontro que será, após a finalização da Avenida Brasil com tudo o que tem direito e que promete. Entendeu?

A essência - A mágica seria explorar o potencial de cada região. A primeira coisa: a inteligência, os talentos locais. Como? Depois aprofundarei a idéia. Embora eu a tenha na cabeça há anos, ela (a idéia) não nasceu na minha cabeça. Peço que vocês, especialmente os turismólogos, legisladores, políticos etc façam uma leitura rápida do documento que está
neste link. É um projeto ligado à educação turística e dirigido aos alunos das escolas primárias de Maceió. Tem mais: em Nova York (EUA), os bairros chegam a ter Convention Bureaux ou Centros de Visitantes e brigam pelos eventos. Não basta levar um evento para NY. Há que trazê-lo para o meu bairro.

Na prática - É como se em Foz, um evento que acontece no Rafain Palace fosse assumido pela comunidade da Região e ganho da Região 1. Veja o site do Centro de Visitantes de
Brooklyn e o do concorrente do Bronx. E não me diga: O bronx é o Bronx. Tudo o que existe no bairro é primeiro do bairro, depois do muinicípio. Porque quem nasceu lá, sabe que a Batalha é dura.

NT



by notasdoturismo at 12:38PM (ART) on March 21, 2005 Permanent Link Cosmos
Carta de turista revoltada com Foz. Assim não podemos continuar. Quantas pessoas vamos ofender nesta Semana Santa?

Apesar dos jornais só darem destaques aos números crescentes de turistas. Se não cuidarmos, quanto mais turistas vierem a Foz, mais decepcionados ficarão? A carta abaixo está na íntegra e foi enviada ao Comtur. Leia-a! Rogo aos leitores que enviem material semelhante referente a pessoas ofendidas pelo péssimo atendimento em Foz.
Na íntegra, - a carta da a senhora Hermínia Maria Rebelo: "Nos dias 04 a 07 /09/2004, fomos a Foz do Iguaçu como turistas para passear e descansar. Continua sendo um passeio bonito, mas deixou há muito de ser um passeio barato. Fomos ver a Itaipu à noite, o ingresso foi R$ 6.00 por pessoa, estava muito cheio; como de se esperar pelo feriadão. A programação, marcada para às 20h30 teve um atraso, cerca de 10 min, mas estava uma noite agradável e não foi tão cansativo assim. Tenho pena de o programa não incluir passeio sobre a barragem.
Fomos ao Parque das Aves. O ingresso custou R$ 16.00 por pessoa, a que achei muito caro, mas como se trata de uma empresa particular con fins lucrativos e sem subsídios do governo, acabei por engolir o preço, pois mesmo com o movimento, o atendimento foi rápido e o passeio continua muito agradável. Ainda o acho indispensável em Foz.
Só tenho pena dos estrangeiros que pagam US$ 8.00 por ele (aliás não consigo entender por que o preço em dólares, se a moeda do Brasil é o Real). Fomos ver as Cataratas. Pagamos R$ 12.00 por pessoa, imagino que a construção das Cataratas do Iguaçu tenha custado muito mais que a Itaipu e este investimento divino tenha ainda que ser pago. Após esperarmos 60 min pelo ônibus fomos para as Cataratas.
No caminho nos foram apresentadas todas as opções de passeio, que é claro, não estavam inclusas no preço do ingresso, aliás, em nenhum momento nos foi dito o que extamente estava incluso no preço do ingresso. Finalmente após as paradas opcionais (não inclusas no preço do ingresso), chegamos finalmente nas passarelças que dão vista para as cataratas.
As cataratas continuam lindas, mas o mesmo não se pode dizer das passarelas, só consigo concluir que para manter as cataratas não se gasta dinheiro (então assim estão), mas para manter, construir ou conservar as passarelas bonitas, funcionais, ou com mais opções, também não está incluso no preço do ingresso. Após a caminhada fomos ao espaço Naipi, pensamos sentar beliscar alguma coisa, após 40 min conseguimos pagar R$ 2.50 por cada lata de refrigerante (talvez fosse sorte não de não estar em dólar).
Sentamo-nos, bebemos o refrigerante que a esta altura ja desceu atravessado devido à irritação e só tivemos que esperar mais 40 min pelo transporte até a saída do parque. Com o estacionamento já pago, fomo-nos embora e diante da indignação pelo péssimo atendimento esquecemos-nos de como as catataratas do Iguaçu deixaram de ser um passeio agradável e imperdível no Paraná.
Parabéns pelo primor de trabalho que vocês tiveram para conseguir estragar essa maravilha da natureza. Antes ela pertencesse a outra cidade, estado ou país. Na minha próxima viagem a Foz vou fazer questão de visitar as Cataratas apenas pela Argentina, graças à vossa atenção.

NT3 19 Março 2005


Vamos tratar, hoje, da falta de cumprimento do Mercosul e como isso afeta ao turismo e à comunidade da fronteira

Documentos habilitados - Muitos brasileiros ficam nervosos especialmente advogados, militares, jornalistas, engenheiros e outras pessoas que têm carteirinhas especiais quando não conseguem atravessar a fronteira Brasil / Argentina com seus documentos profissionais. Pais de crianças menores ficam irritados quando não conseguem passar com o registro de nascimento, por exemplo. Outros com títulos de eleitor. As redações sempre recebem visitas desses cidadãos que exigem respeito e vingança contra os abusos dos argentinos.

Documento de viagem - Calma os argentinos não têm culpa, não. O problema se chama
Resolução 63/96 do Grupo Mercado Comum (GMC). Durante as negociações, em 1996, cada Grupo de Trabalho dos quatro países apresentou os documentos nacionais considerados “habilitados” para viagens dentro do Mercosul. Brasil, Paraguai e Uruguai apresentaram somente carteiras de identidade e passaporte. Quer dizer dois documentos cada. E só.

Diferenças
- A Argentina apresentou cinco: “Libreta de Enrolamiento”, Libreta Cívica, Documento Nacional de Identidad (DNI) e Carteira de Identidade expedida pela Policia Federal Argentina e ainda o passaporte. A que se deve isso? Os documentos oficiais não falam. Mas esta é uma assimetria do Mercosul: a Argentina tem documentos demais.

Iguassu ou Iguaçu - Não estou falando sobre a polêmica da proposta grafia de “Iguaçu” com propósitos de “maquiagem” turística ou encobrimento de problemas mais sérios. Aqui me refiro ao Pólo Internacional Turístico do Iguazú ou Iguaçu. A Resolução
41/97 do GMC, que criou o Pólo Iguaçu grafa a palavra como Iguazú na versão castelhana ou Iguaçu, na versão portuguesa. A grafia “Iguassu” utilizada é uma versão “fantasia” sugerida pelos representantes da fronteira.


É necessário cobrar - Coisas importantes do Mercosul não entraram em vigência porque as autoridades superiores aguardam a cirurgia que cortará gorduras. O Mercosul trata de controle integrado de fronteiras, interconexão da telecomunicação em área de fronteira, afastamento de fronteiras, passaporte comum, participação conjunta do Mercosul em feiras de turismo, carteira de identidade fronteiriça, os produtos integrados de turismo, entre outros. Até aqui tudo ainda no papel. Vamos ver conhecer estes pontos, um por um.

Pelo que acompanhei como repórter, o controle integrado em assuntos migratórios foi instalado foi instalado em ambas cabeceiras da Ponte Internacional Tancredo Neves ou Ponte da Fraternidade. A gendarmería Argentina chegou a trabalhar no lado brasileiro. Depois tudo parou. Morreu a teoria do País Destino País Sede (do desembaraço).

No que se refere à
interconexão das telecomunicações nada aconteceu. A afastamento das fronteiras, uma das necessidades para a operacionalidade do Pólo Iguazu / Iguaçu só foi levado a cabo pela Argentina. O controle afastado foi levado para as proximidades da Usina Urugua’í. Aquele elefante branco que o governador Jaime Lerner construiu na BR 277 serviria para isso. Falo do local que já foi cogitado para um certo Cimbesul ou Simbesul e ultimamente artisticamente cogitado para ser uma Academia de Polícia MIlitar. Pode? Profeticamente aquilo ainda será usado para o que foi projetado lá por volta de 2007.

Todos os países do Mercosul já criaram o passaporte que tem um modelo comum. Menos o Brasil. Por quê? Entre outras coisas se alegou problemas com licitação. A participação comum em feiras de turismo, isto é Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai no mesmo stand, nunca ocorreu.

A
Jica – a Agência Japonesa de Cooperação Internacional assinou “notas reversais” com o Mercosul para a promoção turística conjunta do Mercosul no Japão. Este é um assunto muito importante para os secretários de turismo. A cooperação está valendo visto que foi aprovada por Decisão do Conselho do Mercado Comum. Os quatro países participarão na feira de turismo do Japão em breve ou assim que exista “vontade política” para isso.

Mais falhas -
Os produtos integrados de turismo estão capengando. O Mercosul aprovou os programas integrados Mundo Jesuíta, Mundo Gaúcho e Pólo Internacional Turístico do Mercosul. Este último deverá entrar em funcionamento assim que a muamba permitir e se a região sobreviver ao seu autofagismo. Já o modelo de carteira de identidade para o trânsito trans-fronteiriço já existe e foi testado durante o Latin America Travel Mart em setembro do ano passado. A carteira eletrônica também espera que o número de gente atravessando a fronteira, entre Brasil e Paraguai, diminua e que possa ser controlado.
E assim continuamos perdendo tempo. Até 2007 a situação deverá estar mais calma. Mas 2023 aponta para mais problemas em Foz. Desta vez pela falta de royalties.

NT2 18 Março 2005


Lista de alguns dos problemas do turismo de
Foz do Iguaçu
:
Falta de direcionamento ou orientação do turismo segundo segmentação da indústria. Além do produto de Foz não ser facilmente identificado, é vendido da mesma forma para todos: crianças, jovens, adultos, deficientes, tudo igual. Pergunta: qual é a proposta de Foz para o mundo?

Divulgação do produto sem definição do mesmo. Cada empresa que participa em feiras vende o seu produto. O hotel vende suas camas, restaurantes, sauna; A Cataratas SA vende as novas estruturas, o Macuco vende seus passeios, o Canyon Iguassu vende adrenalina e passeios radicais; a agência vende seus serviços de transporte, guias, acompanhamento, traslados, excursões etc. Quem vende as Cataratas? Quem vende Foz? Qual é a diferença entre vender Foz? Vender as Cataratas ( e mal)? Vender a região? Vender o povo? Em próximas notas...

Participação
ainda pequena no mercado – Foz participa com freqüência nas feiras de
Madri, Lisboa, Milão Berlim e Londres (e menos freqüência na França, Bélgica) Raras vezes participa em feiras nos Estados Unidos e Canadá (o setor desconhece o mercado americano, ao ponto de, não saber onde participar. É também um problema do Brasil como um todo). É como se os dólares dos americanos nos interessasse. É como se a Embratur estivesse sob o comando do antigo Ministério da Guerra. Esta espécie de política não deveria afetar o turismo que é chamado de “indústria da paz” termo defendido por um novo grupo no Brasil

O mundo para o qual Foz do Iguaçu se vende é restrito.
Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Rússia, Japão, França, Austrália são países onde Foz (Cataratas) tem pouca participação (Inclusive em folhetos ou sites nos idiomas que não o inglês).

Pouca presença na internet em idiomas que não o português, espanhol, inglês, alemão (nesta ordem). O mundo lingüístico de Foz é limitado. Pouco há na internet em francês, por exemplo, produzido em Foz do Iguaçu. Uma pesquisa rápida na internet revelou uma baixíssima presença de Foz / Iguassu internet em japonês, por exemplo. Quando nesta língua se encontra uma presença em massa de destinos ingleses, americanos, australianos etc.

Participação errônea
ou limitada nas feiras. A Feira de Berlim por exemplo é um universo desconhecido para Foz do Iguaçu, embora a cidade tenha muitos anos de participação. Além da exposição de turismo, a Feira de Berlim tem também festival de filmes de turismo, propaganda de turismo, espaços para palestras das cidades e destinos para o público alemão e internacional e várias outras oportunidades.

Um exemplo: se Foz do Iguaçu quer se destacar como um destino para pessoas que viajam em cadeiras de roda, a Feira de Berlim tem uma área especial só para isso. O mundo todo tentando conquistar espaço com os “deficientes” físicos alemães. A folheteria é diferente as fotos são de pessoas reais em cadeiras de roda e não modelos fingindo... Outra feira com grandes oportunidades e desafios para Foz é a de Londres onde se lança destinos e moda. Contudo, Foz permanece na área que vende para a “massa” não segmentada e concorre assim com Cancun, Rio e Ibiza.

Problemas tarifários
– os números da indústria de turismo de Foz do Iguaçu são altamente não-profissionais. Isso vai desde a aberração entre a quantidade de agências existentes e o número real das que se sustentam com o turismo. Embora haja centenas de agências de turismo, o turismo está nas mãos de no máximo 20. Os preços do produto Iguaçu são extremamente baixos. As diárias de hotéis, as excursões. Nas participações de Foz do Iguaçu em lugares como
Buenos Aires, a participação da cidade pode ser catastrófica.

Muita gente
do trade tenta descobrir quanto cobra o concorrente para vender mais barato. Por isso, os preços que vendem diárias com café da manhã por US 10, 20 ou menos. Os preços são tão baixos que não é interessante para as agências venderem o produto Iguaçu. O motivo é que as agências são comissionadas e uma comissão em cima de US$ 10.00 seria um insulto.

Serviços aéreos – muito se reclama quanto as linhas aéreas para Foz do Iguaçu. O problema aqui é que o produto Iguaçu ficou sucateado e é visto como de segunda classe. Grandes operadores como a CVC já disseram que Foz do Iguaçu é um destino para passageiro “rodoviário”. Foz terá que mudar a cultura rodoviária e aprender a tratar com o aeroviário. O Trade reclama que há poucos vôos. Mas os poucos vôos que temos voam vazios.
O vôo TAM Mercosul recém inaugurado entre Assunção e Foz do Iguaçu prosseguindo para Curitiba e Buenos Aires está chegando vazio. No vôo que aterrissou em Foz do Iguaçu às 18h do dia 29 de junho de 2004 trouxe cinco passageiros. Se continuar assim, a TAM terá que descontinuar esse vôo. Para mudar a cultura rodoviária e conquistar a aeroviária Foz terá que saber ajudar a lotar os aviões.
Voltaremos ao assunto...


NT1 Março 2005


Introdução - Durante muitos anos escrevi sobre turismo n’A Gazeta do Iguaçu, um jornal de Foz do Iguaçu. Depois de certo tempo me cansei e deixei espaço para gente mais nova e criativa. Mas como o espaço não foi ocupado, eu voltei. Desta vez, na forma de blog, inspirado pelas possibilidades das novas mídias, pela liberdade de expressão e pelos recursos técnicos e de linguagem que a nova mídia internet oferece. Pretendo não ser puramente opinativo. Tentarei fundamentar, dar fontes, abusar dos links. Logo aprenderei mais coisas e acrescentarei. Vamos lá.

Uma nota - Este blog é um espaço dedicado às notas e discussões do turismo que apontará falhas, apontará acertos, destacará o que está bem e o que não está. Não tenho a intenção de dar cacete em ninguém. Anuncio aqui a existência de um
outro blog para a divulgação do turismo ecológico-espiritual ou de formas de turismo chamadas esotericas e que no Brasil, e no mundo, já estão sendo chamadas de "esoturismo" especialmente, no nosso caso, relacionado à sacralidade das Cataratas do Iguaçu. Tal outro blog é também o meio oficial de divulgação oficial do tão anunciado livro eletrônico do autor deste blog. Neste sentido há ainda um terceiro blog com a mesma missão em inglês.Quer dizer não falo de problemas nos sites de esoturismo. Embora neste aqui, se discuta o esoturismo.



Fim de Foz? - A Receita Federal e a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e outros órgãos ou agências que representam os Ministérios da Fazenda, Justiça, Transportes etc desenharam uma campanha para acabar com o contrabando e o descaminho na fronteira especialmente entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. O muambeiro, o comprista, o sacoleiro, o laranja, o formiga, o atravessador e outras categorias vão desaperecer. A conversa que se escuta em vários ciclos da cidade é que Foz pode acabar. Questiona-se inclusive se o turismo vai dar conta de tanta gente. É a partir daqui que começo a falar.

Como fim de Foz? - Ora, se o fim de contrabando é o fim de Foz, nós estamos perdidos. Estaremos confessando que não temos criatividade nenhuma. E que só sabemos trabalhar com o fácil e o degradante.


SOS Turismo - O turismo pode fazer muito mais por Foz do Iguaçu. O turismo de Foz pode ser classificado como tendo tendência ao “turismo de massa”, um turismo que pretende atender a todos da mesma maneira. E isso é ruim? É horrível. Veja a seguinte citação:

Diz João Paulo: -
“O turismo de massa produz um comportamento degradante tanto para os turistas como para a comunidade, um exotismo superficial que limita qualquer contato verdadeiro com a cultura do país anfitrião” - João Paulo II.

Segmentação - É o que não existe no turismo de Foz do Iguaçu. O turismo de Foz do Iguaçu é oferecido da mesma maneira para todas as pessoas. É um turismo de massa guiado pelo gosto de uma maioria, ou da média – assim é um turismo medíocre. Em próximas notas e artigos vamos aprofundar a segmentação. Mas enquanto isso, falemos de alguns problemas.

Wednesday, April 05, 2006

Nota I
Deu no site do
Cláudio Humberto: O jornal New York Post trouxe ontem na capa reportagem que anuncia evidência de envolvimento de terrorista na Trípluce Fronteira: "a descoberta de um o procurador de Nova York, Robert Morgenthau, desmantelou um gigantesco "terrorduto" de US$ 3 bilhões do tráfico e lavagem de dinheiro através de um banco de Nova York e "terroristas" da Tríplice Fronteira (Argentina, Paraguai e Brasil).

Morgenthau não identificou o banco, mas apontou "um dos maiores e mais conhecidos" (de lá). Foram três anos de investigação de contas suspeitas no Oriente. A investigação provou a intermediação de um empresa de fachada em Montevidéu, Uruguai que fazia a distribuição via Nova York para a AL QAEDA, Hezbollah e só deus-sabe-quem-mais . A investigação partiu, segundo o jornal, de um caso encerrado em 2004 onde a Beacon Hill Services Corp., uma casa ligada à remessa de valores do bairro de Upper East Side (NY) que movimentou mais de $9 bilhões em dinheiro suspeito utilizando uma conta do Banco Chase Manhattan e outras instituições. E blá-blá-blá.
Nota II
Eu pensei que após as várias versões do nosso Festival do Humor, essa espécie de coisa já não mais afetaria ao marketing de Foz do Iguaçu , Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Como se pode explicar isso? Há pessoas entre nós convencidas de que o humor venceu o terror. Como Robert Morgenthau, volta prometendo fazer um repeteco da história do Banestado?
Nota III
Em uma semana em que o Comtur levantou a voz para reclamar sobre a queda do turismo na região, seria bom lembrar como fica a nossa imagem real no mundo, em conexão com nosso desejo de nos vender para esse mundo como Um paraíso.
Nota IV
Estamos no meio de uma batalha contra o contrabando. A guerra todo mundo sabe qual é. É necessário encontrar solução que, segundo a legalidade, todo mundo sabe qual é. A muamba acabou. O contrabando não funcionou bem para niguém. Não ajudou ao Paraguai em nada. Dizem que lá pelos anos 90, Ciudad del Este movimentou US$ 12 bilhões por ano. Como isso é possível?
Se o PIB da República do
Paraguai é de US$ 8,6 bilhões, as exportações do Paraguai totalizam US $ 1 bilhão, as exportações são de US$ 1 bilhão, como pode uma só cidade desse País vender US$ 12 bilhões (números de 1998)? Para onde foi esse dinheiro? Que posicionamento a fronteira vai tomar para concentrar esforços na geração de riquezas e bem-estar para todos ao passo que cria novas idéias e novas maneiras de vida (o que se chama de reconversão)? Ao passo que se dedica a viver do turismo, comércio, serviços, indústria, artesanato, arte?
Nota V
2023 Ano de uma morte anunciada
A região precisa de idéias inteligentes e já. Desculpem-me dizer, mas Foz do Iguaçu ainda tem muita coisa ruim pela frente. Não esqueçamos dos royalties da Itaipu Binacional que deixarão de ser pagos em 2023. Está longe? Tempo o suficiente para sair dessa para enfrentar a próxima de frente. Tem mais! Em 2023 a torneirinha dos royalties não vai ser desligada somente para Foz. Veja mais quem está na lista: Foz, CDE, Hernandarias, toda a "Costa Este" do Paraguai e todos os municípios entre Foz do Iguaçu e Guaíra.
Nota VI
É hora de todos pensarem com mente aberta, sem achismos, corporativismo, partidarismos e outros não-me-toques e especialmente interesses escusos e egositas. Caso contrário, em 2023 teremos um Oeste Paranaense pobre e miserável. As autoridades já desmentiram em muitas ocasiões, essa história da descontinuação dos royalties. E agora?
Nota VII
A Organização Mundial do Turismo celebra o crescimento do turismo apesar de tudo. Mas está preocupada com dois fatores que podem prejudicar todo o esforço feito até aqui: o terrorismo e a gripe aviar. Desde 2003, a gripe matou 107 pessoas.
Nota VIII
O Comitê de Segurança da Aviação da Europa publicou uma lista negra com 95 empresas aéreas que não poderão mais voar em céus europeus. A maioria são africanas, mas há também empresas do Afeganistão, Quiguirzistão e Coréia do Norte. É a primeira vez que a lista é válida em toda a Europa. Antes, as listas eram feitas por e para países individuais. O motivo da lista é que 2005, foi considerado um ano desastroso para a aviação.


Copiado do site Notas do Turismo

Thursday, February 16, 2006

Migração e Integração


Conversei hoje com o chefe da Delegacia de Migração da PF em Foz do Iguaçu, Igor Romário de Paula. O assunto foi o novo sistema de migração que será implementado no Brasil a partir de abril (ainda sem data). Minha intenção era saber o que pode mudar, como vai melhorar, o que se pode esperar do novo sistema nacional de migração.
No turismo
O trade turístico reclama da demora no lado argentino da fronteira. O Brasil vai implementar serviço parecido. Todo mundo que sair do Brasil vai ter que passar pelo guichê de controle. Todo mundo que entrar terá que fazer a mesma coisa. A boa notícia é que do lado brasileiro, o processo será mais rápido. Por quê? Entra em ação a informática.Os ônibus das empresas de turismo de Foz do Iguaçu que estiverem indo visitar as Cataratas do Iguaçu, do lado argentino, vai ter que parar na fronteira no lado brasileiro também. A novidade é que ninguém vai sair do ônibus. Um agente da PF federal trabalhando na Delegacia de Migração entrará no ônibus com uma “máquina” e fará o controle migratório dentro do ônibus. O agente pegará o documento do viajante e passara pela máquina que é, na realidade, um scanner. Todas as informações “scanneadas” serão lidas pela máquina e serão automaticamente enviadas ao banco de dados. Na hora, após o “scanneamento”, o “passageiro” receberá um ticket que conterá as informações necessárias. Será o fim da lista de passageiros no lado brasileiro. A máquina alfabetizada bem como todo o sistema de informática foi desenvolvida pelo SERPRO – uma empresa pública brasileira de informática que serve a órgãos públicos das três esferas do Poder.
No lado argentino a inclusão de dados ainda é feita manualmente. O agente da Direção de Migração tem que ler, digitar, preencher o cartão de entrada etc. É isso que leva tempo. Além disso, a quantidade de funcionários é muito pequena. O sistema brasileiro parece ser mais ágil. Contudo agorinha o único controle efetivo da fronteira está msendo feito no lado argentino. Eu tenho mdito que no fundo os brasileiros devem muito ao sistema argentino até agora. São os argentinos que impedem a saída do país da maioria das tranqueiras altamente especializadas pelo menos pela fronteira Puerto Iguazú - Foz do Iguaçu.
A máquina-scanner está preparada ou programada para automaticamente ler os documentos brasileiros autorizados para viagens como passporte e RG, além dos similares argentinos, uruguaios, chilenos, paraguaios etc. A máquina poderá entender automaticamente a maioria dos passaportes da União Européia, Estados Unidos, Japão etc. Segundo o delegado Igor de Paula, caso apareça um passaporte muito diferente e que a máquina não conheça, os dados serão colocados nela pelo agente. A partir desse primeiro passaporte, todos os passaportes da mesma origem serão lidos sem problema.
No trânsito Brasil-Paraguai
Na Ponte Internacional da Amizade a implementação será um pouco mais lenta. Segundo o delegado, A Ponte Internacional da Amizade e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) são os dois maiores problemas no País para a implementação do novo sistema. Nos dois lugares, há uma enorme quan tidade de gente. Em Guarulhos, são o grande número de vôos. Em Foz é o tráfego imenso de pessoas, motos, carros, caminhões.
“Não posso chegar lá no dia 10 de abril e dizer não entra mais ninguém” – explicou o delegado Igor Romário, que não joga lá muito futebol, segundo ele mesmo. Há quatro situações migratórias que deverão acontecer na PIA: 1) Passageiros em ônibus, 2) passageiros em motos, 3) pedestres e automóveis. No caso um, entrará em ação as máquinas-scanners mencionadas acima. No caso das motos, haverá um guichê para elas. Os pedestres deverão se dirigir ao guichê de pedestres e os motoristas de carros terão uma situação similar à que acontece na fronteira Argentina. O agente da PF pedirá os documentos de todos os passageiros, passará pelo scanner, registrará os dados e pronto.
Mudança de Vida
Segundo as regras de migração, cada turista ao entrar num país recebe um carimbo que o autoriza a permanecer nele por 90 dias. O carimbo é renovável por mais 90. Total: 180 dias. Quem permanecer em um país por mais de 180 dias já não é mais turista. Ele terá que fazer duas coisas: mudar o status ou ficar ilegal.
Se você pertence a alguma categoria, digamos que você seja um mototaxista paraguaio e entra no Brasil todos os dias, e tem seu documento scanneado todos os dias, na 180a vez que atravessar a fronteira no ano a “máquina-scanner” vai travar. Isso porque toda vez que os documentos são scanneados eles registram tudo inclusive a quantidade de vezes. Essa praxe será igual do Brasil para os outros paises e dos outros países para o Brasil. Se você vai para o La Barranca (um Bar muito gostoso em Puerto Iguiazú) todas as noites, se cuide! São 180 passadas como turista. Depois daí você tem quer mudar de status. Mas qual?Aí entra a Carteira Fronteiriça que será expedida na Argentina para Brasileiros, no Brasil para argentinos e logo, logo pelo Paraguai.
Um conterrâneo meu que chegou à presidência da República, Fernando Collor de Melo, tinha três metas: acabar com os marajás (Não conseguiu), modernizar o Brasil (conseguiu mais ou menos) e acabar com o trauma da era militar. Collor acabou com o SNI (Serviço Nacional de Inteligência), liberou o acesso de brasileiros a informações (mais ou menos) e liberou total a saída de brasileiros para o estrangeiro. Collor acabou com o controle da PF sobre os brasileiros que viajam ao exterior. Hoje, a PF não sabe quem viaja, para onde? Quantos viajam?A novidade é: o controle vai voltar a partir de abril. Todo brasileiro que sair do Brasil terá que ser identificado. Bom para a Embratur que volta a ter uma estatística confiável pelo menos na área de estrangeiros que vão ao exterior. Até a chegada do meu conterrâneo ao poder, os números da Embratur neste quesito vinha da PF.
Vítima Fatal
O Acordo de Recife está com sérios problemas. Sua meta principal era a integração dos procedimentos fronteiriços na área aduaneira e migratória. A área aduaneira até está funcionando. A migratória não. O delegado com quem concversei hoje, disse que tudo indica que estamos andando na direção totalmente oposta, o que significa a duplicação dos procedimentos migratórios. Na idéia original, o princípio "país destino - país sede" significava que uma pessoa viajando para a Argentina (destino) teria como sede para todos os procedimebntos migratórios, aduaneiros, fitossanitários etc, o lado argentino. Lá no lado argentino, existiria, em um só local, policiais, aduaneiros e outros técnicos brasileiros para realizar os processos migratórios. Assim, a idéia era facilitar, diminuir o tempo e o deslocamento. Agora parece que a coisa vai ser diferente. Pára no Brasil e se pára na Argentina. Um dos motivos do aborto do acordo pode ter sido sindical. Logo divulgo umas opiniões de líderanças sindicais dos funcionários públicos.
Bilateralização
Outro fenômeno. Os acordos estão se fazendo realidade de modo bilateral. Dois países por vez. Parece que foi muito complicado fazer tudo no bloco. A carteirinha fronteiriça já está pronta com a Argentina. Ainda falta com o Paraguai, com a Bolívia, com o Peru. Parece que vai ser dois países por vêz. É a bilateralização.
Carteira Froteiriça
A foto acima mostra a Carteira Fronteiriça que está quase pronta para ser implementada, pelo menos na Argentina. A carteira da foto foi testada de maneira sui generis durante o evento chamado Trvael Mart em 2004. Mais de 800 participantes de muitas nacionalidades receberam a Carteira para um cruzamento rápidop da fronteira durante o congresso. Quando estiver pronta para sair, os interessados terão que se cadastrar no País de interesse. É o País-sede ou destino que dá a carteira. Aguardemos informações.

Wednesday, December 21, 2005

OTCA em Iquitos


Os ministros das Relações Exteriores dos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica se reuniram em Iquitos, Loreto, Peru durante a XIII Reunião do Conselho de Cooperação Amazônica e IX Reunião de Chanceleres dos Países Membros do Tratado de Cooperação Amazônica. Clique aqui para ver a Declaração de Iquitos. Viste o site da OTCA. Link ao lado. O logotipo da OTCA é o que aparece acima.

Novidade


O site da Secretaria Administrativa do Mercosul (SAM) está de cara nova. Dê uma olhada. A SAM fica em Montevidéu, Uruguai. Logo estarei lá, fazendo uma visita. Sou eu com muita onda para 2006. Aguarde também relatório de minha visita a Sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Utilize o link ao lado e boa integração.

Novidade

O site da Secretaria administrativa do Mercosul, localizada em Montevidéu, Uruguai, está de cara nova. Vai lá e dê uma olhada. Clique AQUI e agora ou utilize o link ao lado - isto é, na lista de links. Feliz Natal e Feliz Integração!

Monday, December 19, 2005

Concurso

Para escolha de logotipo de Expedição Amazônica

A Secretaria Permanente da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (SP/OTCA) lançou um concurso internacional para estudantes universitários, com o objetivo de escolher a logomarca para a expedição "Conhecendo a Amazônia - A OTCA e a Juventude - Caminhos de Orellana".Cada candidato deverá enviar seu trabalho à sede da SP/OTCA em Brasília até o dia 28 de fevereiro de 2006.

O vencedor receberá um prêmio de 500 dólares e um certificado de autoria. Entre outros critérios, serão considerados a atratividade, a relação com o tema e a originalidade dos trabalhos. Os resultados serão divulgados em 18 de março de 2006.A expedição de jovens será realizada pela OTCA, com o apoio do Núcleo de Estudos Amazônicos da Universidade de Brasília (Neaz/UnB), a partir de 28 de junho de 2006.

Orientados por professores, cientistas e profissionais de instituições acadêmicas e técnicas que atuam na região Amazônica, um grupo de 45 jovens dos países amazônicos seguirá o trajeto de Quito (Equador) a Belém (Brasil), percorrendo mais de 4 mil quilômetros em um barco-escola, durante 24 dias. A rota da viagem é baseada no caminho da primeira expedição européia registrada na região, comandada pelo capitão espanhol Francisco Orellana.

Na embarcação, serão abordados diversos temas, como a história da região, sua ocupação, além dos problemas enfrentados atualmente pelas populações amazônicas e questões ecológicas.Para ler o regulamento completo, assim como obter informações sobre a expedição, visite o site: http://www.otca.info/br/exped_jovem.php

Sobre a OTCAA Secretaria Permanente da OTCA foi estabelecida em Brasília em 2003, com o objetivo de promover ações conjuntas para o desenvolvimento harmônico da Amazônia Continental. A OTCA nasceu para fortalecer o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), assinado em 1978 por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guyana, Peru, Suriname e Venezuela, com o objetivo de preservar o meio ambiente e defender a utilização racional dos recursos naturais da região.